segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ITANS DE OYEKU-MEJI

OYEKU-MEJI REVELA O RETORNO DAS DIVINDADES AO MUNDO

Uji odo nimo gbu iyi odo,
Ibi ono meewa mo gbu ji edun,
Akeke ge igi nu ugbo
Agboun re gegerege
Iyoyo agbo ni rinkonre Konre
Olule gi gbrironmu romu oja tontonton
Olule eti gbironmu
Ronmu oja titi ronronron
Adifa fun Orunmila ni igba to tiko
Run bowa kole aye.
O som do pilão ressoa do lugar onde está assentado.
Eu estava em pé no caminho e ouvi o machado derrubando a árvore.
O machado estava derrubando uma árvore na floresta e o som ecoou muitas milhas distante.
Do mesmo modo que o carneiro se movimenta, seu testículo oscila da esquerda para a direita.
O homem vivendo em uma casa próximo ao mercado escuta o ruído da praça do mercado.
Estes foram os nomes dos Awo que fizeram a consulta oracular para Oyeku-Meji no céu, quando ele estava vindo para o mundo. Eles lhe recomendaram a fazer sacrifício com um bode para Èşu e oferecer cabra, galinha, pombo, um pano branco e búzios para Olokún, a divindade da água. Ele fez os sacrifícios. As duzentas divindades (Ugbarunmole em Yorùbá e Ihenuri em Bini) decidiram visitar a terra para descobriu como os habitantes estavam passando. Quando chegaram à fronteira do céu e da terra no Oja Ajibomekon, eles encontraram duas mulheres chamadas Oja e Aje. Estas mulheres personificavam dinheiro e prosperidade. Como veremos mais tarde, quase todas as duzentas divindades não fizeram o sacrifício antes da partida no céu nem se deram ao trabalho de obter autorização de Èşu, que eles todos desprezavam como a um desconhecido.
Nem bem eles haviam partido do céu, Èşu soltou a corda da chuva do céu. A chuva logo começou a cair pesadamente, e todas as outras divindades procuraram abrigo em um ponto ou outro. Ọrúnmilá, que tinha sido avisado pelo divinador a não parar no caminho até a chegada na terra, não importando o quanto chovesse pesadamente, procedeu a sua jornada sozinho, na companhia das duas mulheres. Quando eles alcançaram a terra, seus filhos lhes deram roupas para trocar. A eles foi dado um vestuário branco.
A chuva caiu continuamente por três dias, contudo Ọrúnmilá contraiu matrimônio com as duas mulheres Aje e Oja e eles tiveram filhos, mas as outras divindades ainda não tinham chegado.
Após esperar em vão pela chegada das outras divindades, seus filhos e seguidores na terra decidiram ir procurar por eles.
Então, quando os habitantes da terra encontraram as divindades e as persuadiram a seguir com eles até em casa, eles recusaram a oferta, com base em que eles estavam bem confortáveis em suas novas residências e ambientes. Por sua parte, Ọrúnmilá tinha estado praticando a arte de Ifá satisfatoriamente na terra e havia recrutado muitos noviços. Ele também abriu um comércio com a ajuda de Aje e Oja, que tinham se tornado suas esposas. Elas mesmas o fizeram excedentemente rico.
Esta revelação explica porque os altares de algumas outras divindades são colocados fora de casa a partir deste dia, exceto Ọrúnmilá, junto com Aje e Oja (Olokún) que o seguiram ao mundo.
Os outros são colocados em vários locais aonde eles se refugiaram da chuva quando estava vindo ao mundo. O motivo pelo qual Olokún e Ọrúnmilá são servidos com roupas brancas a partir deste dia é porque foi à roupa que eles trocaram ao chegarem a terra após serem encharcados pela chuva durante sua jornada.
A revelação também explica porque dos filhos de Oyeku-Meji não serem autorízados a usar sombrinhas, porque seu patrono divino não se refugiou da chuva que encharcou durante sua vinda do céu. Se o Ono Ifá (Odiha) é cuidadosamente preparado para o filho de Oyeku-Meji (que é aquele que saiu no Ugbodu) ele será muito rico e próspero na vida, prevenindo eles é capazes de proibir o uso de sombrinha e nunca deixar a chuva pará-lo em prosseguir com o que está tencionando fazer.
Sua prosperidade é freqüentemente influenciada pelas esposas, se forem sortudos de casar com a mulher certa cedo na vida. A melhor profissão para os filhos de Oyeku-Meji é a criação em uma fazenda ou no comércio. Este foi o aviso dado a Oyeku-Meji antes de ele partir do céu, que ele comercializaria ovelhas ou teria granja, aves, porcos, cabras, vacas ou qualquer coisa destas.
Daria a eles um bom começo na vida, apesar de que eles deveriam ir a terra se graduar na faculdade de empreendimentos econômicos.

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.