quinta-feira, 3 de março de 2011

ITANS DE IRETE - MEJI / EJI-EDE / EJI-ELEMERE

EJI ELEMERE VEM PARA O MUNDO.

Depois de adquirir o segredo da prosperidade, Eji Elemere decidiu que era hora de vir para o mundo. Ele foi até dois sacerdotes de Ifá chamados Eji wewewe, Ogbojo, e Ojo giiri, oun gbati ba owuro. Estes foram os dois Awo que fizeram divinação para ele. Eles avisaram-no a fazer sacrifício para evitar problemas em ter filhos no mundo. Foi avisado a servir seu Ifá com uma cabra e dar um bode para Èşu. Ele rapidamente fez o sacrifício e partiu para o mundo.
Chegando ao mundo, foi a uma cidade chamada Oke mesi aonde praticou a arte de Ifá. Ele foi muito próspero, mas não teve um filho. Mais tarde casou com uma mulher que lhe deu uma filha.
Entretanto ele permanecia ansioso para ter mais filhos. Certo dia decidiu consultar seu Ifá no porque não era capaz de ter um filho, como ele era de outro modo tão próspero que costumava fazer elaborados sacrifícios durante seu Festival Anual de Ifá. Ele costumava convidar todos os Awo das redondezas para participar de seus festivais anuais.
Depois da divinação, seu Ifá lhe disse para fazer sacrifício com um cervo inteiro (Agbonrin em Yoruba e Erhue em Bini). Não sendo um caçador, viajou para uma vila próxima de Udo aonde costumava praticar sua arte de Ifá, como sua base. Quando chegou à vila, encontrou uma mulher chamada Kporoye que era casada, mas desprovida de filhos e foi à divinação no que fazer para ter filhos. Ele fez divinação para ela e assegurou que ela teria um filho, se pudesse fazer sacrifício com uma galinha e um coelho. A mulher rapidamente providenciou o coelho e a galinha para o sacrifício.
Eji-Ede usou então a galinha para fazer sacrifício para Ifá e preparou o coelho para ofertar para as mais velhas da noite. Ele lhe disse para depositar o sacrifício próximo a um buraco marcado de noite.
Depois de fazer o sacrifício para ela, partiu para a floresta para pegar algumas folhas para seu trabalho. Ele foi com seu espelho hipnótico de cristal. Quando estava catando as folhas, viu um cervo à distância através de seu espelho e o conjurou a vir até onde estava para poder capturá-lo.
Era um veado muito grande. O animal obedeceu a seu comando e ele agarrou-o. Tão logo o veado compreendeu que estava em perigo, começou a lutar com seu caçador. Na batalha que se seguiu, ambos caíram em um buraco fundo. Dentro do fosso, encontraram uma grande cobra que também caíra vítima do buraco. Uma vez dentro do buraco, ele era capaz de matar o veado com um bastão, mas não poderia carregá-lo para a superfície. Ele gritou por ajuda, mas ninguém o ouviu, tanto que teve que passar a noite no buraco.
Na manhã seguinte, ele olhou no seu espelho, e viu um grupo de crianças em seu caminho para a floresta para averiguarem suas armadilhas e então ele cantou para eles:
Omode Udo
Moya gbamila,
Atano, abo,
Aaaritije, aaritimu,
Ela minu Olofin yi,
Ela minu Olofin yi Orunmila,
Ela minu Olofin yii ooo.
Quando as crianças ouviram a sua canção que era um chamado de SOS, elas foram em direção ao buraco para espiar e se perguntaram o que poderiam fazer para auxiliá-lo a sair do buraco, deste modo eles partiram frustrados. Era a hora em que os adultos iam para as suas fazendas. Quando ele os viu através de seu espelho e novamente cantou.

Agba Udo moya gbamila
Agba Udo moya gbamila

Sua canção atraiu os homens e eles foram ao buraco para espiá-lo. Quando o viram, eles zombaram, questionando porque um Doutor que era capaz de salvar os outros era incapaz de salvar a si mesmo do buraco. Eles ridicularizaram-no com palavras que ele sempre pedia a eles para fazer sacrifícios com galinhas, cabras e bodes, e sem fazer nenhum esforço para ajudá-lo, eles partiram.
Depois, foi hora das mulheres irem ao mercado. Depois de vê-las através de seu espelho, ele cantou-lhes.

Obinrin Udo moya gbamila
Obinrin Udo moya gbamila

Quando elas ouviram seu lamento por auxílio, foram averiguá-lo e reconheceram-no. Elas também o provocaram que se ele era tão eficiente, como ele se gabava de ser, ele não precisaria de ajuda de outros para sair do buraco. Elas então o ridicularizaram com todas as carnes e dinheiro que ele tinha tomado delas no passado e também partiram sem estenderem uma mão em ajuda.
Depois Kporoye quem ele tinha avisado para depositar seu sacrifício próximo a um buraco estava vindo para depositar seu sacrifício. Ele a viu através do espelho. Após depositar seu sacrifício ela se voltou para voltar quando ele cantou do buraco.

Kporoye Omon abalu
Udu Omun
Ekpo jere Oktipa
Imon gba mila etc etc etc.

Quando ela ouviu a canção retornou ao buraco e o viu dentro dele. Ela questionou como ele chegou lá e ele explicou que caiu no buraco enquanto tentava capturar o veado que lhe foi solicitado para fazer sacrifício. Ele apelou para auxiliá-lo a sair do buraco. Ela se queixou que não tinha nada com que auxiliá-lo a sair. Ele então a avisou para remover seu pano de cabeça e descê-lo no buraco enquanto segurava firme no final dele. Quando ela estendeu o pano de cabeça ele não conseguiu alcançar a profundidade do buraco. Ele então conjurou o pano de cabeça para se esticar para baixo e ele obedeceu a seu comando até se agarrar nele. Ele primeiro amarrou o pano de cabeça nas patas do veado morto. A mulher se perguntou se ela poderia puxá-lo junto com o veado, mas ele insistiu que ele não poderia sair sem o veado. Ele então cantou a seguinte canção:

Bami gbe bara
Gbegbe leyin
Mole gbegbe

(Esta canção é utilizada pelos sacerdotes para movimentar Ifá de uma posição para outra)
Quando ele estava preste a sair completamente do buraco, as patas do veado das quais o pano de cabeça estava atada soltaram e o resto do corpo caiu de volta no buraco. Ao mesmo tempo, Kporoye sentiu bater em suas costas e a roupa que ela vestia foi arrancada de seu corpo e ela ficou nua.
A vista da nudez da mulher foi muito para Ejiede resistir. Ele imediatamente se lançou na mulher que o relembrou que era proibido fazer amor no chão limpo. Então ele recuou e colheu folhas Ahe suficientes para uma cama improvisada e então prosseguir o procedimento de fazer amor com ela.
Aborrecida que Ejiede tirou vantagem dela, após oferecer-lhe uma mão em auxílio, ela insinuou que havia justamente completado sua menstruação. Em resposta ele lhe disse para não se preocupar porque ela iria engravidar em seguida a aquele incidente e que ela daria à luz a um menino.
Antes de partirem, a mulher, contudo insistiu em ter meios de localizá-lo em caso de sua predição se tornar verdade. Ele informou à mulher que ele era de um lugar chamado Okemesi. Sua casa era
lavada com matéria preta. Ele acrescentou que havia um corpo humano seco na entrada de sua casa e que havia uma árvore na entrada principal de sua comunidade que era famosa por produzir sementes de coroas de seu topo, contas de seu caule, e corais de suas raízes. A árvore era chamada Okporo, kporo. Após lhe dar estas informações, eles seguiram em caminhos separados.
Chegando a casa, Ejiede usou a pata amarrada do veado para servir seu Ifá. Por sua parte Kporoye perdeu seu período no final daquele mês e ficou grávida. Ela era a filha do Oba de Ijero. Ela estava naquele tempo também casada com o Oba de Illa aonde vivia. Foi difícil para alguém acreditar que ela podia ficar novamente grávida porque estava passando da idade de ter crianças. Mas na plenitude do tempo, ela deu à luz a um menino que era o carbono, cópia de Eji Elemere. O marido ficou tão feliz que Kporoye tinha lhe dado um filho que lhe deu o privilégio de lhe dar o nome. Ela chamou o filho de Olomo (Nonyamon em Bini).
A criança começou a crescer e como estava atingindo a idade de raciocínio, ela lhe contou como ele nasceu. Para o espanto de seus colegas mais velhos, ele era acostumado a cantar o mesmo tipo de canção que seu pai, que nunca tinha encontrado, era acostumado a cantar. Ele também era habituado a colher todas as folhas como seu pai costumava fazer e seus colegas de diversão estavam sempre o ridicularizando por imitar um sacerdote de Ifá que veio uma vez a cidade. Quando ele chegou a casa em uma ocasião perguntou para sua mãe quem era realmente seu pai, em vista do que o povo estava falando por trás dele. A mãe insistiu que ele ainda era muito jovem para ser informado de toda a história. Entretanto quando persistentemente exigiu saber a verdade, ela narrou à história de
como ela ficou grávida e deu-lhe uma descrição da casa de seu pai na cidade de Okemesi e de como ela encontrou seu pai.
Sabendo a história de seu nascimento, ele insistiu que a mãe deveria levá-lo de uma vez para seu pai. A mulher não tinha escolha a não ser obedecer a seu comando. Na manhã seguinte, ele se colocou a caminho para Okomesi para procurar por Ejielemere. A jornada para a cidade envolvia o risco de atravessar a floresta que era habitada por três bandidos. Um dos bandidos vivia em Ado- Ekiti, aonde o pai de Kporoye era o rei. O segundo bandido veio de Okemesi aonde Ejielemere vivia. O terceiro era de Illa aonde Kporoye era casada. Os nomes dos bandidos eram:

I ) Ikpata Ule ado
II ) Efifo kelo onon ijero
III) Amonita, amonide, ke se mi la ale ugotun.

Eles eram os reis da floresta.
Quando mãe e filho chegaram à floresta, foram presos pelos três bandidos. Um dos bandidos sugeriu que os dois cativos deveriam ser mortos. O outro dos dois, entretanto recusou firmemente o propósito. O bandido que vivia na cidade de que eles se afastaram, propôs que os dois cativos deveriam ser vendidos em escravidão e que em seguida deveria ser dividida igualmente entre os três. O bandido que vivia na cidade aonde o pai de Kporoye vivia, pegou-a para vender em escravidão, enquanto que o bandido que vivia aonde Ejielemere vivia, pegou Olomo para vender em
escravidão.
Todo este tempo, Ejielemere ainda não tinha tido filhos. Na época de seu festival anual ele deu dinheiro para sua esposa para comprar para ele um escravo para usar como sacrifício humano para seu Ifá junto com outros materiais e animais. Quando sua esposa chegou ao mercado, ela viu Olomo que apesar da estatura baixa, no entanto, tinha um bom corpo. Ela gostou dele imediatamente e comprou-o. Quando estava alcançando a casa com seu comprador, Olomo viu a árvore carregada de coroas de contas, e coral na entrada da comunidade onde eles estavam entrando. Quando chegaram a casa, ele também viu o corpo humano seco amarrado na entrada principal da casa, que estava
pintada com um material de cor preta. Olomo estava satisfeito que esta era a casa de seu pai por que
batia com a descrição dada a ele por sua mãe.
Quando Ejielemere viu o jovem escravo, deixou-o sob a custódia de uma velha mulher que vivia próximo a ele. A mulher deveria tomar conta dele por sete dias antes do festival. Na manhã seguinte, Ejielemere partiu para a floresta para coletar folhas e outros instrumentos para o festival vindouro. A velha mulher deu ao jovem escravo um monte de frutos de palma para quebrar, e este incidente explica o porquê é proibido quebrar frutos de palma em nenhuma casa onde uma cerimônia de iniciação de Ifá está tendo lugar pela duração de sete dias. Também explica porque é
proibido para um sacerdote de Ifá quebrar frutos de palma ele mesmo.
Quando garoto estava quebrando os frutos de palma, começou a cantar a canção que relembrava os eventos acontecidos no seu nascimento, como ele foi informado por sua mãe. Quando a velha mulher ouviu a canção, ficou determinada a contar a Ejielemere sobre isso. Quando ele retornou da floresta, ela narrou para ele à canção do jovem escravo. A mulher subseqüentemente propôs a Ejielemere a ocultar-se no dia seguinte, após fingir ter saído de casa para ter a possibilidade de ouvir a canção do rapaz.
Na manhã seguinte ele deixou a casa sob a aparência de estar indo para a floresta com sua bolsa para coletar folhas. Entretanto retornou para casa pela porta dos fundos. Nesse meio tempo, foi dada ao garoto outra porção de frutos de palma para quebrar e quando ele estava sentado quebrando os frutos de palma, ele começou a cantar novamente:
Meu nome é Olomo
O nome da minha mãe é Kporoye;
Filha de Ajero kin osa;
No país de Ijero;
Casada com Ewi de Ado.
Minha mãe Kporoye me contou;
A história de como a busca por um filho;
Levou-a para divinação para Udo;
Aonde ela encontrou um sacerdote de Ifá;
Que fez divinação e sacrifícios para ela.
Quando ela estava para entregar;
O sacrifício próximo ao buraco;
Ela ouviu um lamento de ajuda à distância.
De dentro do buraco.
Olhe, era o sacerdote de Ifá;
Que fez sacrifício para ela;
Que estava dentro do buraco.
Quando ela o ajudou;
A sair do buraco;
Ela caiu no chão;
E sua glória feminina foi exposta.
O sacerdote de Ifá;
Qual não pode resistir;
A urgência da natureza;
Caiu sobre ela;
E fez amor com ela.
Minha mãe Kporoye,
Não tem visto o sacerdote de Ifá desde então.
Mas sua predição verdadeira;
Aqueles eventos fortuitos trouxeram assim um menino;
Eu nasci de Kporoye;
Em sua idade avançada;
Numa época em que ninguém;
Esperava de ela trazer uma criança assim.
Apesar de que o marido de minha mãe;
O Oba de Ale Ugotun;
Aceitou-me como seu filho;
O sangue de meu verdadeiro pai;
Corre em minhas veias.
E o motivo pelo qual eu venho;
Cantando canções e coletando folhas;
Como era dito de meu pai;
Ser um hábito de fazer;
Feito pelos meus colegas;
Chamar-me por nomes engraçados.
Um dia, eu confrontei minha mãe Kporoye;
Para me contar a verdadeira história do meu nascimento.
Ela me contou que meu pai;
Veio do país de Okemesi;
E que na entrada de sua casa;
Havia uma árvore de contas de dinheiro.
Os ramos e folhagem;
Da árvore brotavam coroas.
Do tronco brotavam contas;
E das raízes brotavam corais.
Na entrada de sua casa;
Está um corpo humano seco.
Após ouvir a história;
Eu insisti em vir e ver meu pai.
Em nosso caminho para Okemesi;
Nós fomos presos por três bandidos;
E vendidos separadamente como escravos.
Eu lamentei que eu nunca mais;
Veria meu pai novamente.
Até mesmo se eu morrer como um escravo;
Eu posso agora garantir o resto;
Que eu cheguei ao final;
Ao país e a casa do meu pai.
A descrição dada pela minha mãe;
Garante-me que a casa;
Para quem eu fui por fim vendido como escravo;
E aonde eu agora quebro estes frutos de palma;
É na verdade a residência de meu pai.
Ejielemere de Okemesi;
Se eu morrer dentro de seis dias;
Eu não terei vivido em vão;
Porque eu vou morrer;
No peito de meu pai.
Quando Ejielemere ouviu a simplória canção do jovem escravo, estava em lágrimas, e se perguntou se o garoto era produto do amor que ele fez por acaso com a mulher próxima ao buraco no qual ele caiu muitos anos antes, enquanto buscava um veado com que fazer o sacrifício a fim de ter um filho. Então ele foi para seus aposentos aonde solicitou para o garoto ser trazido até ele para recantar a canção a qual tinha apenas ouvido em segredo. Ele ordenou ao garoto sob pena de morte instantânea a cantar a canção mais uma vez. Estando em seus joelhos, o garoto cantou novamente, desta vez em lágrimas. Após ouvir o refrão da canção, Ejielemere decidiu testar a veracidade da
história. Ele motivou um auto forno para ser preparado. Quando as chamas do fogo estavam alcançando o teto da residência, disse ao garoto após friccioná-lo com seu pó divinatório para caminhar nas chamas. Ele conjurou o fogo para consumir o garoto se ele estivesse contanto uma história falsa, mas para cobrir seu corpo com o giz da vitória se ele era na verdade seu filho. Sem qualquer hesitação, o garoto caminhou nas chamas, e dançou e cantou dentro do fogo até que elas estivessem completamente extintas.
Apesar daqueles fatos milagrosos, Ejielemere ainda não estava satisfeito. Ele também tinha preparado um grande pote de água fervendo no qual ele lançou o garoto em um ritual similar.
Enquanto estava dentro do pote de água fervendo, o garoto começou a cantar.

Omi are domi tutu.

Que é “Água quente havia se tornado água gelada”, enquanto ele estava dançando dentro do pote de água fervendo.
Por fim ele chamou seu pai para retirá-lo do pote porque ele estava ficando com frio. Seu pai então o abraçou e descobriu que seu corpo estava frio como gelo. Ele exclamou prazerosamente que tinha encontrado um filho perdido, e aceitou-o como seu verdadeiro filho. Subseqüentemente o dia do Festival amanheceu, e todos os Awo dos lugares próximos haviam se reunido. Antes então Ejielemere havia dado um bode para Èşu, que então influenciou a cerimônia de execução tradicional. Então veio o momento para oferecer as vítimas sacrificais, cabras, carneiros, galinhas etc haviam sido sacrificadas. Quando foi hora do sacrifício humano o garoto tinha sido amarrado aguardando a execução. Mas o executor sob a influência de Èşu, que sabia que o garoto era de fato filho de Ọrunmila, cegou o fio da faca tanto que ela não pudesse cortar o pescoço da vítima. O executor se rendeu dizendo que Ifá tinha se recusado a aceitar a vítima. Ele então soltou o garoto, colocou-o de pé e desafiou os Awo a observá-lo lado a lado com o anfitrião, Ejielemere para ver se não havia aguçada semelhança entre eles. Os Awo identificaram e concordaram na semelhança. Os Awo então concordaram que o garoto deveria ser deixado livre para o pai naquela vez.
Neste meio tempo a divindade chamada Egi cujo papel era carregar o crânio de todas as vítimas
degoladas para o céu chegou para executar sua função. Os Awo então cantaram para ele:

Egi mogbOrí eku.
Orí eku lomagba,
Mama gbOríe nio.
Egi mogbo rieja,
Oríe ja lomangba,
Mama gbOríenio.
Egi mogbOríeron
Orí eron loomangba
Mama gbOríenio.

Os Awo estavam tocando as cabeças do pai e do filho com o crânio de cada animal. Depois disso Egi partiu para o céu.
Naquele momento Ejielemere retirou seus instrumentos de autoridade (AŞE) e proclamou que a partir daquele dia Ọrunmila já não mais ofereceria um ser humano como sacrifício para Ifá. Isto marcou o fim de sacrifício humano no Ifismo.
Quando terminou a cerimônia, Ejielemere perguntou a seu filho o paradeiro de sua mãe Kporoye e o filho narrou que a mãe tinha sido vendida como escrava na cidade de seu pai. Ele rapidamente decidiu ir à busca da mulher para trazê-la para casa viva por bem.
O pai de Kporoye, o Ajero de Ijero também oferecia um sacrifício humano em seu festival anual.
Ele tinha também ordenado para um escravo ser usado para sacrifício naquele ano. O mensageiro que foi ao mercado, coincidentemente também comprou Kporoye para seu pai. Quando foi trazida ao palácio de seu pai, foi mandado lavar a casa em preparação para o festival. O Ọba tinha esquecido que ele tinha uma filha com o nome de Kporoye. Quando ela estava esfregando o chão, começou a cantar a história de sua vida, de seu pai, como ela partiu de casa, aonde ela casou quem desposou como teve um filho, e como foi presa por bandidos e vendida como escrava.
A mulher que estava tomando conta da escrava chamou o Ọba para ouvir a canção da escrava.
Depois de ouvir a canção, o pai chamou-a por seu nome Kporoye e ela lhe respondeu. Depois disso o Ọba chamou sua mãe para identificar Kporoye. Vendo-a ambos caíram em lágrimas se alegrando pelo reaparecimento da filha que ele tinha a muito dado como morta. Ela foi imediatamente libertada da servidão e vestida apropriadamente como uma princesa. O Ajero também proclamou que a partir daquele dia, seres humanos não mais seriam usados para sacrifício no seu reino.
Nesse meio tempo, princesa Kporoye informou seus pais que seu outro problema era como localizar o pai de seu filho e como achar seu filho. Ao mesmo tempo, Ejielemere tinha deixado Okemesi em busca de Kporoye. Ele se vestiu de farrapos e aguardou na beira da estrada. Em seu caminho para o rio, Kporoye viu Ejielemere e reconheceu-o logo apesar das roupas esfarrapadas que estava vestindo. Em outra ocasião ele retornou como vendedor de lenha e Kporoye reconheceram-o novamente quando estava retornando seus escravos da fazenda, mas em cada uma das ocasiões ela resistiu à tentação de revelar seu entusiasmo.
Depois disso, Ejielemere foi à floresta, preparou folhas de palmeira e se vestiu com elas como um mascarado e começou a dançar seguindo em direção a Ijero. Foi quando Ajero e seus familiares viram o mascarado dançando ao redor deles e quando Kporoye viu o mascarado ela disse para seus pais que aquele era Ọrúnm. lá, mas eles discordaram dela porque Ọrúnm.lá não estava acostumado a se vestir como um mascarado. Após assisti-lo durante algum tempo a distancia, Kporoye saiu para o jardim do palácio de seu pai para admirar o mascarado. O mascarado então começou a dançar em volta dela. Quando ele veio perto dela, o mascarado agarrou-a e fugiu com ela. Assim que eles ficaram longe das vistas ele removeu sua máscara e se identificou para Kporoye e apelou para ela retornar para casa com ele.
A fim de evitar o risco óbvio de ser interceptado no caminho ele vestiu Kporoye como o mascarado e seguiu a como escolta para sua cidade natal. Quando ele chegou a sua casa em Okumesi, ele revelou o mascarado e Kporoye abraçou seu filho Olomo que saiu para se alegrar seus velhos amigos em comemoração ao seu reencontro com sua mãe. Poucos dias depois o povo da cidade compreendeu que Ejielemere tinha tomado uma segunda esposa. Kporoye estabeleceu-se com ele e teve cinco outros filhos em adição a Olomo. Uma vez a família estando completamente reunida eles viveram uma vida próspera por muito tempo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.