quinta-feira, 25 de junho de 2015

Ògúndá mèjì II



Òjòntarìgì, a Esposa da Morte.
Ele que se atirou repentinamente na estrada,
Foi quem jogou Ifá para Òrúnmìlà
Que estava indo arrebatar Òjòntarìgì,1
A esposa da morte.
Òjòntarìgì era a única esposa da morte.
Apesar disto, Òrúnmìlà queria arrebatá-la.
Foi dito a Òrúnmìlà que fizesse sacrifício,
E ele o fez.
Após ter feito sacrifício,
Ele arrebatou Òjòntarìgì da morte.
Morte então pegou o seu porrete,
E foi em direção à casa de Òrúnmìlà.
Ele encontrou Èşù em frente à casa.
Èşù perguntou:
Como vai Morte, cujo apelido é Òjèpè, cujo traje é tingido de osùn2?
Após eles terem trocado cumprimentos,
Èşù perguntou a ele:
Aonde você vai?
Morte respondeu que ele estava indo para a casa de Òrúnmìlà.
Èşù perguntou:
Qual é o problema?
Morte disse que Òrúnmìlà tinha pegado sua esposa.
E ele tinha que matar Òrúnmìlà naquele mesmo dia.
Èşù implorou a morte para que se sentasse.
Após ele ter sentado,
Èşù deu-lhe comidas e bebidas.
Após a morte ter comido até ficar satisfeito,
Ele levantou-se,
Pegou o seu porrete,
E foi andando.
Então, Èşù perguntou de novo:
Onde você está indo?
Morte respondeu que estava indo para casa de Òrúnmìlà.
Então, Èşù disse:
Como você pode comer a comida de um Homem e depois matá-lo?
Você não sabe que a comida que você comeu, pertence a Ọrúnmìlà?
Quando Morte não sabia mais o que fazer,
Ele disse:
Diga a Ọrúnmìlà que ele pode ficar com a mulher.

Ògúndá mèjì


Alágbara ni nso kún Ade, foi um dos que consultaram Ifá para Ògún,
E lhe aconselharam que sacrificasse um cutelo, um galo e um inhame assado.
Ifá disse que o cutelo seria a chave para a prosperidade de Ògún, ele teria que carregá-lo para onde quer que fosse, e mandaram que comesse o inhame assado.
Quando ele estava sedento, ele foi beber água no rio.
Depois de beber água, ele percebeu que haviam duas pessoas que lutavam pôr causa de um peixe que haviam pescado.
Ògún então, aconselha-os a pararem a briga e irem para suas casas e compartilharem o peixe.
Eles se recusam, o primeiro homem diz que veio do leste e o segundo diz que veio do oeste.
Depois de ouvir as explicações deles, Ògún pega o cutelo que tinham dado à ele e aconselhado a sempre leva-lo junto, para partir o peixe em dois.
Cada um dos homens pegou sua parte do peixe, pediram à Ògún que usasse do seu cutelo para abrir um caminho que os levassem de volta para suas casas, e prometem à Ògún enriquecer sua vida, se ele atendesse o pedido deles.
Assim, Ògún fez.
E desde esse dia foi chamado de Ògúndá méjì.

sábado, 20 de junho de 2015

Òkànràn méjì II



Òrìşà diz que nós devemos oferecer um sacrifício
Onde nós vemos as divindades Mais Velhas na bandeja.
Òrìşà diz que nós devemos oferecer um sacrifício por causa de um inimigo
Onde nós vemos Onze Mais Velhos.
Você vê o caminho que Òrìşà diz que isto acontece?
Ouvir e gostar de ouvir,
Ser avisado e aceitar o aviso;1
Perguntar o caminho de alguém
Dos viajantes que permanecem atrás,
Ter uma vida prazerosa.
Eles são aqueles que jogaram para Mọloun
Que era uma concubina do Alapinni.2
Havia Mọloun, ela era a concubina do Alapinni,
E mulher não pode entrar no Igbale.3
Alapinni pegou seu Egungun
E estendeu a roupa do lado de fora para secar antes de sair;
E ele saiu e a chuva estava vindo.
Mọloun disse:
Há! A chuva vai cair nessa roupa.
E Mọloun entrou na casa;
Ela fechou seus olhos e pegou todas as roupas,
E ela as levou para dentro.
Quando eles vieram correndo,
Eles voltaram correndo,
Quem pegou as roupas?
Mọloun disse: Fui eu.
Há! Em onze dias eles vão matá-la;
Em onze dias eles vão matá-la.
Eles vão sacrifica-la este ano.
Eles vão manda-la como sacrifício para oferecer na estrada para Igbale.
Há! Porque eu fiz isso para ajudá-lo, você vai me matar?
Ela disse: Está bem.
Ela disse: Eu ouvi você.
Ela pôs suas mãos na cabeça, ela foi e chamou os divinadores.
Os divinadores disseram que ela deveria oferecer um sacrifício.
O que deveria ela oferecer?
Eles disseram que ela deveria oferecer onze porções de mingau de milho;
Eles disseram que ela deveria oferecer onze frituras;
Eles disseram que ela deveria oferecer ise;4
Ela deveria pegar onze copos de cerveja e oferece-los.
Eles disseram que um pano de cabeça vermelho,
Eles disseram que ela deveria oferece-lo;
Eles disseram eu ela deveria oferecer uma rede.
As onze porções de mingau de milho que ela ofereceu,
Èşù as transformou em onze cestos de mingau de milho;
As onze frituras, ele transformou em onze fardos de frituras;
Os onze copos de cerveja, ele transformou em onze cabaças de cerveja.
Eles estavam apressados,
E eles voltaram.
Èşù carregou tudo para o Igbale.
Quando eles chegaram, eles comeram;
Eles beberam cerveja;
Eles comeram e eles ficaram satisfeitos.
Então eles disseram,
Quando devemos matá-la?
Èşù disse: Quem trouxe essa comida?
Depois de algum tempo,
Mọloun disse: Eu sou aquela que trouxe a comida.
Como vocês foram tão longe, imaginei que voltariam com fome,
Então eu preparei mingau de milho, frituras e cerveja,
Para que quando vocês voltassem, vocês pudessem comer.
Há! Eles disseram: Se alguém faz algo bom, nós não matamos.
Eles não a mataram.
Mọloun dançava, ela se alegrava.
Ela louvava os divinadores e os divinadores louvavam Òrìşà
Que os divinadores disseram a verdade.
Ela disse, Ouvir e gostar de ouvir,
Ser aconselhada e aceitar o conselho,
Ser avisada
Ser capaz de saber o que e com que o mundo se parece.
Eles são aqueles que jogaram para Mọloun que era a concubina do Alapinni.
Eles cantaram, “
A Morte não é para você,
Mọloun;
Doença não é para você,
Mọloun,
Morte não é para você,
Mọloun.
Assim ela não morreu.
Eis porque Òrìşà diz que ele vê, Uma bênção de vida longa.
Esta pessoa deve pegar onze frituras e onze porções de mingau de milho;
Ele deve usá-los para oferecer sacrifício;
Junto com 22.000 cauwri2s,
A roupa do dia-a-dia que ela está usando,
E um pano vermelho de cabeça.
É o sacrifício desta pessoa,
Onde nós vemos as Onze Divindades Mais Velhas,
Como Òrìşà disse.

1   Ser obediente.
2   O título mais alto no culto de Egungun.
3   Igbale aqui refere-se a câmara onde as roupas dos Egungun são guardadas; mais tarde se referiu a floresta de Egungun
4   Não identificado; talvez isé, trágulo africano, ou ise. O zombador.