segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ęgbę Ợrùn (A sociedade das crianças do céu)




Ęgbę Ợrùn são companheiros espirituais. Cada pessoa tem a sua preferência de companhia no Ợrùn antes de vir ao Ayé, quando uma pessoa vem do Ợrùn ela pode estar associada a muitos grupos.
Um destes grupos é chamado Ęgbę Ęmęrę um dos mais poderosos.
O destino de uma pessoa já está traçado antes dele vir a Terra. Seu espírito já fez seus acordos com os poderes constituídos. Este acordo pode ser por dinheiro, vida longa, filhos e etc.
Este acordo depende do indivíduo. Em alguns casos uma pessoa pode ter marido/esposa durante seu tempo no Ợrùn e ter feito uma promessa significativa para ele/ela.
Eles podem ter prometido não se casar com ninguém enquanto viverem na Terra. Como podem ter prometido passar apenas um dia, mês ou ano na terra.
Se o acordo foi quebrado quando esta pessoa estava na Terra, esta pessoa vai ter muitos problemas em sua vida terrena.
É importante que uma pessoa faça um sacrifício relevante para Ęgbę Emere, Ęgbę Eru Didi ou Ęgbę Ợrùn, para sua situação em particular quando chegar a este mundo.
Alguns prometem fazer este sacrifício quando estão no Ợrùn, mas quando chegam a Terra não buscam estas informações e não fazem o sacrifício combinado.
Algumas pessoas têm acordo com Egbé Ợrùn no oceano, outros em árvores, todos têm seus companheiros de Ęgbę ou espíritos que estavam junto dele enquanto permaneciam no Ợrùn.

No Odù Òyèkú’L’Ogbè vemos

Ìjì Àjí a ko jiré
Isun asùn a ko sun ire
Ebo Òyèkú’L’Ogbè la o mon.

Foi divinado para Ọrúnmìlà quando ele guardava seu dinheiro no quarto.
Um dia ele voltou de viagem e descobriu que estava faltando dinheiro.
Ele pensou que fossem seus Áwo que estavam lhe roubando.
O dinheiro continuava sumindo e Ọrúnmìlà descobriu que era seu Egbé que estava perturbando sua vida.
Ele realizou sacrifício, alimentou-os.
Após fazer isso o dinheiro deixou de sumir.
Ele então começou a alimentá-los periodicamente e não teve mais problema.

Os problemas das pessoas se manifestam de maneiras diferentes.
Alguns perdem emprego, outros têm problemas no parto, no casamento ou no relacionamento, isto depende da circunstância individual. Tudo isto poderia ser uma promessa quebrada com seu Egbé ou o descontentamento deles com algo que a pessoa esteja fazendo na Terra. É o Egbé que tem o poder de levar coisas essenciais a alguém para fazer sua vida infeliz, é feito por causa de um acordo quebrado.
Nem todos são Abiku, nem todos vão morrer na cerimônia do nome ou no dia do casamento. Porém para alguns pode ser o caso.
Quando Egbé Ợrùn vem buscá-lo é por causa do acordo original.

Em Osè-Ògúndá temos

Ose Ọmọlu
Òsì ko mo áwo
Agada ko mo Orí
Eni o da oru

Foi feita divinação para ọmọ Asode, ọmọ Aroko e ọmọ Asawo, estas três crianças vieram do Ợrùn, no mesmo período e com a mesma promessa.
Eles fizeram promessa antes de vir a Terra e iriam voltar para o Ợrùn depois de ficar apenas sete dias.
As três mães fizeram jogo com bàbáláwo.
Apenas uma das mães fez o sacrifício prescrito.
Elas foram orientadas a não fazer a cerimônia do nome e nem fazer festa, elas deveriam apenas dar um nome a criança e nada mais.
As outras duas mães usaram o dinheiro para uma grande festa em vez de fazer o sacrifício.
Durante a cerimônia do nome, Ęgbę Ợrùn chamou suas crianças de volta para casa.
Quando chegaram a ọmọ Asawo eles foram incapazes de levar o filho dela.

É destino de algumas pessoas serem muito poderosas na Terra. É através do Egbé que seus aspectos positivos se manifestarão. Para algumas pessoas uma coisa pequena e insignificante se transformará em algo muito grande através da influência de Ęgbę. É sempre importante que as pessoas cuidem de Ęgbę. Em casos de crianças doentes é importantíssimo, pois problemas na infância podem estar ligados e sendo causados por Ęgbę Ợrùn.


Owolabi Aworeni.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Passos para enfrentar o desafio da arrogância (Nascimento de um Áwo)


Este depoimento me deixou tão feliz que resolvi compartilhar com vocês.
 
As perguntas que divido com todos:
 
Poderia a personalidade de um ser humano sofrer uma modificação tão drástica?
Querer mudar é um esforço (incluindo amigos e família) diário?
De onde tirar energia para lutar contra um ‘ser’ que nos habita por décadas?
Será que todo o texto abaixo se refere ao caráter?
Quem poderia levantar a mão e dizer que mudar de atitude é fácil?
A recaída desanima?
O esforço de vontade sem incentivo diminuiu a força interior?
O oceano é vasto e as dúvidas idem, boa leitura.


Passos para enfrentar o desafio da arrogância (Nascimento de um Áwo)
 

Pessoas com a natureza de Sàngó tendem a ter grandes desafios na vida relativos a arrogância. Meu Ita (relação objetivo / foco central) em ambos Sàngó e Ifá foi muito direto sobre a forma de como é importante mudar meus pensamentos e comportamento arrogante. Quando eu ouvi pela primeira vez sobre a necessidade de enfrentar esse desafio eu vi isso como uma montanha que eu precisava subir e precisasse me concentrar nela e finalmente, chegar ao topo.

Meses mais tarde, eu fiquei ciente de que meu relacionamento com a arrogância iria envolver muita disciplina ao longo da vida. O primeiro desafio que meu ancião me deu como orientação: "Parar de ajudar"!

Passei meses trazendo meu foco interior para quebrar o hábito de "ajudar" os outros. Eu aprendi que "ajudar" muitas vezes me enfraquecia.

Não enfrentar desafios removia a oportunidade das pessoas terem uma experiência de aprendizagem, a minha percepção acreditava que elas não seriam capazes.

Eu vi como meus relacionamentos se tornam mais saudáveis ​​e como pouco a pouco eu passei a respeitar as escolhas e os desafios pessoais das outras pessoas. Além disso, comecei a me concentrar em meus próprios desafios pessoais, porém, como eu estava acostumado a ajudar outras pessoas, isto sempre servia como uma desculpa / distração.

Um tempo atrás meu Baba me desafiou para a próxima etapa. Ele ressaltou a maneira que eu exigia as coisas dos outros, que tinham que fazer as coisas “do meu jeito”.

Os exemplos de comportamento que ele tinha testemunhado me mostram que minha proposta era tentar controlar a forma de levar minha vida e das outras pessoas, isto estava tendo o efeito oposto do que eu queria. Em vez de estabelecer metas e pedir às pessoas para conhecê-las eu estava tentando levá-las a fazer exatamente o que eu queria, quando e como eu queria. Eu estava perdendo um tempo / esforço / emoção, com coisas simples e pequenas e eu precisava relaxar e deixar as coisas acontecerem.

Eu parei de dizer qualquer coisa, evitei meus velhos comportamentos sobre este tema e pensei que estava fazendo um excelente trabalho, até que um dia Baba me sentou e apontou uma interação que tive com um amigo, eu tinha perdido o senso extremamente crítico. Eu estava orgulhoso, pois, meu amigo havia feito algo que com certeza me deixaria louco e eu não falei absolutamente nada. Eu estava feliz, por não ter praticado o meu antigo comportamento, meu amigo tinha feito exatamente o que eu queria, sem eu dizer nada.
Baba me disse:
Você disse tudo.
Mesmo sem usar palavras, todo o seu ser foi preenchido com o seu desejo.
“Eu estava deixando todo mundo louco”.
Ele continuou:
Não é suficiente apenas deixar de dizer as coisas...
Você tem que aprender a ser calmo e feliz, mesmo quando as pessoas não fazem o que você quer ou as coisas não esteja indo do jeito que você quer.
Você sente frustração quando você tem problemas de controle?
Poucas coisas serão feitas do jeito que você falou, pediu ou pensou.
Porém... Eu assinei em baixo.
Eu sou livre para escolher, aceitar conselhos ou recusá-la conforme meu desejo. No final, meu ancião tem me ajudado de muitas maneiras e raramente o seu conselho, não me levou na direção certa. Eu seria bobo em ignorar isto.

Então, depois de superar a minha raiva / frustração e ter sido orientado em como pensar, optei por trabalhar e mudar meus pensamentos. Para aprender e me lembrar que as coisas podem ser feitas tranquilamente e não somente do jeito que eu quero.
O tempo passa e eu me desafio a ficar tranquilo com mais e mais coisas que eu costumava ter o controle absoluto de antes...
Ao longo do caminho eu encontrei pessoas que enfrentam desafios semelhantes ao meu. Eu estava envolvido nos grandes momentos de suas vidas e até mesmo ajudei com sua caminhada espiritual, atendendo ao seu pedido.
Se você quiser ver algo pateticamente engraçado, assista alguém que enfrenta problemas com a arrogância tentando ajudar alguém que não quer admitir que tem problema com a arrogância.

Agora, ficou muito claro quando se apresentava uma situação em que a ajuda não era requerida e eu estava de frente ajudando os outros e me perguntava:
Por que eu fiz isso?
Não era um bom momento. Eu não podia ajudar alguém que não pediu a ajuda, e ainda assim lá estava eu fazendo isso. Claro que às vezes nós simplesmente estragamos tudo.
Às vezes a gente retorna aos velhos hábitos, porém, em torno deste tema sempre vem um momento de reflexão e clareza.
Havia este ponto onde eu deveria admitir que ele devesse enfrentar seus desafios (ou não) do seu jeito e no seu tempo.
A clareza deste momento me deu tranquilidade de saber que ele era assim como eu também tenho meu jeito.
Foi um daqueles momentos fugazes, onde depois pensei:
Uau, isso foi legal...
O que aconteceu?
Algumas horas mais tarde, eu senti um cheiro desagradável e pensei que era de um banheiro público.
Eu fiquei aborrecido com isso por um momento e em seguida, fiz algum tipo de comentário sarcástico sobre o assunto:
"Com certeza você sente mais segurança em fazer isso em público do que em casa."
O cara respondeu:
"Será que eu não posso fumar um cigarro enquanto dou a descarga?"
E o absurdo de toda a situação me atingiu...
O isso importa?
Por que eu deveria me importar ou sentir que tenho que dizer ou fazer algo sobre o que esse cara estava fazendo para ele mesmo?

Que patético, eu estava agindo para tentar controlar um cara, que eu sabia que não estava prejudicando ninguém?

Acabei por ter outro momento, como naquele dia, simplesmente por que eu parei de filtrar a realidade através da minha lente do certo e errado. Eu comecei a ver o mundo como ele é e eu devia apenas aceitá-lo como ele é.

Naquele momento Sàngó falou claro como um sino:
"É assim que um líder precisa ver o mundo. Para agir com transparencia você precisa ser capaz de aceitar a realidade como ela é. Sem pré-conceitos ou descriminação. Depois de entender o que aconteceu você pode escolher a forma de agir com todo o fogo e paixão que você escolher, mas em primeiro lugar: ouça, veja e entenda claramente".

É muito fácil filtrar as nossas experiências e entendimentos através dos nossos pré-conceitos, preferências e julgamentos. O desejo de "estar certo" pode ser incrivelmente forte e pode nos levar a escolher ver o que queremos, em vez de ver o que realmente esta acontecendo (Laroyè, Epá Èsù).

Ironicamente

Eu escrevi este post há 3 dias e o próximo desafio relacionado já se apresentou para essa nova perspectiva.

Vicíos.

Eu ainda os estou pesquisando, mas eu tenho consciência de que ver o mundo através dos filtros de meus preconceitos, preferências, julgamentos e minha "necessidade de estar certo" permitem que alguns vícios que existem na minha vida sigam em minha consciência. O pior e mais visível é vício de alimentos. Sendo a minha obesidade a consequência principal, mas nada do meu relacionamento com o sexo, TV, rádio, hábitos de uso da internet e até mesmo tópicos de conversa mostram um padrão claro de comportamento viciante para recompensas de dopamina.

Isto é provavelmente algo que é fácil de reconhecer do lado de fora, mas sem liberar meus velhos padrões eu não consigo imaginar a frustação das pessoas tentando me ajudar ao vê-los.
Então... A viagem continua.
É bom dar mais um passo e espero que eu comece a dar assistência a minha vida, saúde, riqueza e relacionamentos continuam a melhorar.
Como eu respeito o meu Ita, sigo adiante, usando medicina yorùbá e realizando meus ebo.
Obrigado aos meus antepassados ​​e ao meu Ori por me orientarem e também agradeço a medicina de Ifá por melhorar a minha vida e agradeço por ver as situações em suas formas naturais.
Obrigado pela orientação e melhora que ainda está por vir.

Àse.

 
Por Scott – Iwa Pèlé group

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Oyeku’ sá

Ateerete Orí asa.
Eni o gun asa yo.
Este foi o awo que adivinhou para kukunru.
O filho de Abimo ni pupa ni pupa.
Todos os seus filhos eram esbeltos e bonitos.
Ele foi convidado a sacrificar.
Assim que seus filhos teriam boas casas para morar.
Assim as coisas boas vão ficariam com eles.
Para que o caminho deles seja de liberdade e sem impedimentos.
Para que o homem não lhe negue acesso...

 
Sagrado Odù Oyeku’sá

Quem é kukunru?
Ele é a chuva que escorrer a água.
Quando perguntado se sacrificaria por seus filhos, ela respondeu com arrogância: "Eles nunca poderão ter negado o acesso"!
Ela estava muito confiante no valor de beleza de seus filhos.
Ela superestimou a oportunidade que lhes seria concedida por conta de sua aparência.
Ela esqueceu o provérbio que aconselha a moça bonita a ter mais do que a beleza na casa de seu marido.
A beleza desaparece mais rápido do que a sabedoria.
O caráter é eterno.
E assim kukunru se recusou a sacrificar.
A chuva que cai, as pessoas fazem uso dela para regar as suas culturas e para beber e até mesmo para desfrutar de um espetáculo.
Será que alguém abre a porta e convida a água da chuva para entrar na sua casa?
Ninguém!
Beleza e talento são blocos de construção essenciais ao sucesso.
Mas a disciplina e consistência são o que lhe permitirá ir de bom a ótimo.
Ifá por favor, não permita que sorte passe por nós!
Àse!


Por Obafemi Origunwa

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A conversão no mundo

A conversão é um aspecto importante de algumas das religiões do mundo, especialmente o cristianismo e o islamismo. Os cristãos, por exemplo, são incentivados pela Bíblia Sagrada para compartilhar as "boas novas" de Jesus Cristo com os infiéis. Isso pode ou não levar à conversão, mas se a outra parte toma para o coração a "boa notícia", ele ou ela pode eventualmente tornar-se um cristão convertido.

Na superfície, parece que não há nada de errado com compartilhar a mensagem de sua religião com outras pessoas, mas, como veremos em breve, a conversão não é frequentemente realizada sem algum tipo sutil de lavagem cerebral, em alguns casos, até mesmo o uso da força.

Por uma questão de fato, a conversão tornou-se uma importante moeda de troca do cristianismo e do islamismo. Este é um negócio internacional que vale trilhões de dólares, sem os quais algumas missões evangélicas não poderiam sobreviver. Mas existem algumas implicações muito importantes de toda a ideia de conversão. Este breve artigo é uma tentativa de se concentrar em alguns dos problemas que a conversão tem trazido. Se realmente queremos paz, harmonia e respeito no mundo moderno são imperativos para nós darmos uma olhada em toda a questão da conversão.

Historicamente, a conversão tem sido muitas vezes acompanhada pela conquista em grande escala e escravização dos povos indígenas. Isso levou ao desaparecimento de muitos povos indígenas da América do Norte, América Central e do Sul, Caribe, Austrália, Ásia e África.

Não há dividendos em se dizer que o fato de que tanto mal e sofrimento foram perpetrados pela ideia errônea de que a conversão é um direito legítimo de algumas das religiões mais poderosas do mundo. Muito dinheiro e recursos do mundo foram desnecessariamente perdidos pelos países desenvolvidos em uma tentativa de converter os povos indígenas. Pessoas progressistas de todo o mundo precisam juntar as mãos para pôr fim a esta nova forma de escravidão e colonialismo. Embora a escravidão tenha chegado ao fim no século XIX, após cerca de 350 anos de sofrimento, outras formas de escravidão continuam.

Conversão muitas vezes leva à obliteração dos sistemas de valores de outras pessoas, que por sua vez leva à perda de identidade. Quando a conversão é realizada em grande escala, na verdade é uma forma de genocídio. Quando alguns povos são persuadidos, bajulados, ou forçados a abandonar seu sistema de valores, isso leva-os a esquecer sua língua e adotar a linguagem do opressor. Como a linguagem e religião são os dois pilares da identidade, quando um povo perde tanto, ele não existe mais como um grupo identificável etnicamente. Muitas línguas do mundo já foram perdidas como resultado dos efeitos do mal de conversão e de globalização, e muitos mais estão à beira da extinção, mesmo enquanto falamos.

Este escritor considera que o desaparecimento de qualquer linguagem, sistema de valores, ou a cultura é uma tragédia que irá empobrecer o nosso mundo, tanto em termos de ideias quanto em termos de produtividade cultural e expressão artística. Pessoas que valorizam o poder das ideias, ea contribuição que a expressão artística pode fazer no mundo, deve lutar contra qualquer poder, principado, igreja ou autoridade que pensar que é um jogo justo continuar a empobrecer o mundo através da conversão. Vamos coletivamente conter a arrogância que faz alguém pensar que sua própria religião é a única religião legítima. Qualquer pessoa que ainda mantém ideias antiquário tais no século vinte um, é uma pessoa ignorante.
Nesta conjuntura, é preciso fazer a pergunta:

A conversão é moralmente justa?

Alguns líderes das comunidades religiosas do mundo cometem crimes hediondos e pecados quando convertem outras pessoas?
Por que um povo com superioridade militar, meios tecnológicos ou materiais tem autoridade para obrigar outras pessoas, que não são tão fortes, para a sua própria visão de mundo?
Quando a visão de um povo no mundo está erradicada das profundezas de suas mentes, sérios problemas econômicos e psicológicos viram a seguir.
Há certamente um ângulo econômico para conversão, que na escala de ganhos e perdas é um plus para o poder colonial fazer a conversão e um sinal de menos para as pessoas subordinadas sendo convertidas.

Por uma questão de fato, quando um povo tecnologicamente avançado vende sua religião a um povo subordinado, eles não param por aí. Eles também vendem tantos produtos de suas fábricas e como o tempo passa a fazer as pessoas convertidas a desenvolver um gosto por esses produtos materiais, o que leva ao estabelecimento de controle econômico e, por vezes, o desaparecimento dos produtos das pessoas convertidas. Isso ocorre simplesmente porque as pessoas convertidas, como resultado dos processos mentais de conversão, não pode mais dar valor aos seus próprios produtos, mesmo que esses produtos sejam superiores. Esta é a forma como o capitalismo tem sido desenvolvido, em algumas partes do mundo, enquanto os povos indígenas do terceiro mundo estão cada vez mais empobrecidos.

A conversão leva à perda de valores, que por sua vez leva à perda da força econômica e traz pobreza. Por outro lado, se um povo não for convertido, sua visão de mundo e sistema de valores permanece inviolável, e, como resultado, serão prósperos e inexpugnáveis. Esta é provavelmente a forma como os países do mundo desenvolvido têm se tornado tão próspero, enquanto os países da África se tornaram tão pobre. Conversão dos povos indígenas é a chave do poder econômico em um mundo globalizado.

Há também a consequência da saúde médica, psicológica e física da conversão. Quando um povo é convertido ou feito para mudar ou abandonar os seus valores, ele perde a sua identidade, a sua língua e crenças. Muitas doenças do corpo e da mente em breve começaram a afligir os convertidos. A pena deles é de que as pessoas convertidas não veem mais qualquer valor em seus próprios sistemas indígena de cuidados da saúde.

O argumento dos missionários é que quando uma pessoa se converte ao cristianismo ou islamismo, ele vai para o céu quando morrer. Portanto, quando os missionários convertem uma pessoa, eles estão economizando a sua alma do fogo do inferno. Mas o ponto é que, quando uma pessoa perde o seu sistema de valores, e ele se torna confuso, neurótico ou mentalmente perturbado, ele teria sofrido seu fogo próprio inferno aqui na terra antes de morrer. Ninguém pode salvá-lo, já que ele não vai aceitar a realidade das ervas, raízes e invenções de seu próprio povo. Como ele não pode ter o dinheiro para participar de um hospital do tipo ocidental, ele será condenado ao sofrimento antes que ele morra de morte ignóbil.

É discutível que ele não seja bem recebido por seus ancestrais no céu quando ele morrer. Ele não pode mesmo ir para o mesmo céu que seus ancestrais.

Em conclusão, a conversão é uma coisa má e terrível que não faz bem a ninguém, exceto que ele traz mais pessoas para o aprisco da religião conquistadora que faz a conversão, e, como resultado, provavelmente traz mais dinheiro para seus cofres. Milhões de pessoas têm sido varridas do mundo como resultado. A conversão é uma forma de genocídio. É um aspecto cruel do colonialismo, a escravidão, a arrogância e a hegemonia de um povo sobre outro. Vamos todos, como líderes religiosos do mundo, lutar contra este terrível aspecto da religião no mundo moderno.

A religião que eu represento, a religião yorùbá, é uma religião não proselitista da África ocidental. Acreditamos que todas as religiões do mundo são igualmente válidas. Apesar do fato de que temos sofrido muito com missões conquistando e agindo com proselitismo tanto para o Islã como o Cristianismo, continuamos comprometidos com a noção de que é um ato de desrespeito para qualquer líder religioso condenar outra religião. Por uma questão de fato, um dos capítulos de nossa literatura sagrada, o décimo terceiro Odù de Ifá, Òtúrá Méjí, é uma saudação ao Islã.

Nós acreditamos que um mundo melhor livre de guerras religiosas, ódios ou intolerância é possível. Cento e sessenta anos de evangelização cristã e nove séculos de proselitismo islâmico não conseguiram limpar-nos. Por uma questão de fato, a maioria cristã Yoruba e muçulmana ainda participam abertamente ou clandestinamente de nossas cerimônias e rituais religiosos. Nossa religião continua a ser forte e poderosa e está se espalhando como fogo selvagem nas Américas.

Deixe-me terminar esta breve discurso com uma canção de Ifá:

 

Iro ni won pa

Ifá o lee parun

Eke ni won se

Ifá o lee parun

Atelewo la bala

A o meni o ko o

Iro ni won pa

Ifa o lee parun.

 

É uma mentira que eles estão dizendo

Ifá nunca pode ser destruído

São palavras enganosas que estão proferindo

Ifá nunca poderá ser destruído.

Nós encontramos as marcas de nossas palmas lá

Ninguém sabe quem colocou lá

É uma mentira o que eles estão dizendo

Ifá nunca poderá ser destruído.
 
Por Wande Abimbola

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Saudações aos Òrìsà




Ìkíni sí àwọ́n Òrìşà.


Saudação
Ìkíni
Fonética
Pípe ọ̀rọ̀
Pronúncia
Ípe
Descrição
Àpẹrẹ
Òrìsà
Orúkọ Òrìṣà
ÀRÓBỌ̀ BỌ YI
Àróbɔ̀ bɔ yi
àróbô bó ii
Vamos cultuar o intermediário que é elástico (que estica)
Saudação ao òrìsà Òsúmàré
ATÓTO O! O!
Atóto o! o!
Atóto o! o!
Silêncio! Palavra usada pelo pregoeiro público para impor o silêncio, quando prestes a iniciar uma saudação ou efetuar uma proclamação.
Saudação ao òrìsà Obàluwayé
BARA OLÙPO ÒNA
Bara Olùkpo onà
Bara Olùkpo ôna
Òrìṣà Bara dono, possuidor completamente dos caminhos.
Saudação ao òrìsà Bara
ÈṢÙ MO JÚBÀ
Èʃù mo ʤúbà
Êxù mo djúbà
Èsù eu respeito, Èsù eu venero, Èsù eu considero.
Saudação a Èsù
EWÈ Ó!
Ewè ó!
euê ó!
Oh! As folhas
Saudação ao òrìsà Osányìn
GBÒÒRÒ FÈ JÉ AGBÁRA RÈ
ɡbòòrò fè ʤé aɡbára rè
Guibôôrô fê djé aguibára rê
Dono do Mar – amplo e extenso é o seu poder.
Saudação ao òrìsà Olóokun
HÈPA BÀBÁ
hèkpa bàbá
Rêkpa bàbá
Êpa papai
Saudação ao òrìsà Osalá
HÈPA HẸYI! ỌYA
Hèkpa hɛyi! ɔya
rêkpa réii! Òia
Êpa Senhora! Oya
Saudação ao òrìsà Òya
KÁ WÒ KÁBÍYÈSÍ LÉ
ká wò kábíyèsí lé
Ká uô kábíiêssí lé
Levantem os olhos, venha ver o rei passar.
Saudação ao òrìsà Sàngó
ỌDẸ ÒKÈ ÀRÓ!
ɔdɛ òkè àró!
Ódé ôkê àró!
Salve o caçador, aquele de alta graduação honorífica.
Saudação ao òrìsà Òsóòsì
ÒGÚN YÈ
Ògún yè
ôgún iê
Ògún para estar vivo, estar vivo, para sobreviver, para ser bom, para ser perfeito.
Saudação ao òrìsà Ògún
ÒGÚN YẸ
Ògún yɛ
Ôgún ié
Ògún ser digno, apto, direito, para convir, tornando-se adequado.
Saudação ao òrìsà Ògún
ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌṢÀ!
ògún yè, kpàtàkì orí òrìʃà !
ôgún iê, kpàtàkì orí ôrìxà !
Salve Ògún, Òrìsà importante da cabeça.
Saudação ao òrìsà Ògún
ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌṢÀ!
ògún yè, kpàtàkì orí òrìʃà !
ôgún iê, kpàtàkì orí ôrìxà !
Salve Ògún, a cabeça principal dos Òrìsà.
Saudação ao òrìsà Ògún
OMI ODÒ AYAGBÁ
omi odò ayaba
omi odô aiaba
Rainha das águas dos rios.
Saudação ao òrìsà Yemojá
OMI, OMI, ODÒ ÌYÁ ÒGÚN.
Omi, omi, odò ìyá Ògún.
Omi, omi, odô ìiá Ôgùn.
Senhora, dona, fidalga dos rios, riachos e córregos etc.
Saudação ao òrìsà Yemojá
ỌYA TỌPẸ́
ɔya tɔkpɛ́
Óia tókpé
Saudação ao òrìsà Òya
RỌRA YÈYÉ GBÉ MÍ
rɔra yèyé ɡbé mí
Róra iêié guibé mí
Mãe cuidadosa proteja-me!
Saudação ao òrìsà Òsún.
RỌRA YÈYÉ Ò
rɔra yèyé ò
róra iêié ô
Mãe cuidadosa, Oh!
Saudação ao òrìsà Òsún.
RỌRA YÈYÉ Ó FÍ DÉ RÍ ỌMỌN
rɔra yèyé ó fí dé rí ɔmɔn
Róra iêié ó fí dé rí óman
Mãe cuidadosa, aquela que usa coroa e protege os seus filhos!
Saudação ao òrìsà Òsún
YẸ̀BA ODÒ
yɛ̀ba odò
Iêba odô
Senhora, dona, fidalga dos rios, riachos e córregos etc.
Saudação ao òrìsà Yemojá

Tela cedida pela artista plástica.
Aislane Nobre - Salvador - Bahia
https://www.facebook.com/aislane.nobre?fref=ts