terça-feira, 15 de novembro de 2011

EJI-OKO SEDUZ A ESPOSA DA MORTE.

Foi um dos seus seguidores chamado Ala boun boun lofo kpiriri kparara, quem fez divinação para Eji-Oko quando ele sem saber seduziu Epipayemi, a esposa clara do Rei da Morte. Ala boun boun era na realidade o marimbondo, que alertou Ejioko para evitar ter alguma coisa a com a mulher amarela, que estava para ser a Rainha da Morte. Entretanto foi avisado a dar um bode a Èşu, o que se recusou a fazer porque não tinha intenção de ter nada a com a mulher amarela do Rei da Morte.
Não muito tempo depois, o Rei da Morte enviou sua esposa Epipayemi com uma bolsa de dinheiro para comprar um bode para ele no mercado de Oja-Ajigbomekon Akira. Ao mesmo tempo, Eji-Oko, tinha pensado melhor, e resolveu fazer o sacrifício indo ao mercado para comprar ele mesmo o bode para oferecer a Èşu.
Quando Epipayemi chegou ao mercado, ela comprou um bode e uma quantidade de condimentos de cozinha, e deixou-os em sua barraca para olhar outra coisa no mercado.
Nesse ínterim, Eji-Oko chegou ao mercado e descobriu que o único bode do mercado era o amarrado na barraca de Epipayemi. Ele não largou o bode com a determinação que o compraria de quem quer que fosse. Logo em seguida, Epipayemi chegou a sua barraca para encontrar um homem agarrado no seu bode. Ela estava irresistivelmente bela. Disse a Eji-oko que ela era a proprietária do bode, porque seu marido, o Rei da Morte, a tinha enviado ao mercado para comprá-lo.
A despeito desta revelação, Eji-oko forçadamente tomou o bode dela e o levou para sua casa.
Indomavelmente, a mulher não largou sua corda e combateu com Eji-oko até que chegaram a sua casa. Chegando a casa, ele usou o bode para fazer sacrifício para Èşu e declarou seu amor por Epipayemi. Agora estava anoitecendo e havia se tornado muito tarde para Epipayemi retornar para casa.
Ela não tinha opção a não ser passar a noite com Eji-oko que fez amor com ela durante a noite.
Contudo, ela o alertou das consequências de seus atos, porque estava certa de que Eji-oko não poderia suportar a fúria do seu marido.
Na manhã seguinte, quando Epipayemi fracassou em retornar para casa, Morte começou a questionar o povo que foi ao mercado no dia anterior, no porque sua esposa não retornara para casa.
Eles explicaram-lhe que a viram combatendo sobre o bode com um homem negro conhecido por ser um dos filhos de Ọrúnmìlá.
Morte então enviou dois mensageiros a Eji-oko para alertá-lo que por seduzir sua esposa, estava indo dentro de sete dias para tratar com ele.
Foi naquele momento que ele se recordou o que o marimbondo lhe disse na divinação sobre o risco de seduzir a esposa do Rei da Morte. Sabendo que estava indefeso em face do castigo que o aguardava, decidiu resignar-se e a se lamentar parando de comer qualquer comida.
No quinto dia, Osonyin, o irmão divino de Ọrúnmìlá decidiu visitar Eji-oko. Chegando a casa de Ejioko, o encontrou recluso aguardando a morte. Osonyin lhe disse para arranjar coragem e firmar-se.
Ele se ofereceu para ir e confrontar Morte.
Osonyin pediu a Eji-oko para se vestir com o que ele usava para se transfigurar, assim como seu bastão de divinação (Uroke) e seu boné. Ele vestiu a roupa e o boné, segurando o bastão em sua mão. Quando Osonyin chegou à casa de Morte, ele rapidamente reconheceu a casa porque era lavada diariamente com sangue humano.
Ao entrar na casa, sentou-se na sala de entrada e exigiu ver o Rei da Morte porque ele tinha vindo lhe prestar visita. Quando foi dada a descrição do visitante ao Rei da Morte, ele soube que fora Ejioko quem enviara Osonyin para ir e provocá-lo. Irado, Morte deu instruções para o visitante ser preso, executado e esquartejado em pedaços pequenos.
Os seguidores da Morte pegaram Osonyin e surraram-no e cortaram-no em pequenos pedaços e peças. A pedido da Morte, os pedaços do corpo de Osonyin foram espalhados na encruzilhada.
Em tempo, seus executores voltaram para a casa e Osonyin estava sentado placidamente esperando por eles. Assim que o viram, ele insistiu que não desperdiçassem seu tempo porque ele veio ver o Rei da Morte. Estáticos com o susto e pasmos, os mensageiros reportaram a Morte que o visitante estava de volta na casa antes deles e depois que eles haviam o matado e esquartejado em pedaços.
Morte ordenou-lhes para matá-lo novamente e atirar seus pedaços no rio para alimentar aos peixes.
Mais uma vez, eles mataram e esquartejaram seu corpo em vários pedaços pequenos e lançaram-nos no rio. Quando retornaram para casa para informar a realização da missão, encontraram Osonyin novamente na sala neste momento soltando fumaça porque era muito difícil ver o Rei da Morte. Ele indagou se a Feroz Morte estava com receio de ver uma divindade mais nova.
Quando informaram Morte de sua misteriosa ressurreição, ele lhes disse para cortá-lo mais uma vez, cozinhar os pedaços e jogá-los no incinerador para serem queimados até cinzas. Mas antes que eles retornassem para casa, Osonyin mais uma vez estava aguardando-os na sala esbravejando que entraria de penetra se Morte continuasse se recusando a vê-lo.
Sem saber exatamente o que fazer dele, Morte enviou seus mensageiros para pedir a Osonyin para dizer a seu irmão que ele havia cedido Epipayemi para ele em paz. Quando eles narraram a mensagem a Osonyin, ele berrou que para não criar uma confusão no céu, Morte deveria enviar um de seus mensageiros para acompanhá-lo a entregar a mensagem para seu irmão. Morte imediatamente concordou e enviou um de seus guarda-costas para acompanhar Osonyin e levar a mensagem a Eji-oko.
Osonyin também enviou uma mensagem para Morte insistindo que ele lhe trouxesse obi. Os obi foram rapidamente enviados, mas Osonyin insistiu que Morte deveria sair para abri-los ele mesmo.
Morte por fim saiu e abriu os obi dando um pedaço para Osonyin, enquanto ele mesmo comia outro pedaço. Osonyin foi para casa com os pedaços de obi restantes após agradecer Morte por sua hospitalidade condizente.
De volta a casa, Ejioko não tinha palavras suficientes com as quais expressar sua gratidão para Osonyin por sua incomparável proeza, Ejioko então convocou o marimbondo que fez divinação para ele para cantar em louvor em meio a comidas e bebidas.
Ala boun boun lofo kpiriri kparara
E Osonyin acrescentou o refrão:
Esemi luku kpaa, Odidi mode luku kpaa Odidimode
Significando:
Não fui eu mesmo que Morte matou, mas a minha imagem de lama que Morte matou porque Osonyin frequentemente desaparecia quando os carrascos de Morte estavam matando-o. Com o que, Eji-oko tomou Epipayemi como sua esposa.

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