sexta-feira, 4 de março de 2011

ITANS DE ETURUKPON-MEJI / OLOGBON-MEJI

ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA EGHERUN O PÁSSARO MAIS BONITO NO CÉU BEM COMO PARA O UGUN OU ABUTRE.

Ologbon Ologbon soro Ologbon
Ufa yeye soro aye
Odafa fun egherun
Abufun Ugun.

Significando:
O prudente venera a sabedoría;
A raposa pratica a caçada.
Estes foram os nomes dos Awo que fizeram divinação para Egherun, quando ela estava indo se casar com o Abutre. Os pássaros mais aceitáveis tinham feito propostas iniciais de casamento a ela, mas ela declinou-as todas. Ugun começou a se perguntar como uma bela garota poderia assim notoríamente recusar todos os pretendentes aceitáveis para sua mão em casamento. Ele decidiu desafiá-la achando uma estratégia própria para chantageá-la até a submissão. Ele foi à floresta para pegar um monte de frutos de palma frescos na beira da estrada e então foi se esconder para vigiar com cuidado os frutos. Por sua vez Egherun não poderia nunca resistir à tentação de colher frutos de palma aonde quer que ela os encontre. Naquele dia em particular, ela tinha ido ao mercado. Em
seu caminho de volta viu os atrativos frutos de palma na beira da estrada e não pode resistir à urgência de catá-los do monte.
Depois de catar tantos frutos de palma que ela poderia carregar convenientemente, estava prestes a partir quando Ugun começou a acusá-la de roubo, uma ofensa que acarretava a sentença de morte.
Ela começou a implorar a Ugun que não surpreendentemente, recusou todos suas súplicas.
Ela então perguntou o que ele queria dela em troca da indignidade e o risco de ser chamada em juízo diante dos mais velhos, aonde a punição para aquilo era a morte. Neste ponto, Ugun proclamou que o único castigo efetivo para o crime era casar-se com ele.
Ela concordou em casar-se com ele, mas Ugun insistiu que ela tinha que ir com ele imediatamente até sua casa. Ela não teve escolha a não ser aceitar. Ela não poderia viver com o constrangimento do conhecimento público, assim sendo Egherun tinha aceitado por fim casar com o horroroso abutre, depois de rejeitar a proposta de muitos admiradores elegíveis.
Depois de passar muitas noites sem dormir ela decidiu ir a Ọrúnmilá para divinação. Após a divinação, Ọrúnmilá lhe disse para fazer sacrifício com dois galos que ela produziu imediatamente. Um dos galos deveria ser aberto e oferecido como sacrifício em uma encruzilhada.
Foi avisada para depositar o galo ela mesma na encruzilhada e após se esconderia por perto para vigiar o sacrifício. Ugun tinha saído de casa para ir procurar comida com que alimentar sua noiva. É
de conhecimento comum que o Abutre não pode resistir à visão de carne morta. Quando ele estava retornando para casa, veio pela estrada, aonde viu o galo sacrificial. Ele voou até o ponto e pousou paa comê-la. Depois de comer para a alegria de seu coração, embrulhou o restante para ser levado para casa para sua esposa. Quando ele foi para casa, Egherun saiu do esconderijo para acusá-lo de roubo. Quando ele argumentou que um marido não pode ser acusado de roubo por sua esposa, ela contrabalançou explicando que cada argumento só pode ser admissível dentro uma casa matrimonial de um casal, e que até mesmo então tinha que ser averiguado diante de um grande
tribunal dos mais velhos. Ela insistiu que não fez o sacrifício na encruzilhada para ele, o que
significa que ele tinha roubado.
Compreendendo que sua posição era desesperada, Ugun quis saber o que ele precisava fazer para pagar a ofensa. Em resposta, Egherun explicou que o que ele tinha que fazer era rescindir o casamento imposto a ela sob coação e proclamar publicamente que ela não mais era sua esposa.
Ugun não teve escolha, mas para libertar egherun do vínculo do casamento pela proclamação que ela estava livre para deixá-lo e retornar para sua casa. Egherun imediatamente voltou à casa de ugun para remover todos os seus pertences para levá-los por bem.
Foi daquele dia que começou o ditado:
Mii Omon Igbatii Egherun do Ugun;
Mii Omon Igbati Egherun ko Ugun;

Significando:
Ninguém soube quando Egherun casou com o Abutre e quando ela o deixou.
Quando este Odu surge na divinação à pessoa será avisada que ele ou ela irá casar com alguém sob coação, mas aquele casamento não irá durar, se o sacrifício for feito.

ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA O CAÇADOR COM UMA ESPOSA TEIMOSA.

Havia um caçador que tinha um acordo secreto com as mais velhas da noite em auxiliá-lo nas suas expedições de caçada. Elas proviam para ele suas caças sob a condição que sempre as permitiria a sugar o sangue de qualquer animal que ele matasse. Enquanto isso, sua esposa estava ansiosa para saber o porquê ele costumava vir para casa com animais decapitados. Ela decidiu segui-lo até a floresta para descobrir o que estava acontecendo com as cabeças e o sangue dos animais que ele estava matando. Ele não sabia que a esposa costumava acompanhá-lo até a floresta.
Em uma das ocasiões, as mais velhas da noite lhe disseram para prevenir qualquer um que estivesse seguindo-o até a floresta para desistir de fazê-lo. Chegando a casa ele falou a sua esposa sobre o alerta e ela fez de conta como se não tivesse nada a ver com ela.
Em sua próxima expedição de caça, a esposa seguiu sua trilha até a floresta atrás dele. Chegando à floresta ele começou a caçada. Quando terminou a caçada, foi até a reunião das mais velhas da noite e elas drenaram todo o sangue e colocaram-no em um pote de barro. Neste estágio as mais velhas da noite perguntaram-lhe se em desafio a suas instruções, ele veio com algum espião. Ele negou ter vindo com alguém. Insistiram que alguém veio com ele e lhe disseram para averiguar. Elas removeram as folhas com que sua esposa se cobriu e ordenaram-lhe que saísse. Quando o caçador descobriu que era sua esposa, ele implorou a elas para poupar sua vida e perdoá-la. Elas lhe
disseram que não havia perdão no mundo das feiticeiras.
Elas disseram lhe para levantar e avisaram-na que já que era tão curiosa para querer saber o que elas estavam fazendo com o sangue dos animais mortos pelo seu marido, ela teria que pagar o preço de sua transgressão. Elas coletaram todo o sangue drenado dos animais alvejados pelo marido naquela noite e fizeram-na beber. Após beber o sangue, ela começou a padecer de paralisia, ou perda de sangue. Ficou tão doente que o marido não tinha tempo para dedicar para a sua caçada. O povo da noite tinha retirado seu apoio dele por causa da ação de sua esposa. Ele depois foi apascentar as mais velhas da noite e depois de pagar a multa estipulada, elas concordaram em modificar a punição da mulher, proclamando que daí então, a mulher veria o sangue apenas uma vez no mês que é a
menstruação que todas as mulheres tem até hoje.
Na divinação, um homem será avisado que ele tem uma esposa que é mais poderosa que ele mesmo e está planejando prejudicar seus negócios. Se ele fizer o sacrifício com um bode para Èşu, os planos tanto serão expostos ou ela o deixará antes de executar seus planos nefastos.

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