sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Odù Ìdin’Ìrẹtẹ

Òşún cura com agbo (a bebida medicinal) e o local da cura em Ọșogbo se chama Idi Oru.

Ìdin’Ìrẹtẹ (Idin-Amileke) diz:

1)
A roupa íntima na frente (figura de linguagem)
A corda atrás (figura de linguagem)
Foi lançado para Okokoro que era marido de Òşún
O que ele fará, o que ele poderá fazer?
Foi feito jogo de Ifá para Ọrúnmìlá.
Bàbá (Ọrúnmìlá) iria tomar Òşún de Okokoro (o marido de Òşún)

2)
400 vacas do arbusto, 800 chifres.
400 muçulmanos, 800 pares de sapatos.
100 sacerdotes de Şàngó, 200 şęęrę (para falar com Şàngó).
Foi lançado para Lúbélúbé (Ọrúnmìlá) que não era um nativo de Ọșogbo
Que foi convidado ao composto do Alárè Ountoto
Alárè Ountoto que serve carne de elefante como se estivesse cortando inhame (referência a sua riqueza).


Itọn:
Nos tempos em viagens missionárias de Ọrúnmìlá a terra yorùbá de Ọșogbo, ele se encontrou com Òşún. Ọrúnmìlá encontrou Òşún através de Alárè Ountoto que era o Baàlè (o chefe dos pagamentos) antes de se tornar conhecido em Ọșogbo. Ifá disse que Alárè Ountoto convidou Ọrúnmìlá para adivinhação e trabalhos espirituais.
Neste momento Alárè consultou Ifá através de Ọrúnmìlá para a paz, bem estar e tranquilidade de pagamentos. A divinação de Ọrúnmìlá ia descrever o ebo necessário para Alárè Ountoto. Ele manteve os rituais para o ebo. O ebo foi devidamente feito. Como esperado, as orações de Ọrúnmìlá se inflaram e as coisas mudaram para melhor em Ọșogbo.
Ọrúnmìlá ainda estava na casa de Alárè Ountoto quando Òşún ouviu falar dele e foi visitá-lo. Chegando a casa, Òşún consultou Ifá. Ọrúnmìlá lhe disse que seu problema era a falta de filhos e que a posse de seu marido e amor foi conseguida com inúmeros encantos e feitiços e isto era a causa da falta de filhos. Ọrúnmìlá disse à Òşún que para ter filhos ela deve deixar seu marido, Okokoro. Entretanto Okokoro era muito poderoso e organizava o pagamento de Ifá, Okokoro tem muitos encantos potentes e muitos feitiços para serem usados.
Òşún estava desesperada por filhos, ela estava preparada para assumir qualquer risco, mesmo que isto envolvesse a ira de seu marido. Òşún teve determinação para enganar seu marido. No entanto, enquanto ela estava pensando sobre as mensagens de Ifá, ela estava ao mesmo tempo cheia de admiração por Ọrúnmìlá. Ela decidiu propor amizade a ele. Ela disse à Ọrúnmìlá que havia gostado muito dele e propôs ser sua amante. Ọrúnmìlá concordou. As coisas começaram a acontecer. Alguns meses de aventura amorosa e Òşún engravidou, não de seu marido, mas de Ọrúnmìlá.
A gravidez de Òşún era muito inquietante para seu marido Okokoro. Antes disso, Okokoro recebeu informações e muitas dicas sobre o que se passava entre sua esposa Òşún e Ọrúnmìlá. Como resultado desta gravidez ele decidiu desafiar Ọrúnmìlá para uma luta.
Okokoro estava seguro de seus poderes, encantos e magias. E que a figura de Ọrúnmìlá não seria problema por que tudo que ele precisava fazer seria lançar todos os feitiços e magias fortes em Ọrúnmìlá.
Durante o tempo das ameaças de Okokoro, Ọrúnmìlá havia deixado Ọșogbo para ir a outro lugar de acordo com seu trabalho missionário.
Quando Alárè Ountoto quis fazer nova consulta a Ifá, ele mandou aviso para Ọrúnmìlá, no entanto, antes de partir de Ọșogbo, ele já havia ouvido falar das más intenções de Okokoro contra ele. Típico de Ọrúnmìlá, ele estava tranquilo.
Quando chegou a Ọșogbo, como de costume, ele ficou na casa de Alárè Ountoto. A notícia de sua chegada espalhou-se rapidamente. Como um morador da cidade Okokoro ouviu a notícia e foi ao encontro de Ọrúnmìlá. Ele encontrou Ọrúnmìlá. Ele desafiou Ọrúnmìlá para uma luta, porém, encontrou uma parede de pedra. O fato de Ọrúnmìlá nem demostrar que sua presença era importante o enfureceu e ele não perdeu tempo soltando seus feitiços perigosos em Ọrúnmìlá. As magias e feitiços que foram lançadas por Okokoro tornaram Ọrúnmìlá mais forte, porém, ele seguiu lançando.
Inicialmente Ọrúnmìlá estava calmo e tranquilo, quando Okokoro começou a se enfurecer, porém, quando ficou claro que Okokoro não venceria, Ọrúnmìlá determinou a ele parar com a luta e ao mesmo tempo ele o transformava em um rio. Okokoro imediatamente foi transformado em um rio. Este rio tornou-se conhecido como Odò Okokoro. Odò Okokoro é um rio muito conhecido em Ọșogbo. A transformação misteriosa de Okokoro em rio significava que Òşún estava livre dele. Assim ela propôs casamento a Ọrúnmìlá. Ọrúnmìlá aceitou e eles se casaram. Òşún deu muitos filhos a Ọrúnmìlá em Ọșogbo. O local onde Ọrúnmìlá e Òşún tiveram seu primeiro contato físico, mais tarde, foi designado como um local sagrado. 
É conhecido como Idi Òşún, o centro de um igbà de Òşún. Este local, Idi Òşún, ainda mantém este nome em Ọșogbo.
Embora Ọrúnmìlá tivesse família em Ọșogbo, ele não estava ligado a esta terra. Ele continuou seu roteiro de trabalho missionário que o levou para fora de Ọșogbo e muitos outros lugares e povos em sua missão curativa.
Uma coisa era certa, de tempos em tempos ele estava em Ọșogbo, ele sempre enchia Òşún com medicamentos especiais de Ifá para que ela administra-se em seus numerosos clientes enquanto ele estava longe. Ọrúnmìlá sempre se assegurava que as medicinas (remédios) seriam suficientes até seu retorno a Ọșogbo. Estas medicinas especiais de Ifá normalmente eram em forma de agbo (chá medicinal, que também pode ser chamado de uma invenção nativa ou uma bebida). O uso deste agbo: bebida, banho ou guarda bênçãos.
O lugar designado para fazer este agbo se chamou Idi Oru e agora é um local sagrado em Ọșogbo.
O agbo que Ọrúnmìlá preparou para Òşún era particularmente muito poderoso e hábil para vários trabalhos de cura, durante sua ausência deste povoado. Este poder de cura trouxe Òşún para o foco, que sua proeza espiritual era sempre o assunto da cidade.
O reconhecimento do povo por Òşún foi trazido por Ọrúnmìlá que agregou respeito, por que as pessoas sabiam que seu poder e fama vieram pela graça especial de Ọrúnmìlá.
No entanto, enquanto a maioria dos cidadãos adorava Ọrúnmìlá e esperava ansiosamente sua próxima visita ao povoado, os Adahunse (Espiritualistas, clarividentes, os leitores de mão, herbalista e outros nesta linha) o odiavam. Seu ódio por Ọrúnmìlá vinha dele fazer com que todos do povoado viessem até ele para adivinhação e sanar seus problemas físico-espirituais, sempre que ele visitava Ọșogbo.
Em vez de trabalhar para melhorar os seus difíceis serviços espirituais e ganhar o respeito do povo, os Adahunse culpavam Ọrúnmìlá pela lentidão em seus ganhos sempre que Ọrúnmìlá visitava o povoado. Eles viram Ọrúnmìlá como uma grave ameaça a seus negócios. Conscientes de suas limitações espirituais, os Adahunse não poderiam se confrontar com Ọrúnmìlá por que ele superaria seus parcos poderes. Pior ainda, eles perceberam que qualquer confronto seria suicídio. Consequentemente eles marcaram uma reunião para decidir o que fazer com ele. Os Adahunse consideraram muitas opções, para adotar um plano contra Ọrúnmìlá fora de Ọșogbo, na próxima visita que ele fizesse.
Eles não poderiam fazer isto sozinho, eles precisariam da ajuda do Baàlè (o cabeça dos pagamentos). Felizmente para eles, Ọrúnmìlá sempre se alojou na casa do Baàlè e foi a ele que recorreram. Os Adahunse foram a Alárè Ountoto, seu Baàlè e contaram muitas histórias falsas sobre Ọrúnmìlá. Eles disseram que ele era muito imprudente em continuar a convidar Ọrúnmìlá para vir em Ọșogbo. Ao final da longa narrativa, eles persuadiram o Baàlè a dizer a Ọrúnmìlá que da próxima vez que viesse a Ọșogbo sua presença não era mais bem vinda. Alárè Ountoto estava de acordo e lhe prometeu sua plena cooperação.
Uma vez mais era hora e tempo de Ọrúnmìlá visitar Ọșogbo. Quando ele chegou à cidade, ele foi direto, como de costume, aos aposentos do Alárè Ountoto. Alárè Ountoto não poderia mandar Ọrúnmìlá voltar imediatamente sendo ele querido por tanta gente. Devido a sua boa amizade ele permitiu que ele passasse a noite em sua casa. De acordo com sua promessa, sem demora, ele foi até Ọrúnmìlá muito cedo na manhã seguinte e lhe disse que seus serviços não eram mais necessários e que ele deveria deixar sua casa e o povoado imediatamente. Ọrúnmìlá lhe pediu uma explicação para sua súbita decisão de mandá-lo embora de seus aposentos e da cidade. Ele disse que não tinha nenhuma explicação para lhe dar ou outra maneira de lhe falar que o queria fora de seus aposentos e da cidade. Sem argumento ou mais alguma informação Ọrúnmìlá arrumou suas coisas que eram basicamente seu adorno de Ifá e os colocou em seu Àmininjekun apo (sacola sagrada de Ifá). Entretanto ele decidiu pagar as pessoas com sua própria moeda antes de ir.
Ele pegou seu Òsòòrò Òpá (osun Ifá / Ifá pessoal) e o apontou para o òrun.
No momento em que fez isto, um eclipse súbito se apoderou do povoado inteiro e cada espirito vivo foi dormir imediatamente. Ọrúnmìlá amaldiçoou a cidade pela plenitude do seu tratamento ingrato e injusto para com ele através de seu Baàlè, Alárè Ountoto. Ele deixou a cidade e foi para outro lugar.
Òşún foi a primeira pessoa a ver os sentidos da esquerda de Ọrúnmìlá. Òşún olhou em volta e ficou assustada com o que viu.
Ela rapidamente supôs que uma calamidade havia se sobrepujado sobre a cidade. Ela também sabia que o que aconteceu estava acima de seus poderes, ela precisava mirar o òrun.
Porém, ela precisava mandar alguém chamar Ọrúnmìlá. Para fazer isso significava que ela teria que recorrer a seus escravos. Ela trabalhou freneticamente com alguns deles, porém, apenas um se prontificou. Ela se alegrou com o êxito por que ela não precisaria usar os escravos de Alárè Ountoto, ela ficou feliz em saber que não era a única pessoa acordada em toda a cidade. Ela enviou seu escravo aos aposentos do Alárè para ver Ọrúnmìlá. Como um vento ele correu até os aposentos do Alárè, porém, voltou para dizer a Òşún que Ọrúnmìlá já havia partido. Òşún supôs imediatamente que o fenômeno antinatural que ocorreu era um tipo de punição para alguma coisa que o povo da cidade tivesse feito. Ela também supôs que somente Ọrúnmìlá poderia controlar a situação. Correndo contra o tempo, Òşún correu em perseguição a Ọrúnmìlá e rastreava seu caminho pelas trilhas. Entre andar rápido e correr, Òşún alcançou Ọrúnmìlá no ponto em que ela estava para cruzar a fronteira de Ọșogbo para outro povoado. Ela se agarrou a Ọrúnmìlá e lhe disse que ela não permitiria que ele partisse sem que dissesse o que havia acontecido de errado. Ọrúnmìlá lhe disse que alguns Adahunse ficaram contra ele e ficou surpreendido com o conluio do Alárè Ountoto com eles. Ele concluiu que se os filhos e as pessoas queriam os Adahunse para eles, eles deveriam cuidar do que havia ocorrido com o povo. Òşún concluiu que Ọrúnmìlá era o único que poderia desfazer a calamidade. Ela começou rogando o perdão em nome de seu povo. Ela rogou e rogou.
Logo depois, Ọrúnmìlá rendeu-se e disse que antes dele reverter à maldição, o povo necessitava proporcionar eku, ejá e eran ao ìgbà que deveria ser: 200 eku, 200 bagres defumados e 200 cabras e muitas outras coisas como ebo para a expiação de sua falta de respeito com Ifá. Rapidamente todos os elementos ritualísticos foram proporcionados.
Ọrúnmìlá perdoou as pessoas de Ọșogbo e reverteu a maldição. Além disso, ele orou para Ọșogbo e seu povo. Com grande remorso as pessoas rogaram e persuadiram Ọrúnmìlá a regressar com eles ao povoado, porém Ọrúnmìlá se negou a ir. Ele lhes disse que tudo estaria em ordem e o povo estaria também salvo, de fato ele fez as pessoas experimentarem um pouco do ódio que os Adahunse sentiram dele como um lembrete. Ele disse que Ọșogbo seria uma ótima cidade, mas teria que lidar com o problema do ódio que nasce na inveja. Com este pedido Ọrúnmìlá partiu para Ilè Ifè e deixou Òşún cuidando de Ọșogbo.
Tão misteriosamente como o súbito eclipse que as pessoas experimentaram, segue crescendo na terra o local onde Ọrúnmìlá e Òşún resistiram inesperadamente. Òşún olha para baixo e pede a nação dela para explicar a água misteriosa de Ọrúnmìlá. Ọrúnmìlá lhe disse que ele acostumou a água a lavar a maldição que ele havia colocado no povo muito tempo atrás e que ele havia quitado esta dívida com o ebo que foi realizado. A água crescente logo se tornou um riacho, O riacho foi nomeado Odò Ikin-tu-okun (Ikin Ifá-Solta a corda).
O significado profundo de Ikin-tun-Okun é:
Ifá lava as negatividades e impurezas das pessoas.
Odò Ikin-tu-okun é muito conhecido como Odò Òşún cura com agbo (a bebida medicinal) e o local da cura em Ọșogbo se chama Idi Oru.



Ire Aláàfà

Esè Ifá propriedade universal.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Oração da Manhã

Oríkì Òrúnmìlà
Saudação ao Espírito do Destino pela manhã

Òlódùmarè, mo ji l’oni.
Mo wo’gun merin Ayè.
Igun’kini, Igun’keji, Igun ‘keta, Igun’kerin Olojo oni.

Criador, eu saúdo o novo dia.
Saúdo as quatro direções que criaram o mundo.
O primeiro canto, o segundo canto, o terceiro canto e o quarto cantos que são os donos do dia.

Comentário: esta é uma referência aos quatro primeiros Odù da adivinhação de Ifá:
Èjì Ogbè, Òyékú Mèjì, Ìwòrì Mèjì e Odi Mèjì.

Gbogbo ire gbaa tioba wa nile aye.
Wa fun mi ni temi.
T’aya – t’ọmọ t’egbe – t'ogba,

Tragam-nos a sorte que nos sustentam na Terra. 
Tragam-nos todas as coisas que sustentam o nosso espírito.

Comentário: Essa é uma referência à ideia de que os quatro primeiros Odù evoluem para os 16 primeiros Odù que evoluem para os 256  Odù  que formam o Universo.

Wa fi yiye wa.
Ki o f’onà han wa.
Wa fi eni – Eléni se temi.

Com você não existe fracasso, 
Nós louvamos a estrada que você criou
Nada pode bloquear o poder do Espírito.

Comentário: Ifá ensina que a vida é boa e que a Criação é projetada para trabalhar, sugerindo que quem desenvolver um bom caráter vai ser abençoado.

Alaye o aláyè o.
Afuyegegege meseegbe.
Alujonu eniyan ti nf’ọwó ko le.

Nós louvamos a Luz da Terra, que sustenta a abundância da Criação.

Comentário: Esta é uma referência ao Espírito de Èla, que em alguns rituais de Ifá aparece como um feixe de luz emergindo da Terra. Este feixe de luz é a consciência primária que pode ser deslocada através do uso da invocação de um espírito no momento de trazer a abundância para a comunidade. Este é o fundamento da oração de Ifa.

A ni kosi igi meji ninu igbo bi obi.
Eyiti o ba ya’ko a ya abidun – dun – dun -dun.
Aláyè o, aláyè o.

Èla nos traz o alimento da floresta. 
Traz-nos as coisas boas da vida.
Nós louvamos a Luz da Terra ,
Louvamos a Luz da Terra.


Comentário: A Luz de Èlá é usada para compreender forças da natureza e com base no entendimento de que Èlá mostra-nos a luz e como viver em harmonia com essas forças.

Ifá wa gbo temi.
Èsù wa gbo temi.
Jeki eni ye mi.
Jeki eni ye mi.
Jeki eni ye mi.

Ifa nos traz o Espírito do Mensageiro Divino
Louvamos as suas bênçãos.

Comentário: Ifá é um sistema complexo de invocações chamados Oriki, que são usados para invocar as forças da Natureza que trazem o equilíbrio e a boa sorte em uma circunstância.

Ki ola san mi t’aya t’omo t’ibi t’ire lo nrin papo ni ‘ile Aye.
Wa jeki aye mi. 
Ki, oye mi.
Ase.

Louvamos as bênçãos da família e das crianças, bem como a criação e destruição que ocorrem em todos os cantos do mundo.
Estas são as bênçãos do mundo, são as minhas bênçãos.
Àse

Comentário: Compreender as forças de expansão e contração é apreciar o seu lugar no mundo, é a fonte da fortuna, da abundância boa e da vida longa.
Esta oração não só dá graças para o momento da Criação como descreve a conseqüência deste momento. A explosão de Oyigiyigi da: a luz, o tempo, o espaço e o nascimento de tempo e espaço. É a dinâmica do nascimento, da morte,da transformação e do renascimento que é posto em movimento.

Na primeira fração de segundo após o momento da Criação, os 16 Odù tornaram-se a manifestação do mundo como um enorme flash de luz. De acordo com a teoria de campo unificada de Dr. Oyibo ,com base na informação de Ifa que ele recebeu de seus anciãos, esse lampejo de luz criou o elemento conhecido como hidrogênio. 
As marcas utilizadas para representar os 16 Odù são na verdade duas representações tridimensionais de três padrões de energia dimensional.
Acho que a estrutura do Odù e a estrutura dos átomos são idênticas. um número de modelos diferentes de átomos. mas, pelo menos um deles é consistente com a estrutura do Odù.
Imagine uma esfera e os três lados da pirâmides. Uma pirâmide tem a sua base de 33 graus de longitude abaixo do equador e 33 graus de longitude acima do equador. Cada uma destas pirâmides tem quatro pontos de contato com a esfera, um ponto nos pólos e três pontos na base. Cada um destes pontos de contato é chamado igbodù que significa o lugar do útero.
Esta é uma referência simbólica para um portal inter-dimensional entre os reinos visíveis e invisíveis. Quando um destes portais é aberto traz o que se chama em Ifa de àse no mundo. Ase é descrito por Ifa como a energia primordial que sustenta a Criação. A ciência da física quântica é capaz de gravar a manifestação de uma onda de energia que ocorre nos átomos, mas antes de Dr. Oyibo não havia uma explicação clara do por que isso ocorria. 
evidências claras de que essa transferência ocorre com base em experimentos conduzidos por David Hudson. Ele descobriu que quando o irídio é aquecido a temperaturas extremas 60 por cento da sua massa desaparece. À medida que a amostra é arrefecida esta massa é perdida. A única explicação plausível para essa transferência é a transferência inter-dimensional.
Formam o ponto de vista da utilização de Odù como um modelo para a estrutura atômica, há oito portais inter-dimensionais de um átomo de hidrogênio simples. Estes portais são abertas ou fechados, dependendo das influências gravitacionais na proximidade do átomo. Em Ifa quando um destes portais é aberto, é simbolizado por uma única linha vertical (I). 
Quando um destes portais está fechado é simbolizado por linhas verticais duplas (II). 
Utilizando o modelo Dr. Oyibo da teoria do campo unificado da tabela de elementos, é criado como um resultado do aumento da complexidade no átomo de hidrogênio. Em outras palavras, o átomo de hidrogênio tem duas pirâmides de três lados. Como os átomos se tornam mais complexos você adicionará pirâmides adicionais à estrutura interna da esfera.
O conhecimento dessa estrutura é a base para a antiga ciência da alquimia. No antigo Egito esta estrutura fundamental da criação era simbolizada por uma estrela de seis pontas, formando um círculo. O símbolo é conhecido como o selo de Salomão ou Estrela de David.
Na primeira fração de segundo após o momento da criação o universo se encheu de luz gerada pelos átomos de hidrogênio. Ifa chama esta manifestação de Odù Imole que significa a casa de luz. Neste momento o ase ou poder espiritual vindo de Oyigiyigi, a pedra eterna da Criação era expansivo. Ifa simbolicamente refere-se ao espiritual expansivo como energia masculina ou okunrin ase
A qualidade expansiva de okunrin ase nos primeiros momentos da Criação é moldada pela energia espiritual contracionista da gravidade. Energia contracionista é descrito no simbolismo Ifa como vindo de OlOdùmare da elisão de Olo Odù Osumare que significa que o Espírito do Ventre da Serpente do Arco-Íris. A energia contracionista é referido no simbolismo Ifa como obinrin ase. A tensão criada pela polaridade entre a força expansiva e contracionista no Universo dá forma a Criação como os padrões de Odù manifestar-se em vários estágios de evolução. Dentro do contexto da Imole ou a casa de luz desta tensão criada estrelas de primeira geração. Em iorubá a palavra para  estrela é Iyarwo da elisão de Ì ra áwo significado: A Mãe trazem o mistério da Criação.
Na oração diária Ifa a referência aos quatro cabaças da Criação é uma referência para os quatro princípios metafísicos que são a base para todos os duzentos e cinqüenta e seis princípios usados ​​na adivinhação. Eles são os princípios da vida, morte, transformação e renascimento. A manifestação primordial destes princípios é simbolizado pelas marcas de Odù chamados Ogbe, Oyeku, Iwori e Odi. Em ciência e Ifa esses quatro princípios criam tempo e espaço.
Quando a tensão entre a energia expansiva e contracionista inicialmente criados estrelas de primeira geração destas estrelas onde fornos enormes de hidrogênio. Devido à influência da gravidade sobre uma estrela a taxa de decomposição de um átomo de hidrogênio é mais rápida no centro de uma estrela do que é na circunferência. Esta diferença na taxa de decomposição provocada uma diferença na sequência de portais ser abertas e fechadas com os átomos de hidrogênio. Como os portais abertos e fechados em taxas diferentes, eles criaram limites com os átomos de ter portais abertos e fechados na seqüência exatamente oposta. Simbolismo Ifa marca o delimitador de átomos ligando linhas duplas com linhas simples e linhas simples com linhas duplas.

Por exemplo:
I    II
II    I
II    I
  I    II
Quando as estrelas de primeira geração queimada, que implodiu, o que significa que desmoronou sobre si mesmos ao ponto do centro de sua massa. Esta implosão foi uma reencenação pequena do momento original de criação, porque a implosão criou uma explosão ou seja, a massa da estrela foi projetado longe do ponto central em uma enorme nuvem chamada de super nova. No simbolismo Ifa uma supernova é chamado Irunmole, o que significa barba da casa de luz. O Irunmole continha átomos de hidrogênio delimitadas que se fundiram para formar os elementos da tabela elementar. Na ciência atual identificou alguns 118 elementos e admite mais permanecem desconhecidos. Se considerarmos importa a matéria e anti elementos como a ciência polar identificou duzentos e trinta e seis manifestações de Odù no nível atômico. Suspeito quando todos os elementos da criação são finalmente identificou o número irá coincidir com o número de Odù (256).
Se usamos os padrões antigos de Odù como um mapa de Criação podemos especular que existem duas cento e 56 elementos e estes elementos representam o desenvolvimento dos átomos de hidrogênio em níveis mais elevados de complexidade, o que significa que contêm padrões de energia mais e mais de três lados pirâmides contido dentro de um limite de esférica gravitacional. Este é o fundamento filosófico da antiga ciência da alquimia.
A ciência da física quântica nos diz que quando as partículas emitidas a partir de átomos colidem eles não respondem de forma previsível. A resposta dentro do que a ciência chama de uma série previsível de possibilidades. Isto significa que a ação e reação dos átomos e seus componentes são descritos como probabilidades e não inevitavelmente. Em termos simples, isto significa que os blocos de construção fundamentais do universo contêm as sementes da consciência. Ifá ensina que tudo no universo tem consciência chamado ori. Se a consciência existe em seres humanos a evolução de Odù no processo de evolução sugere consciência vem a ser no momento da Criação. Esta é a base filosófica para a idéia de Ifá que podemos nos comunicar com a natureza através de estados alterados de consciência.
Quando uma estrela de primeira geração cria uma super nova o resfriamento da nuvem de vidro cria planetas. Na metafísica IFA deste estágio de evolução é chamada cabaça significado igbamole da casa de luz. Esta é uma referência simbólica ao fato de que os planetas são feitos de supernova resfriado ou, em termos simples planetas são feitos de luz solar. A estrutura invisível de um planeta é o mesmo que a estrutura de um átomo. No planeta há dois três pirâmides lados que possuem oito portais se abrem para os reinos invisíveis. Ciência relatos de que a terra e todos os planetas do sistema solar geram mais calor que é responsável pelo reflexo do sol e pela massa fundida no centro da outra e alguns dos outros planetas. A ciência não tem explicação clara para esse fenômeno. Com base na metafísica Ifa este aumento de calor é um resultado da transferência inter-dimensional de ase. Quando os portais do Odù que sustenta a forma da terra são abrir o ase que vem através desses portais cria o que os chineses chamam linhas do dragão, que os druidas chamam linhas ley, e que Ifa chamado ira aye ou boa sorte que vem do terra. Os templos de pedra antigos encontrados em todos os continentes do planeta estão todos localizados ao longo das linhas de grade formado pelos padrões de energia que emana desses portais invisíveis. Em Ifa a ciência da Gede ou astrologia é usada para marcar os momentos em lugares ao longo da linha de grade estão ativos. Esses lugares são chamados IgbOdù significa bosque sagrado e eles são usados ​​em certas épocas do ano, como locais de iniciação.
A alma humana é emi ou também a forma de uma esfera contendo dois lados três pirâmides. Essa estrutura é representada no famoso desenho de Leonardo Da Vinci do homem com os braços estendido que tocam a circunferência de um círculo. Creio que o seu desenho foi baseado em informações retiradas de debaixo do templo de Jerusalém e levada para a Europa pelos Cavaleiros Templários, que por sua vez foi levado a Jerusalém vindo do Egito.
Quando um planeta passa a existir a convergência de Odù de diferentes dimensões que influenciam a vida na Terra é extensa e cada nível de manifestação de Odù tem uma palavra yorùbá diferente para descrever a sua esfera de influência. Compreender estas palavras é a chave para interpretar as mensagens simbólicas encontradas nos versos de Ifá escritura sagrada.
Imole - a manifestação original do Odù no momento da Criação.
Irunmole - a manifestação de Odù que emerge a partir da criação de elementos que ocorre durante a geração de uma super nova.
Igbamole - a manifestação de Odù que ocorre quando os elementos gerados por uma nova super esfria e formar um planeta.
Orisa Ikole Orun - a manifestação de Odù que influenciam a vida na Terra a partir do reino invisível dos Imortais.
Orisa Ikole Aye - a manifestação de que a vida do Odù influência na Terra como forças da natureza.
Orisa Ori Egun - a manifestação de Odù, pois influencia o espírito coletivo de nossos antepassados.
Orisa Ori Inu - a manifestação de Odù, pois influencia a consciência de uma pessoa específica.
Quando uma nova comunidade de estudantes de Ifá se reúne para aprender a interpretar a Sagrada Escritura, é importante entender que cada versículo do nosso corpus de histórias simbólicas pode ser aplicado a qualquer das dimensões listadas acima da realidade. O oráculo é uma ferramenta de resolução de problemas, a fim de corrigir um problema é preciso primeiro entender um problema em todas as partes que o compõem. Algumas das fontes são visíveis e facilmente determinada.
Outras das fontes são invisíveis e evasivo.
Em Ifa a nossa forma de acessar as fontes invisíveis de um problema e, por implicação encontrar as soluções invisíveis é através de estados alterados de consciência comumente chamado posse.

Áwo Falo´kun Fatunmbi



domingo, 11 de janeiro de 2015

A teologia de Ifá

Introdução do Livro Ifá teologia e o espirito do Guerreiro.
Autor: Fal'okun Fatunmbì.

Existe uma noção comum de que a Espiritualidade Africana é uma combinação de superstições incoerentes e métodos eficazes de invocar espíritos para prejudicar os outros. Na minha experiência, essas noções estão enraizadas na difamação deliberada de pré-tradições cristãs por aqueles que desejam esconder o controle político por trás das armadilhas do dogma religioso. Essas ideias são tão comuns que eles têm que afetam o pensamento de alguns que abraçam Espiritualidade Africana como uma fonte viável de inspiração espiritual. Em especial, estas ideias têm ligado ao conceito de espírito guerreiro. 
Este livro apresenta uma visão alternativa. Trabalhando sozinha à noite no escuro invocando dano aos outros é o caminho de um covarde. Os espíritos guerreiros de nossos antepassados foram invocados para acessar coragem. Eles foram entendidos como uma fonte de inspiração, porque o processo de crescimento espiritual é o esforço mais assustador humano único na história da consciência.
Quem conhece o mistério de como usar espíritos guerreiros para invocar a força, à vontade e a determinação necessária para fazer mudanças internas na forma como vemos o nosso eu e do mundo ao nosso redor são vistos por seus descendentes como heróica. Desejando sorte em outro não requer nenhum treinamento, nenhuma habilidade, nenhum desenvolvimento pessoal e nenhum senso de empatia comunal. Abraçando a jornada heróis como um modo de vida requer um compromisso de vida para uma apreciação mais profunda de nossa origem comum, o nosso patrimônio comum e o desejo de encontrar um significado transcendente no em curso luta pela sobrevivência.
Ifá é a religião tradicional da cultura yorùbá originalmente localizada ao longo da fronteira noroeste da floresta tropical Africano. Ifá abraça a ideia de que a consciência está num estado constante de expansão ou contração.
Em yorùbá consciência expandida linguagem é chamada ori ira e é acreditado para trazer uma bênção das crianças, abundância e vida longa. Consciência contratado é chamado de ori ibi e acredita-se criar a pobreza, infertilidade e morte prematura. Ifá ensina que a cada momento abraça escolha, ou é movimento em direção à ira ou o movimento em direção ibi. A oportunidade de avançar para uma bênção ou a oportunidade de experimentar uma perturbação pela evasão de crescimento é à base do processo decisório.
O caminho de abraçar a boa fortuna envolve a constante de morte e renascimento do auto percepção. Trilhar o caminho da morte e do renascimento em curso requer coragem. Em Ifá cosmologia a manifestação de coragem é chamado semelhante l'onà significa caminho o homem corajoso ou a jornada do herói. Coragem é a capacidade de fazer a coisa certa, apesar do medo. Na cultura yorùbá fazendo a coisa certa envolve abraçar o conceito de iwa-Pelé.
No passado, eu tinha definido Ìwà-Pelé para dizer bom caráter e não tem essa conotação. Mais especificamente, a palavra é uma elisão de: Ope Ìwà ilè.
Que significa:
Venho para cumprimentar a Terra. 
Na cultura yorùbá tradicional você apenas cumprimentar um ancião ou um professor. A implicação da palavra Ìwà-Pelé é que a Terra nos ensina lições necessárias para desenvolver um bom caráter e estas lições incluem a noção de tornar o mundo um lugar melhor para viver.
Ifá ensina que cada passo em direção à consciência expandida é elevação e encontra-se com uma força igual em oposição. Em termos simples, a vida na Terra significa nenhuma boa ação fica sem contestação. A vontade de ir além das forças da oposição e manter um compromisso com o crescimento espiritual é responsabilidade de Akin da elisão um significado ki eu dou louvor. 
A tradução comum de coragem á Aki e a palavra é muitas vezes usada para descrever as artes marciais tradicionais yorùbá. 
Em um contexto cultural Akin é qualquer pessoa que demonstra a capacidade de acessar a coragem necessária para sustentar o bom caráter, elogiando a noção ancestral de desenvolver Ìwà-Pèlé. A implicação aqui é que elogiar o Espírito ou permanecer em alinhamento com o Espírito o que exige dedicação, disciplina e força de vontade inflexível. 
Linguisticamente semelhança sugere alguém que afirma a vida, apesar de toda a oposição e desafios. Raramente é difícil compreender a coisa certa a fazer em qualquer momento. O desafio é fazer a coisa certa, apesar de nosso medo das consequências. Se não houvesse medo, não haveria necessidade de coragem.
O maior medo que enfrentamos é o medo da perda de apoio dos pares. Nós vivemos em uma realidade consenciosa. Nós moldamos nossa percepção da realidade por abraçar ideias introduzidas à consciência pela nossa família e nossa comunidade. Quando Cristóvão Colombo chegou pela primeira vez no Caribe os povos indígenas não ver seus navios ancorados ao largo da costa, porque não se adequar à sua percepção da realidade. Foram os xamãs e guias espirituais que vi pela primeira vez as formas estranhas se movendo em direção ao litoral. Se você cresce em uma comunidade que considera uma cultura para ser melhor do que outro, você vai elevar essa ideia em dogma teológico e assumir que Deus criou as pessoas certas para ser melhor do que outros. O racismo é sempre visto como uma ideia metafísica por causa da natureza da realidade consenciosa e a forma como moldamos a nossa visão do mundo.
Ifá é a preservação da sabedoria ancestral na cultura yorùbá, que dá orientações sobre como tomar as decisões certas no caminho para o desenvolvimento de um bom caráter. É uma forma de realidade consenciosa que dá orientações sobre o modo a destruir as fronteiras que limitam o crescimento de consciência. 
Ifá não é uma doutrina de crença, é uma maneira de olhar para a experiência. De uma perspectiva de Ifá olhando experiência inclui a possibilidade de comunicação com o Espírito. Mensagens Ifá tradicionais do Espírito incluem visões do eu superior (ìpọnri). A percepção de ìpọnri é uma visão do potencial individual ou destino pessoal (Ayanmo) em plena manifestação. Segundo Ifá cosmologia nascemos bons filhos e bendito (ọmọ rere) e escolher um destino antes da encarnação, que reflete a nossa bondade essencial. Ifá tem nenhuma doutrina do pecado original, Ifá não tem mártires venerados, e não há uma doutrina do mal intrínseco. O que os cristãos chamam o mal é, a partir de uma perspectiva de Ifá, a falta de alinhamento com o eu superior.
Um provérbio yorùbá diz que nos tornamos o que somos por estar sobre os ombros daqueles que vieram antes de nós. Do ponto de vista da cultura yorùbá tradicional, lembrando aqueles que vieram antes de nós é uma obrigação sagrada. Cada geração assume a responsabilidade de preservar a sabedoria dos ancestrais e fá-lo, citando os antepassados antes de expressar uma opinião pessoal. Sabedoria é definida como a capacidade de resolver problemas e resolver problemas, muitas vezes requer uma ação corajosa. 
Na maioria centrada na terra culturas, ou seja, as culturas que fazem um esforço para viver em harmonia com a natureza, a divulgação da sabedoria ancestral é a base para a metodologia utilizada para guiar a consciência ao longo do caminho que leva da infância à maturidade e auto realização. Em termos psicológicos, modelagem do comportamento ancestral heróico inicia a jornada rumo à autodescoberta e de individualização.
A realização efetiva dessa viagem carrega o potencial para fazer cada um de nós um ancestral reverenciado na memória coletiva de nossos descendentes. Este potencial está enraizado no vínculo de afeto entre avós e netos. Na cultura yorùbá este vínculo é chamado Ifé, que é comumente traduzido para significar o amor incondicional. Eu suspeito que a palavra tenha uma conotação mais ampla relacionada com a palavra Ifá. 
Se Ifá significa a sabedoria inerente à Natureza, o Ifé palavra sugere a expressão de que a sabedoria na vida cotidiana. Em outras palavras, nós abraçamos Ifá para expressar Ifé. Do ponto de vista de Ifá, o amor incondicional é a verdade (Òtító), tudo o mais é ilusão (Orì buruku). Como os idosos que têm a responsabilidade de ensinar nossos filhos e netos a verdade sobre sua natureza essencial e incentivá-los para passar essa verdade para as gerações futuras.
Isso não parece ser uma tarefa difícil. Infelizmente a cultura contemporânea ocidental estimula a ganância, concorrência e desconfiança. Existem literalmente centenas de horas de programação de televisão por semana dedicada à difamação do espírito humano. 
Quanto à programação que nós abraçamos como uma cultura que eleva e afirma a vida? 
Nossas escolhas de entretenimento são um reflexo de nosso condicionamento cultural, que por sua vez informa a nossa auto percepção espiritual. A televisão apenas espiritualmente baseada dedica-se à ideia de fazer evangelista rico. Nossa realidade contenciosa faz há espaço para cenários alternativos, que se baseia na ideia de que Deus abençoa aquele que faz muito dinheiro e eles são manifestações de desenvolvimento espiritual. Esta noção ignora a realidade que há mais do que uma maneira de ganhar dinheiro.
Ifá diz que veio a Terra para torná-la um lugar melhor para aqueles que nos seguem (ire Ayè). Com base na crença yorùbá na reencarnação (atunwa), as gerações futuras incluem o nosso próprio retorno ao ambiente que já ajudou a formar. Este processo cíclico é a base para tanto Ifá ética e a visão de Ifá da história. Os ciclos de vida, morte, transformação e renascimento em um nível pessoal se refletem no movimento entre a dinâmica e a forma que caracteriza a visão tradicional Africano cíclica da história. Estes são chamados de padrões transcendentes odu e são sentidas como a Fonte de toda a consciência.
O mistério de ciclos transcendentes é codificado em cor das pérolas de Ifá usa para identificar os Ebora. A elisão Ebora geralmente é traduzida como: O espírito guerreiro, a partir da elisão ori sà e ra ebo, ou seja: A consciência específica dos Espíritos que trazem a oferta.
Na disciplina espiritual de Ifá fazer uma oferenda quando estamos em resistência à mudança. Isso significa que fazer uma oferenda em um esforço para encontrar a coragem necessária para deixar de ir ao velho homem. É a coragem necessária para transformar a realidade conscienciosa em uma nova visão de si e do mundo.
Em Ifá cosmologia os Espíritos ou Òrìsà chamados a guiar-nos para coragem são predominantemente do sexo masculino. Isso não é porque os homens são mais corajosos do que as mulheres. Espírito transcende gênero. A busca de coragem é um movimento em direção à expansão; na linguagem simbólica de Ifá, os Espíritos que geram forças de expansão são identificados como homens. Os Espíritos do sexo masculino ou Òrìsà Okunrin que inspiram a busca de coragem em Ifá inclui Èşù, Ògún, Şàngó e Obàtálá.
Na cultura yorùbá tradicional as contas usadas por Èşù são vermelhos e pretos, as contas usadas por Ògún são vermelhas, as contas usadas por Şàngó são vermelhos e brancos, e as contas usadas por Obàtálá são brancos. No simbolismo de Ifá o preto representa um mistério oculto, o vermelho é o fogo da transformação e branco é a luz da iluminação. Com base no significado dos símbolos de cores usadas para identificar Òrìsà Okunrin há uma clara progressão na relação entre estas forças espirituais. Èşù, como o Malandro, traz transformação emergente do desconhecido (vermelho saindo de preto). Ògún como o Espírito que constrói a civilização é pura transformação (vermelho). Şàngó traz ordem e justiça para a civilização construída por Ògún (vermelho e branco). Obàtálá nos mantém humildes, mantendo uma conexão com a Fonte, referida como iluminação (branco). 
O mistério mais profundo é a relação entre cada um desses espíritos do sexo masculino e sua parte feminina. Sem uma compreensão desta relação não há compreensão do Espírito Guerreiro e a verdadeira fonte de coragem. É o eterno feminino que nos inspira a venerar o que é digno de preservação e louvor. É o Òrìşà do sexo feminino que nos levam a olhar para a inspiração necessária para acessar coragem. Na linguagem do simbolismo europeu medieval este é o cavaleiro ao se tornar o campeão das donzelas.
Se existe uma relação esotérica entre esses espíritos codificados na iconografia das cores de Ifá é razoável suspeitar que há um vínculo entre eles expressa nas lojas míticas que fazem parte da escritura sagrada de Ifá. Esta relação se manifesta em uma história cíclica de Joseph Campbell chamada a jornada do herói. Em seu clássico livro O Herói de Mil Faces, o mitólogo tardio, mostrou como os elementos da jornada do herói fazem parte das lendas e folclore de cada cultura no planeta. Eles são encontrados universalmente porque são expressões da condição humana. Este livro é uma exploração da jornada do herói, como se expressa na escritura oral de Ifá na cultura yorùbá.
Somos abençoados em nossos esforços para compreender Ifá através da escritura oral que mostra o trabalho pioneiro do Olori Wande Abimbola. Seu livro Ifá Uma Exposição do Corpus Literário é uma análise em profundidade da estrutura tradicional dos versos. Baba Abimbola descreve oito elementos encontrados na maioria dos versos.

A primeira parte diz o nome (s) do sacerdote Ifá (s) envolvido em uma adivinhação passada.
A segunda parte diz o nome (s) do cliente (s).
A terceira parte indica as razões para a adivinhação,
Enquanto a quarta parte contém as instruções do sacerdote Ifá (s) para o cliente (s) após a adivinhação.
A quinta parte, então, diz ou não se o cliente cumpriu as instruções.
A sexta parte narra o que aconteceu com o cliente (s) para a alegria ou tristeza, que resultou do processo de adivinhação.
Enquanto a parte oito, mostra uma moral adequada a partir da história como um todo.
No final da sétima parte, alguns Ese Ifá fazem uma repetição das Partes I e VII, ou Partes I e IV, antes do sacerdote de Ifá retornar para a parte oito do verso.

Ire Baba.