quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ajapa não era Bàbáláwo






Existiam Quatro Bàbáláwo.
Um dia, Ajapa (tartaruga) chegou dizendo que também era Bàbáláwo. Todos se olharam, mas não quiseram contestar Ajapa.
Certa vez, Olófin pediu que os Bàbáláwo fossem à casa real por que estava com muitos problemas.
Ajapa quis acompanhar os Bàbáláwo e eles permitiram.
Então, diante de Olófin, cada Bàbáláwo falou o que era necessário para resolver aquelas questões, inclusive Ajapa.
Recebendo a quantia do pagamento de Bàbáláwo, todos saíram e fora da casa real, dividiram o dinheiro.

Ajapa se dizendo Bàbáláwo, exigiu que sua quantia fosse igual à de todos.
Assim, sem reclamar, os verdadeiros Bàbáláwo dividiram igualmente com Ajapa.
Antes de irem embora, os Bàbáláwo combinaram que levariam seus filhos no dia seguinte na casa de Olófin, já que teriam que terminar o serviço, fazendo um ebó.
Ajapa, escutando isso, também levou seu filho para casa de Olófin.
Chegando todos lá, Olófin perguntou o que seria necessário para fazer o ebó e os quatro Bàbáláwo disseram que não seria necessário nada por que sacrificariam seus próprios filhos. Ajapa arregalou o olho, mas não podia contrariar o que os outros Bàbáláwo disseram.
E assim, todos sacrificaram seus filhos, inclusive Ajapa, com grande tristeza no coração.
Serviço feito, todos os Bàbáláwo e Ajapa saíram da casa de Olófin e foram caminhando pela rua, de volta às suas casas.
Na primeira encruzilhada, o primeiro Bàbáláwo estala os dedos e chama pelo filho, surgindo imediatamente o seu filho vivo.
Outro Bàbáláwo estala os dedos e chama pelo filho, surgindo imediatamente o seu filho vivo.
Depois outro Bàbáláwo estala os dedos e chama pelo filho, surgindo imediatamente o seu filho vivo.
O último verdadeiro Bàbáláwo, também estala os dedos e chama pelo filho, surgindo imediatamente o seu filho vivo.
Ajapa amargurado e muito triste percebe que não pode chamar o seu filho, porque ele não era um Bàbáláwo.

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