segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ITANS DE OYEKU-MEJI

OYEKU - MEJI
II II
II II
II II
II II

Foi Oyeku quem revelou como Ọrúnmilá ensinou a espécie humana como desviar-se da ameaça da morte prematura. Quando o homem foi criado, a morte viu a nova criatura como o seu melhor alimento básico. Morte, portanto foi à única divindade que se alegrou com a criação do homem por Deus. Enquanto as outras divindades viram o homem como seres inferiores criado para servi-los, morteos viu como provisão de alimento. Ele, entretanto aguardou o homem se multiplicar e depois dissofoi aos seus domicílios capturá-los para usar como comida. Carecendo de meios de autodefesa edeixado sozinho para o combate final, o homem se resignou com o fato do incessante ataque violento da morte. Eles não tinham ninguém para quem apelar, porque era a lógica, como os homens viam os animais inferiores como comida para se alimentarem, a Morte olhava para o homem, como carne para alimentá-lo. Logo que compreendemos a predominante filosofia da existência das plantas e animais, que são criados para servir ao propósito no sistema planetário, nós não seríamos injustamente perturbados pela inevitabilidade da morte.
Da mesma forma como usamos plantas e animais para satisfazer nossa rotina e desejos básicos, nós também estamos à mercê da mais poderosa divindade. Tendo nos dado um papel para exercer no sistema planetário, o qual inclui provisão de alimento para os altos poderes, Deus tem nos dado inteligência para nos defendermos da melhor maneira que possamos, por meio do apaziguamento ou pelo desvio. Isto é claramente ilustrado nas revelações de Oyeku que seguem:
Uku Yee
Iruku Yee
Eku meji Looruwe
Eja meji Ajoko Loore
Olule Adiye
Ideregbe Aaba murede
Agbo ghaka, Eji Laba odumeta
Ako Elila toun to osukaare.
A morte se alegrou com a criação do homem.
Ele pilhou os seres humanos para comer à vontade.
Dois ratos se divertindo na terra
Dois peixes se divertindo na água
A galinha tem seus ovos, indo empoleirar-se
A cabra tem entregado muitos cabritos.
O poderoso carneiro de três anos
O gordo boi doou com carne robusta
Todos foram criados para apaziguar a morte.
Este conjunto de criações dada a Morte nem a apaziguou, nem a satisfez. Morte continuou a focar o
seu olhar fixo na carne humana.
Quando finalmente o homem se aproximou de Ọrúnmilá para a divinação em como controlar a ameaça da morte, ele lhes disse que nenhum sacrifício já poderia desviar a atenção da Morte do homem. Sua carne constituía o único alimento que poderia satisfazer seu apetite divino. Todo o resto, ratos, peixes, carne de aves, cabritos, carneiro e até mesmo vacas eram a principal comida dos sacerdotes das divindades.
Eles lhes perguntaram se nada poderia pará-lo de se alimentar com sua própria comida preferida.
Entretanto ele lhes disse que a melhor maneira de desviar uma divindade maléfica era fazer sacrifício para ela com o que lhe era proibido. Ọrúnmilá em sua capacitação como Ukpin (A testemunha do próprio Deus na criação) é o único que sabe o que cada uma das outras divindades é proibida.
Ele então avisou os para preparar inhames amassados (Obobo em Bini e Ewo em Yorùbá) para ser carregado de pequenas pedras. Também lhes recomendou a trazer um pequeno filhote de ave vivo.
Eles juntaram os materiais e todos os homens reuniram-se na sala de conferência aonde a morte costumava usar para pegá-los um após o outro. Ọrúnmilá recomendou-os a comer o inhame assado, mas jogar fora às pequenas pedras. Também a amarrar o pintinho sobre a entrada da casa de Èşu, sem matá-lo.
Quando a Morte se aproximou da câmara de conferência para mais um ataque, ele tropeçou nas pedras que os homens estavam descartando de suas comidas. Quando ele colocou as pedras na boca para experimentar a comida que os homens estavam comendo, ele não pode mastigá-las. Ele, então, se questionou se aqueles que eram capazes de comer objetos tão duros deveriam ser a mais terrível das criaturas, quem poderia sobrepujá-los, sob provocação ficavam muitos irritados.
Desta forma a Morte estava contemplando o que fazer em seguida, quando o pintinho na entrada da casa de Èşu começou a chorar: Uku yee.
Ouvindo o choro do pintinho, Morte correu para fora, porque lhe era proibido o som de um pintinho. Morte então, deixou o homem em paz e eles se alegraram, agradecendo a Ọrúnmilá por demonstrar-lhes o segredo da Morte.
Foi desde aquele tempo que a Morte inventa outros caminhos através de procuradores ou caçadores do homem. Desde então, a Morte não pode matar o homem diretamente, porque ele é de outra forma uma divindade coração de pintinho.
Ele até mesmo tem estado contando com seus mais agressivos e vingativos irmãos, como Ògún, a divindade do ferro que mata por acidentes fatais, Şàngó, o trovão divino que mata através de relampejar, Sankpana, que mata por meio de epidemias como a varíola e sarampo, ou as divindades noturnas que assassinam através da feitiçaria, etc...Quando estas divindades não são rápidas o suficiente na busca de comida para a Morte, o Rei da Morte usa Doença, que é sua esposa, para lhe trazer comida. Mas isto foi depois que o homem tinha aprendido o segredo de como desviar o caminho da Morte. Antes, porém Morte caçava o homem por si mesmo.
Quando Oyeku-Meji, por conseguinte surge durante a divinação, à pessoa poder ser informada que a Morte o está rondando,mas que ele deverá fazer sacrifício para Èşu com inhame assado misturado com ... e óleo de palma e carregado de ....... Também é para amarrar um pintinho vivo no altar de Èşu para afugentar a Morte.
Quando Oyeku-Meji, entretanto surge na divinação para uma criança recém-nascida, os pais serão avisados a fazer sacrifícios similares como a chuva fez antes de vir ao mundo de modo que a criança seja elevada acima dos vários inimigos poderosos, que está destinado a ter durante o seu tempo de vida. Este tipo de sacrifício requer encantamentos especiais que só podem ser feitos pelos adeptos do Ifismo. (Babalawo).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.