sexta-feira, 4 de março de 2011

ITANS DE OFUN - MEJI

ỌRÚNMILÁ CONVERTE A AUTORIDADE DE TODAS AS OUTRAS DIVINDADES PARA SI MESMO.

Ofunmeji também revela como Ọrúnmilá foi bem sucedido em coletar e converter para seu próprio uso, todos os instrumentos de autoridade (AŞE) dado por Deus para todas as divindades. Ele fez
assim no seguinte poema:

Okiti kpuke,
Awo eba-ono,
Adifafun Ọrúnmilá,
Nigbatii Ofelogba aya gbogbo,
Erumole lowo Ògún

Ògún, a divindade do metal e a mais velha de todas as divindades, era o detentor de todo o Aşe (instrumentos de autoridade) dado a eles por Deus. Isto significava que qualquer um deles que quisesse usar seus instrumentos de autoridade teria que ir por si mesmo a Ògún.
Enquanto isso Ọrúnmilá, a sabedoria divina, inventou uma maneira de tomar todos de Ògún. Este é o motivo pelo qual ele foi à divinação para Oketikpuke, o adivinho da estrada, que lhe disse que ele seria bem sucedido se ele fizesse o sacrifício com uma ovelha, um pombo, e 1 rabo de cavalo. Ele fez o sacrifício de acordo.
Após o sacrifício ele saiu para uma visita na casa de Ògún. Chegando disse a Ògún que veio para retribuir uma visita. Após a troca costumeira de gentilezas, disse a seu anfitrião com o seguinte encantamento que na verdade veio para pegar todos os poderes das divindades que estavam sob sua custódia:

Uma criança pequena não recusa o leite materno.
A ave não recusa o convite para o milho.
O pênis não recusa o convite para a vagina.
Ninguém pode ignorar a picada de uma cobra.
Ninguém resiste à necessidade de tossir.
Ninguém ignora a picada de um escorpião.
A terra não pode recusar os raios do sol.
O pano não pode recusar o ataque violento de uma agulha.
Ninguém pode impedir o gato de caçar o rato.
Ninguém desobedece ao chamado da natureza.
Desta forma você, Ògún não pode resistir à visão de um cachorro.

Assim que ele completou a recitação do encantamento, sem nenhuma hesitação que fosse Ògún foi ao seu recinto secreto e trouxe para fora todos os Aşe e timidamente entregou-os para Ọrúnmilá.
Com os poderes seguros em suas mãos, Ọrúnmilá tomou seu caminho. Assim que chegou a casa ele engoliu todos os Aşe. Todo esse tempo, Ògún agiu como se estivesse em transe. Não ocorreu a ele perguntar a Ọrúnmilá porque ele foi tirar os poderes dele.
Cinco dias depois, Ògún compreendeu que os poderes não estavam mais em seu poder. Após revirar sua casa para localizar os poderes, ele relembrou que a única divindade que o tinha visitado nos últimos cinco dias foi Ọrúnmilá. Ele decidiu visitar Ọrúnmilá porque ele não sabia como explicar a perda dos poderes sem que nenhuma das divindades viesse pedir pelos seus próprios. Quando ele chegou à casa de Ọrúnmilá, ele questionou o que ele foi fazer em sua casa durante a última visita.
Mas enfaticamente Ògún perguntou a Ọrúnmilá se foi ele que veio retirar as forças de todas as divindades dele.
Quando Ọrúnmilá compreendeu que Ògún não tinha nenhuma recordação clara do que aconteceu
quando tomou os poderes dele, decidiu investir em uma alucinação mental temporária de Ògún.
Ọrúnmilá negou sequer ter visitado Ògún, quanto mais ter pegado algum poder dele. Bastante deprimido Ògún caminhou de volta para casa desiludido. Assim foi como Ògún perdeu todos os poderes das divindades para Ọrúnmilá que apesar de mais novo já havia se tornado mais poderoso que qualquer um deles. Quando Ògún deixou sua casa, Ọrúnmilá cantou a seguinte canção:

Sigo sigo agoton,
Mukomi ton kio to siiyere,
Sigo sigo agoton,
Que é porque, no surgimento deste Odu na divinação o consulente é advertido a fazer sacrifício a fim de evitar o risco de perder um trunfo muito querido para uma trama secreta.


OFUNMEJI PARTE PARA A TERRA.

No céu, ele era chamado Orongun Deyinekun. Ele era conhecido por ser altamente temperamental e ríspido quando pretendia vir para a terra. Seu anjo guardião lhe disse que a menos que fizesse alguma coisa para amenizar seu temperamento, não iria ter um tempo fácil na terra. Ele então decidiu ir à divinação e foi a uma divinadora que não tinha lábios. Ela era chamada Ugbin eenowo eenose, Ejo kodu kodu, significando: O caracol que não tem mãos e nem pernas, O caracol que se move sob seu abdômen.
Ela advertiu Orongun Deyinekun a fazer sacrifício para prosperar na terra porque ele estava indo para ser um homem provido de muitas funções desde que fosse capaz de ter controle de seu temperamento. Ela advertiu-o para servir seu Ifá com 16 caracóis, que suavizariam e diminuiriam sua agressividade. Ele também foi advertido a servir Èşu com um bode. Ele fez os sacrifícios e recebeu as bênçãos de Deus e de seu Anjo Guardião antes de partir para a terra.


O NASCIMENTO DE OFUNMEJI.

Ele nasceu como filho de um rei, que o chamou Ada-Abaye. Ainda quando criança teve uma mostra de que tudo que ele dizia se tornava verdade. Ele era o último filho do rei, e tudo o que ele pedia lhe era dado. Quando se tornou um homem, se tornou muito ditador, e não estava acostumado a ouvir nenhum conselho. Seus desejos eram lei e ele insistiu em fazer à sua maneira a todo tempo.
Após a morte de seu pai ele se tornou o rei em seu lugar. Seu reinado foi marcado arbitrariedades extremas e tensão. Seu povo estava sob severo estresse e agonia mental. Quando veio a se tornar muito difícil para o bem estar, seu povo se reuniu e lhe disse desafiante que eles não podiam mais tolerá-lo como seu rei. Como se empresta manifestação para o enredo ser lançado contra ele, ele também decidiu abdicar de seu trono. Todo este tempo, ele não teve esposa e nem filhos.

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.