segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Aprisionamento de Ợbatálá

Deixe a lebre aperfeiçoar sua raça
Deixe o javali ser esperto com sua cabaça
As dançarinas profissionais que esperam para dançar em Ootu Ifé devem vestir-se muito bem
A divinação de Ifá foi feita para Òrìşàlá 
No dia em que ele desejou fazer uma viajem para a cidade de Isolu
Antes que uma pessoa siga com um projeto importante ela deve procurar pelo conselho de Ifá.
O deus yorùbá da sabedoria
Ợbatálá consultou esses sacerdotes antes de fazer sua jornada a Isolu,
E o sacerdote aconselhou-o a fazer um sacrifício para evitar embaraços
Ợbatálá não fez o sacrifico e se aprontou para viajar.

Em Isolu há um grande rio próximo à entrada da cidade. Os homens, as mulheres e crianças de Isolu pegam água desse rio para beber, ou tomar banho e ás vezes para lavar suas roupas com ela. Os habitantes de Isolu sabem da existência de um homem louco que sempre vem ao rio para molestar as pessoas. O homem louco é esperto também; ás vezes ele finge estar tomando banho e assim que as pessoas aproximam-se dele, ele as assedia. Isso fez com que pessoas avisassem a todos de que da próxima vez que cruzarem com ele novamente, ele deve ser preso.
Como Ợbatálá estava chegando perto da cidade, ele teve vontade de tomar um banho. Ele estava quase nu, usando apenas suas calças e começou a tomar banho. Algumas mulheres vieram da cidade para pegar água. Elas viram Ợbatálá de costas e pensaram que fosse o louco novamente. Elas correram de volta para avisar o povo da cidade e todos correram para o rio. Ợbatálá foi confundido com o louco e foi aprisionado. Por vários dias Ợbatálá sofreu pelo crime que não cometera. Ele ficou irritado e tocou Osu em sua cabeça. Toda a cidade de Isolu ficou inquieta. A chuva recusou-se a cair. A desolação instalou-se visivelmente, os que estavam doentes ficaram impossibilitados de melhorar. Nenhuma comida, houve uma grande estiagem e o rei mandou chamar seus conselheiros. Eles chamaram um babalawo para aconselhá-los. Ele fez uma divinação Anukunrin, mas não pode precisar o que era o real problema com a cidade, porque Ợbatálá não permitiu que ele soubesse.
Após algum tempo, eles convidaram outro sacerdote para vir aconselha-lo. Anu Kùnrin, o sacerdote de Isolu. Foi a mesma coisa. E tudo ficou ainda pior para eles. Foi um dos conselheiros do rei que o aconselhou a chamar Ogbigbi, um dos mais famosos babalawo. Quando o rei mandou chamá-lo, ele consultou seu próprio Ifá, de modo que pudesse ter sucesso na empreitada a qual o rei o chamara. Foi dito a Ogbigbi que fizesse um sacrifício com água de ìgbìn e que ele esfregasse os olhos com ela e limpasse antes de ir ao palácio – foi o que ele fez. Por esse motivo foi que ele teve a capacidade de ver claramente o problema em particular que eles tinham na cidade de Isolu. Ele disse que foi por causa de um homem inocente que eles haviam aprisionado e que a cidade precisava de uma limpeza especial com água para tornar tudo calmo. Ợbatálá precisava ser acalmado com dezesseis ìgbìn e uma toga branca. O rei ordenou que Ợbatálá fosse libertado e eles imploraram que ele os perdoasse. Eles deram uma bela toga para ele e fizeram um banquete com guisado de ìgbìn. Tudo que Ợbatálá gosta foi dado a ele. E eles tocaram tambor e regozijaram-se com ele para agradá-lo e ele os abençoar.


E então eles cantaram:

Ợbatálá to to fun un!
Tóó!
Ọbarìşà to to fun un!
Tóó!

Ợbatálá é suficiente.
É digno.
Ọbàrìşà é suficiente.
É digno.

E Ợbatálá disse:
Anukunrin é um sacerdote em Isolu.
Ogbigbi porque revelaste isto, Ogbigbi?
Anukunrin é um sacerdote em Isolu.
Ogbigbi porque revelaste isto, Ogbigbi?

E o rei e os chefes convenceram-no a perdoá-los e a esquecer a ofensa deles


Idin’Kànràn, Epá Odù. Epá òrìsà.

Mo jùbá, Kábiyèsí Ọbaaláse.
Àbợrú, Àbợyè Oluwo Ifárunợla Adesanya

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