sexta-feira, 4 de março de 2011

ITANS DE OSE - MEJI

OSE-MEJI

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Osegunmeji é conhecido por ter feito alguns trabalhos espetaculares no céu. Ele era apenas notório por sua disposição para briga. Era o único que, entretanto, revelou como dinheiro veio do céu para a terra. Ele revelou como um Awo chamado OROKUN ARO KOOSE MUNUKUN fez divinação para dinheiro quando estava se preparando para partir do céu. O mesmo Awo fez divinação para as divindades no que fazer para serem capazes de conseguirem os benefícios que aquele dinheiro pudesse dar. O significado do Awo é – O joelho do aleijado não se dobra. Cada uma das divindades foi avisada a fazer sacrifício com dezesseis pombos, dezesseis galinhas, dezesseis ratos, dezesseis peixes, dezesseis bolinhos de feijão (àkarà) e dezesseis ẹkọ. Em vez de fazerem o sacrifício individualmente como foram advertidos a fazer, decidiram juntar as mãos e fazer um único. Após o dinheiro ter partido para o mundo em forma de búzios, crescendo do céu até atingir o chão.
Logo que identificaram o impacto do dinheiro no chão, as divindades foram juntas e ponderaram em como levá-lo para suas várias casas para gastar. Ọrúnmilá, entretanto alertou-os para não retirar o dinheiro até procederem à nova divinação e sacrifício. Ògún desafiou Ọrúnmilá a ficar em casa e fazer sua divinação e sacrifício enquanto que o restante deles ia escavar o dinheiro. Ele se perguntou o que seria necessário para fazer divinação e sacrifício antes de comer a comida servida na mesa.
Ọrúnmilá aceitou a contestação e lhes disse que não tinha a intenção de acompanhá-los na escavação do dinheiro, e naquele determinado momento, nem impor seu desejo e que eram livres para continuar sem ele.
Ògún pegou sua enxada e pá que fabricou para aquele propósito e partiu para o monte de dinheiro.
Chegando lá, cavou muito o monte de dinheiro, retirando de um lado tudo o que foi capaz de extrair. Quando ele cavou fundo no monte, a camada de cima cedeu, e a avalanche caiu sob Ògún e esmagou-o vivo sob os escombros, restando quatro pedaços de búzios em seu peito.
Sanpana foi o próximo a ir ao monte, e terminou da mesma forma com 16 búzios em seu peito.
Todas as outras divindades tiveram experiência similar incluindo Şàngó e Olokún. Quando eles não retornaram para casa, Ọrúnmilá começou a se preocupar com o que tinha acontecido. Decidiu ir e verificar por si o que estava impedindo-os de voltar. Chegando descobriu todos mortos e juntou e amarrou em partes separadas o número de búzios que ele achou no peito de cada um deles.
Desta forma é dito que a avareza é que mandou de volta a primeira geração das divindades que habitavam a terra, para o céu. Osegunmeji, entretanto adverte que se a questão de dinheiro não é controlada com discrição e paciência, virá uma avalanche sob o procurador e irá destruí-lo.
Este é o porquê todos aqueles que correm atrás de dinheiro com cobiça e avareza serão destruídos sob uma avalanche de dinheiro.
Neste meio tempo, Ọrúnm. lá decidiu que não havia lugar de acesso ao dinheiro do modo como os outros fizeram e foram para casa sem alcançar o monte. Ele preferiu abordar a situação com suas características secretas.
Chegando a casa, consultou Ifá que lhe disse para fazer sacrifício com dois pombos, duas escadas de mão e quatro ferrolhos. Ifá lhe disse para fixar os ferrolhos em cada um dos quatro cantos do monte, e servir o monte com os dois pombos. Ele foi avisado a jogar inhame amassado (Obobo em Bini e Ewo em Yoruba) ao redor do monte porque o pombo e o inhame amassado eram as comidas prediletas de dinheiro e foi avisado a posicionar as escadas no monte e começar escavando do ápice para a base.
Ele fez conforme foi avisado por ifá e quando ofereceu o sacrifício, ele falou um encantamento dizendo ao dinheiro que ninguém mata aquele que lhe oferta comida, e implorou ao dinheiro para
não matá-lo como fez com os outros, tendo oferecido sua comida a ele. Depois disso escalou o monte com as escadas e escavou-o em pequenas quantidades até que levou tudo para sua casa. Foi a partir daí que Ọrúnmilá começou a assentar no topo do dinheiro que é o porquê seu altar é freqüentemente decorado com um trono de búzios. Para consultar Ọrúnmilá em divinações sérias, o sacerdote de Ifá tem que assentá-lo primeiro em um trono de búzios.
Após levar o monte de dinheiro para sua casa, convocou os filhos mais velhos das divindades mortas e deu para casa dum deles o número de búzios que achou no peito de seus respectivos pais.
É o número de búzios que Ọrúnmilá deu para os filhos das divindades mortas que eles usam para divinação até hoje.
Os filhos de Ògún usam quatro búzios para divinação, enquanto os filhos de Sanpana e Şàngó usam dezesseis búzios para divinação.
Este é o porquê em qualquer momento que Osegunmeji aparece na divinação para alguém, a pessoa
será advertida a procurar por dinheiro com cuidado e discrição a fim de que não possa destruí-lo.


ATIVIDADES DE OSEMEJI NO CÉU.

Ele era originalmente um dos apóstolos mais velhos de Ọrúnmilá que é o porquê é chamado Arugbo-ifá (o mais velho apóstolo de Ifá). Ele foi, contudo muito poderoso e traiçoeiro. Por exemplo, seus pais costumavam deixar seus irmãos e irmãs mais novos sob seus cuidados sempre que eles iam ao mercado ou até a fazenda. Ele, entretanto era habituado a instigar as crianças a brigarem entre si, e as crianças costumavam manter muitas injúrias no processo.
Uma vez quando seus dois irmãos mais novos Olugbodo (Akobie) e Fefe (Ehoho) foram deixados sob seus cuidados, ele incitou Fefe, o mais novo, contra Olugbodo, e eles começaram a lutar. No decurso da luta, Fefe usou um cutelo para atingir a perna de Olugbodo e ele ficou aleijado que é o porquê o último não tem pernas para caminhar. Ele então se tornou a divindade dos infantes, que é servido pelas crianças pequenas até hoje.
Por sua parte, nunca estava fazendo o bem e quando cresceu para se tornar um adulto, era apenas notado por conquistar lutas nos quatro cantos do céu. Todos o temiam. Seu nome era Ajakadi. Seus pais preocupados em que ele se tornasse um ser incômodo, advertindo-o a ir para divinação e ele foi a um velho sacerdote de Ifá que o avisou a fazer sacrifício com um bode pequeno e o osso de uma coluna vertebral de uma cobra para Èşu, uma cabra para sua cabeça e um carneiro para Ifá, matando o carneiro antes de oferecê-lo. Sua cabeça deveria ser lavada com a cabeça do carneiro adicionando 201 folhas.
Ele foi advertido que quando sua cabeça estivesse sendo lavada, cantaria o seguinte encantamento:

Gbogborogbo ni ika se yoju Orí
Alaja lesùnmare la ju orun,
Òsika Awodi loni Keye miin mara,
Eleda mi, jekimi begbe jo.

As mãos são mais compridas que a cabeça,
Quando estendidas para cima.
O arco-íris corta o céu completamente,
E não em metades.
É um pássaro ruim que tenta,
Prevenir os outros pássaros,
De voar no céu.
Meu anjo guardião
Dê-me prosperidade daí para frente
Com meus contemporâneos.

Por causa de sua total confiança em sua força, não se incomodou a fazer o sacrifício. Ele cresceu para se tornar um homem muito alto e forte. Era um lutador invencível. Toda manhã saía de sua casa no céu para desafiar cada uma das divindades para uma competição de luta, na qual ele era invariavelmente vitorioso. Aquele era o propósito para que ele fosse avisado a adicionar a vértebra da cobra para sacrificar para Èşu para abrandar sua força. Que é também porque os filhos de Osegunmeji são advertidos a evitarem carne de cobra.
Será relembrado que quando nasceu seu pai preparou um remédio com um machado e uma coroa de um galo e incrustou-os em sua cabeça. È o porquê cresceu para ser um guerreiro invencível. Começou suas competições de luta com Ògún que ele derrotou com facilidade. Ele prosseguiu com cada uma das outras divindades e foi vitorioso sobre todos eles. Mas ele mal foi capaz de ter recursos para ter comida para comer porque todas as boas divindades do céu ficaram com medo dele.
Um dia seu anjo guardião, que não estava feliz com sua situação, estava determinado a fazer alguma coisa para debilitá-lo afim de que ele pudesse prosperar. Seu anjo guardião foi implorar para Èşu com um bode e uma vértebra de uma cobra para subjugar Ajakadi. Èşu comeu o bode e elaborou uma estratégia para negociar com ele.
Quando foi novamente hora do desafio de luta anual no céu, todos os anfitriões celestes se reuniram, e as divindades tinham tomado suas respectivas posições por ordem de idade. Mais uma vez, Ajakadi foi o primeiro a sair para ser desafiado. Como usualmente, ele se destacou por um longo tempo e ninguém se atrevia a sair para desafiá-lo. Como era a tradição, se ninguém desafiasse um lutador, ele era livre para desafiar alguém. Ele apontou na direção na qual Ògún, divindade da guerra e mais velho e mais poderosa de todas as divindades estava sentada, e desafiou-o para abrir a competição.
Ògún não teve opção e aceitou o desafio. Assim que se colocou na arena, Ajakadi pulou sobre ele e rapidamente ergueu Ògún com toda sua força no ar, mas quando ele largou Ògún para deixar cair no chão, Èşu focalizou seu gás misterioso nele e milagrosamente, ele caiu no chão primeiro depois Ògún caiu sobre ele. Apesar de Ògún não saber como aconteceu que seu desafiante fosse lançado ao chão primeiro.
Enquanto no chão, chamou Ògún para decapitá-lo com sua espada. Ele se lamentou que não tendo caído no chão ainda em um desafio de luta, não poderia medir a profundidade da indignidade de estar aos seus pés novamente. Quando Ògún retirou sua espada para decapitá-lo, Èşu interviu e anunciou que se alguém se atrevesse a decapitar Ajakadi haveria tribulações sem fim e cataclismos por todo o céu.
Para demonstrar ao que ele estava destinado, Èşu causou um tremor no chão de todo céu. O céu e o chão do céu começaram a se fechar um sobre o outro e imediatamente, houve escuridão total.
Entretanto, Deus viu a confusão que foi gerada e gritou para perguntar quem estava perturbando a paz do céu. Deus foi informado que Ògún tinha justamente derrubado Ajakadi, o lutador invencível no desafio anual de combate. Deus imediatamente ordenou que o que quer que tenha sido feito para acalmar Ajakadi seria feito para recompor a tranquilidade ao céu. Novamente, Èşu interviu e anunciou que era proibido para Ajakadi cair ao chão e que para apascentar o chão no qual ele caiu, as seguintes expiações seriam presenteadas a ele:

200 Homens
200 Mulheres
200 Vacas
200 Cabras
200 Carneiros
200 Cães
200 Bolsas de dinheiro, e
200 de todos os itens de riqueza.

As expiações foram rapidamente providenciadas e Èşu resmungou na orelha de Ajakadi que ele deveria aceitar as oferendas. Logo que as aceitou, o chão e o céu se moveram de volta para seus lugares. Houve luz novamente e a calma retornou aos quatro ventos do céu.
Chegando a casa com suas novas aquisições de riqueza, deu um forte bode para Èşu para agradecer-lhe por ter vindo em seu auxílio. Ele também deu a maior das vacas e a maior das cabras e carneiro para seu anjo guardião. Foi neste ponto que Osemeji compreendeu que seus dias de lutador estavam acabados no céu e que era hora de seguir para a terra. Entretanto prometeu que enquanto estivesse na terra, ele continuaria com seus desafios de luta.

2 comentários:

  1. Babalawo. gostaria de saber se há divergencias e diferenças entre o culto Ifá e o candomblé? Obrigado muito asé!

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  2. Pihetro. Não existe divergências entre os dois cultos, álias, eles se completam, todos nós precisamos das informações que o Bàbáláwo nos traz através de Ifá, seja avisos ou ditames da nossa escritura sagrada.
    As diferenças são muitas, porém basicamente, não existe possessão por parte de qualquer energia dentro do culto de Ifá.

    Ire o.

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.