quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ITANS DE OKONRON - MEJI

OKONRON MEJI PARTE DO CÉU PARA O MUNDO.

Relembrando que seus colegas tinham partido para a terra, ele também resolveu obter permissão de Deus para emigrar do céu. Ele foi ao divinador Awo chamado: Asokon deji, que lhe recomendou a fazer sacrifício antes de ir receber seus instrumentos de autoridade (Aşé) de Deus. Foi recomendado para fazer sacrifício com um rato, um peixe, uma galinha, uma cabra, um bode e um pombo. Ele fez o sacrifício de acordo e foi ao palácio Divino para fazer seus pedidos para a terra.
Seu plano original era viajar em companhia da cabaça e do pote de barro, mas o awo lhe recomendou viajar sozinho por uma rota diferente. Em seu caminho para o mundo, ele veio a atravessar uma fazenda na fronteira. Na fazenda estava uma armadilha a qual capturou um antílope, que estava começando a se decompor, ele removeu o antílope da armadilha e matou-o, e começou a preparar fogo na fazenda para secar a carne do antílope.
Quando ele estava arrumando a carne no secador, o dono da fazenda veio e provocou-o. Ele, entretanto explicou que fez para prevenir a decomposição total da carne. Quando o fazendeiro compreendeu o gesto de Okonron meji, agradeceu-lhe e lhe deu uma pata do antílope que é à parte do animal cujo sacerdote de Ifá que sacrificou um animal pega até hoje.
Este é porque Okonron meji é descrito como o Ifá que foi dado à mão livre para prosperar na vida. Por esta razão os filhos de Okonron meji são recomendados a gostar da lavoura, porque ele veio através do campo. Quando em seguida ele nasceu no mundo, cresceu para ser um fazendeiro, mas no início foi muito desafortunado. Ele decidiu ir ao divinador, aonde foi avisado para fazer um traje para si mesmo tendo todos os bolsos sobre ela, preenchendo com um obi e um orogbo. Ele esfregaria seu corpo com um frango e para ter uma bengala chamada okparere em Yorúba ou Osogan em bini. Ele deveria coletar materiais do topo de duas colinas próximas uma da outra, assim
como das duas calhas finais da casa, tudo para ser usado para invocar Eşu, para afugentar os animais intrusos de sua fazenda. Ele fez o sacrifício de acordo.
Depois de ser apaziguado Eşu plantou armadilhas invisíveis ao redor da fazenda de Okonron-meji, que capturou os animais um após o outro. Tendo se livrado dos animais intrusos, sua fazenda começou a frutificar. Ele também fez muito dinheiro revendendo a carne dos animais nas armadilhas preparadas por Eşu.
Com o dinheiro lucrado ele resolveu casar. Após o casamento sua esposa não teve filhos por um longo tempo. Contudo a esposa sonhou com Okonron meji dançando pela cidade com uma multidão seguindo-o.
Ele decidiu ir ao divinador para desvendar ao significado do sonho. O awo lhe avisou para preparar dois bastões com ponteiras agudas e pegar uma parcela de pimenta (Otawewe em yorúba akpokotan em bini), eles foram usados para fazer sacrifício para Eşu implorando-lhe para transformá-la sortuda para boa fortuna. Ele rapidamente fez o sacrifício e as coisas começaram a mudar para melhor em todas as facetas de esforços humanos.
Mas a mulher não conseguiu ficar grávida, aos poucos fez ele saber que a mulher era destrutiva e maléfica feiticeira. Estes fatos foram subseqüentemente revelados a ele em um sonho pelo seu anjo
guardião e descobriu que o anjo era responsável por tornar impossível sua esposa ter um filho. O anjo lhe informou em um poema que uma cobra gera uma cobra, como uma feiticeira gera uma feiticeira, do útero de sua mãe. A cobra herda a bolsa de veneno, justamente tal qual a feiticeira, feitiçaria das mães dos intestinos.
A mulher por fim o deixou, e logo depois, seus pais também morreram. Quando este Odu surge na divinação de ikin, o inquisidor deverá ser questionado se há um membro falecido de sua família que não teve o funeral final. Ele ou ela, também deverão ser questionados se há uma mulher em sua família que não está tendo crianças.
Se o homem tinha uma esposa infértil, ele será avisado que a mulher certamente o deixará porque seu casamento para ela não foi autorizado por seu anjo guardião.
Após a perda de sua primeira esposa e de seus pais ele decidiu mudar de residência temporariamente e foi a um sacerdote de Ifá chamado: Kponrinkpon abidi tirigi, para a divinação.
Foi avisado a fazer sacrifício a fim de evitar se perder na floresta com um bode a Eşu, e 1 porco ao seu Ifá, e levar 16 embrulhos de ẹkọ e àkarà para a sua viagem. Também deveria viajar com dois cachorros, ele fez o sacrifício e deixou Ilaye Ule, sua residência fixa para Ilaye Oko, aonde procurou se recuperar temporariamente, antes, porém, e sem sabê-lo a viagem entre os dois lugares se tornou um tortuoso pesadelo. Aqueles viajantes entre os dois lugares um tanto misteriosamente nunca chegavam aos seus destinos e ninguém sabia com exatidão o que acontecia com eles.
Na metade de sua jornada para Ilaye Oko, seus dois cães ficaram famintos e ele lhes deu uma porção de ẹkọ e àkarà para comer. Quando os cães estavam comendo, uma misteriosa Boá (cobra),
surgiu do nada atacou os dois cães e os engoliu.
Tendo engolido os dois cães a Boá ficou desamparada e Okonron Meji deu uma forte estocada e matou-a. Ele deixou a serpente lá e foi para Ilaye Oko. Quando ele lhes contou o que tinha passado, foi então que todos compreenderam que foi Boá, que estava engolindo os viajantes entre as duas cidades.
O povo seguiu-o até o local para matar a Boá, ele apenas pegou a pequena pedra estabelecida no estômago da cobra (Iyn Osunmale) e o óleo, levando a carne para as pessoas da cidade.
Aquela experiência singular projetou-o em uma fama de popularidade como sacerdote de Ifá, ao passo de que na cidade lhe foram dadas muitas mulheres em casamento

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.