quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

OS TRABALHOS CELESTES DE ÒGÚNDA-MEJI.

Ele fez divinação para o tigre com este encantamento – Onose muroko nijo to onlo oko ode - quando o tigre quis começar a caçar. Ele avisou ao tigre para fazer os seguintes sacrifícios, dar um bode a Èşu, e servir Ifá com 1 galinha, peixe e rato para que fosse capaz de caçar com sucesso. O sacrifício era necessário para evitar caçar em vão, ou sofrer um atraso chamado (amubo) em Yorùbá e osobonomasunu (em Bini). Ele se recusou a fazer o sacrifício e no dia seguinte partiu para a floresta para caçar. O tigre tinha dois aspectos. Quando algum objeto celeste caia atrás dele, ele instintivamente corria longe em pavor. Em segundo lugar, quando ele pula sobre algum animal que tenha matado, é proibido de comê-lo. Chegando a floresta, ele viu um antílope e matou-o bebendo o seu sangue. Assim que deixou o antílope cair no chão, ouviu o som de um galho de árvore que caiu sobre ele. Por esse susto ele saltou sobre o antílope e largou imediatamente.
Em seguida ele matou um antílope preto chamado em Yorùbá de Edu e Oguonziran em Bini. Mais uma vez, o pesado o conjunto de frutas maduras pendeu da árvore sobre ele que saltou sobre a presa, deixando-a para trás. Nesse momento, o tigre estava ficando cansado e com fome, não tendo comido nada desde manhã. Quando o sol estava para se por ele estava se preparando para ir para casa quando viu um veado. Ele novamente teve sucesso em matar o veado, mas justo antes de tentar pegá-lo, um monte de frutas de palmeira caiu no chão atrás dele e ele novamente pulou sobre o veado tendo que abandoná-lo. Ele ficou desesperadamente frustrado e foi para casa. Èşu era obviamente responsável por seu infortúnio incomum.
Em seu caminho para casa avistou um coelho e perseguiu-o até que o coelho entrou em seu buraco.
Quando o coelho estava entrando no buraco, o tigre segurou-o em sua cauda e começou a puxá-lo.
Mas o coelho prendeu suas garras no buraco com tanta firmeza que o tigre só conseguiu apenas esfolar a traseira exposta do coelho. O coelho então se arrastou livre em segurança para o buraco.
Este é o porquê à parte de trás do coelho é branca até hoje, o qual o distingue de todos os outros animais mamíferos do seu tamanho. Este último incidente levou o tigre a fazer relação entre seu fracasso em fazer sacrifício e sua expedição de caça frustrada. Chegando a casa, informou sua aventura infrutífera. Para determinar a veracidade da sua estória uma equipe de busca foi à floresta e realmente viu e trouxe para casa os três animais mortos pelo tigre. Os animais foram trazidos por Ògúnda-Meji. Foi então que ele foi a Ògúnda-Meji para fazer os sacrifícios.
Após fazer os sacrifícios ele foi à floresta no dia seguinte e matou um veado o qual trouxe para casa sem nenhum incidente. Desde então, o tigre se tornou um caçador habilidoso e foi expressar a sua gratidão a Ògúnda-Meji.


ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA A BOA.

Após criar as varias espécies das famílias das cobras, Deus distribuiu armas para cada uma delas em forma de veneno, mas esqueceu de dar alguma para a Boá, que é chamada em Yorùbá Oka e Aru em Bini. A Boá começou a se queixar porque ele carecia de armas com as quais capturar a comida. Ele então foi a Ògúnda-Meji para divinação para auxiliá-lo no que fazer para sobrepujar suas dificuldades. A flecha foi um dos sacerdotes empregados que moravam com Ògúndá-Meji e foi ele quem fez divinação para Boa. O nome completo da flecha era Okofi doo, Oko reyin ya bo olooko - Odafá fun oka, elewu - obobo, significando a flecha com a qual a Boá mata um animal envolvido pelo seu estômago. A Boa era descrita como um réptil de pele de veludo.
O Awo avisou-o para fazer sacrifício com três flechas minúsculas, obi, e 1 galinha. Ele trouxe os materiais no dia seguinte e o Awo usou a galinha para servir Ifá por ele. Com o sangue da galinha, folhas e Iyerosun, o Awo preparou uma poção medicinal para ele beber. Ele também foi avisado para ir com os obis e servir sua cabeça com eles na estrada. Ele foi deixar a parte dos obis num escondido na estrada e se escondeu em um arbusto próximo para espiar alguém que furtaria os obis.
Ele estava para pegar nas três flechas. Foi avisado pelo risco de seu temperamento incontrolável, o que explica o porquê a Boa permanece a cobra mais paciente até os dias de hoje. Aquele dia coincidiu com o dia em que Deus estava indo fazer parte de um encontro das divindades o qual tradicionalmente começava com a quebra de obi. Deus se esqueceu de trazer alguns obis quando ele saiu de casa. Ele estava acompanhado pelo seu servo favorito, o coelho que carregava sua sacola divina (Akpeminijekun ou Agbavboko). Quando Deus viu a parte na estrada ele pediu ao coelho para juntá-la. Foi auxiliado a ver que continha obi os quais ele se esqueceu de trazer de casa. Quando os obis estavam sendo colocados na sacola divina, a Boá saiu perguntou por que Deus também pegaria sua comida quando ele havia se esquecido de lhe dar algum veneno. Ele se queixou que tinha sido prejudicado porque carecia de armas com as quais capturar sua comida.
Deus imediatamente simpatizou com ele e explicou que não esqueceu. Avisou ao coelho para expor tudo o que resta se na sacola divina, e ele saiu com um aşe. A Boá tinha explicado que Ọrúnmilá preparou 3 flechas para ele e Deus pegou as 3 flechas e abençoou-as. Deus ordenou a Boá para abrir sua boca engoli-las e lhe disse que todas as vezes que ele visse alguma vítima, as flechas sairiam automaticamente para suas narinas e as lançaria em sua vítima. Não era para ele correr sobre sua vítima, mas aguardar no local, para se voltar para ele. Então engoliria a vítima e as flechas retornariam para seu estômago para uso posterior. Antes de partir, Deus apresentou o coelho para ela e advertiu para nunca usar suas armas no coelho. Quando Deus chegou à rua da conferência, descobriu que eles haviam deixado a sacola divina para trás no lugar aonde ele deu armas para Boá.
Deus ficou relutante em despachar o coelho para pegar a sacola, por medo que a Boá faminta talvez posse impulsionada a usar as novas armas adquiridas nele. Mas o coelho assegurou a Deus que ele coletaria discretamente a sacola sem provocar a Boá.
Quando o coelho chegou lá começou a provoca a Boá. Acusou-a de ser preguiçosa por aguardar no local, quando deveria estar se movendo ao redor para procurar por comida. O coelho provocou a Boá atormentando tanto que até mesmo começou a puxar a cauda da Boá, a qual era proibido.
Vencido pelo temperamento, as flechas em seu estômago se moveram para suas narinas e ele lançou-as à vontade para atingir o coelho, que então rapidamente removeu a sacola divina e correu de volta para encontrar Deus na conferência. Quando o coelho voltou para Deus informou que ele tinha sido atacado pela Boá. Deus disse ao coelho que ele tem provocado muito a Boá para ficar sujeito a sua fúria e avisou o coelho que sua real proclamação era que ele (o coelho) retornaria para a Boá para morrer. O coelho voltou com grande esforço para aquele local e morreu assim que chegou lá e a Boá o engoliu. Este incidente assegurou a Boá que a arma dada a ele por Deus era
efetivamente eficaz. Ele então ficou muito feliz.
No final do encontro, Deus teve que carregar sua sacola para casa ele mesmo. Chegando ao local aonde a Boá se assentava ela instantaneamente se prostrou para agradecer-lhe pela assistência dada.
Deus, entretanto perguntou-lhe por contrariar sua ordem de não atacar o coelho, seu servo, e a Boá explicou como provocada. Deus falou-lhe que estava preparado para perdoá-la naquela ocasião porque ela agiu sobre provocação.
Deus, entretanto proclamou que desde então, a própria Boá morreria no mesmo dia em que ele atacar-se e matar-se um coelho. Desde então nomeou o esquilo para estar narrando a localização da Boá como um sinal de aviso aos animais. Assim que Deus partiu, monte de esquilos cercou a Boá e começou a gritar para ela com estas palavras:
Okaa reeoo - Elewu obobo
Waa wooo - Elewu obobo
Desde aquele dia o esquilo tem se tornado o mais duro inimigo de Boá.

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.