sábado, 2 de abril de 2011

A CABAÇA.

 

A cabaça é um fruto vegetal com larga utilização no Candomblé. É o fruto da cabaceira. Inteira, é denominada cabaça; cortada, é cuia ou coité; e as maiorias são denominadas cumbucas.

Nos ritos do Candomblé, sua utilização é ampla, tomando nomes diferentes de acordo com o seu uso, ou pela forma como é cortada. A cabaça inteira é denominada Àkèrègbè[1], e a cortada em forma de cuia toma o nome de Ìgbá[1].

Cortada em forma de prato é o Ìgbáje[1], ou seja, o recipiente para a comida. Cortada acima do meio, forma uma vasilha com tampa, tomando o nome de Ìgbase[1], ou cuia do Àse[1], e é utilizada para colocar os símbolos do poder após a obrigação de sete anos de uma Ìyàwó[1], como a tesoura, navalha, búzios, contas, folhas, etc. que permitirão à pessoa ter o seu próprio Candomblé.
Cabaças minúsculas são colocadas no Sàsàrà[1] de Omolu[1], como depósito de seus remédios. No Ógó[1] de Èsù[1], uma representação do fato masculino, as cabaças representam os testículos. Usa-se uma das partes da cabaça cortada ao meio, e colocada na cabeça das pessoas a serem iniciadas e que não podem ser raspadas por serem Àbìkú[1], para nela serem feitas as obrigações necessárias.
Com o corte ao comprido, torna-se uma vasilha com um cabo, chamada de cuia do Ìpàdé[1] e serve para colher o material de oferecimento ou para colher as águas do banho de folhas maceradas. Inteira e revestida de uma rede de malha será o Agbè[1], instrumento musical usado pelos Ogans[1], durante os toques e cânticos.
Uma cabaça com o pescoço comprido em forma de chocalho é agitada com as suas sementes, fazendo assim o som do ré[1], forma reduzida de kèrè, instrumento por excelência de Sàngó[1]. A cabaça inteira em tamanho grande substitui nos ritos de Àsèsè[1], a cabeça de uma pessoa que morreu e que por alguns fatores não é possível realizar as obrigações de tirar o Òsu[1]. Por fim, pode ser lembrado que a cabaça

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.