terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ITANS DE OBARÁ - MEJI

O ENCONTRO DE OBARA MEJI COM INIMIGOS.

Após aquele incidente, Obara Meji tornou-se naturalmente muito famoso, sua popularidade logo começou a provocar inveja e inimizade, e ele percebeu logo que o sucesso provocava inveja e provocava animosidade, a qual gerava inimizade.
Geralmente as pessoas não gostam daqueles que os excedem. Os mais velhos sacerdotes divinos para quem Obara apareceu, para haver roubado a exibição não perderiam tempo em conspirar sua queda. Nesse meio tempo o anjo guardião surgiu para ele em sonhos e deu-lhe uma previsão das maquinações dos conspiradores.
Quando se levantou convocou 2 awo para fazer divinação para ele. Seus nomes eram.
Oni bara, ola bara, Eshishi bara, Eeku ooku ku so otin (Eye bara, kii ku si asi (Uho em Bini) )
1 - O vôo que não atinge a ambição, nunca morre dentro de uma garrafa de vinho e,
2 - O vôo o qual voa alto no ar, e que não é seduzido pelos engodos do nível mais baixo, não é apanhado em uma armadilha grudada.
Eles avisaram Obara Meji para fazer sacrifício com um galo e 1 galinha, ele fez o sacrifício
conforme explicado. Ele triunfou sobre seus inimigos, depois que haviam tentado na terra e falhado.
Eles também denunciaram para os mais velhos do céu. Neste meio tempo um sacerdote de Ifá andarilho estava visitando Ifá, e ele parou pela casa de Obara Meji, que ofereceu elaborada hospitalidade para o visitante.
O nome do Awo era Eroke Ule Abiditirigi, quando o homem fez a libação divinatória, alertou Obará que um mensageiro estava sendo enviado do céu para buscá-lo, foi avisado para dar um bode para Èşu e 1 cabra para Ifá. Não apenas fez o awo fazer os sacrifícios para Obara, mas fez também a tradicional marcação (Ono Ifá em yorúba e Odiha em Bini) para ele.
Ele preparou um remédio para ele tomar diariamente, durante cinco dias. Tiokan veio do céu para prender Obará Meji. Quando Tiokan voou no topo da casa de Obará, chamou-o para ir para o céu.
Em uma resposta encantacional Obara, lhe disse que seu pai antes de sua morte, estava partindo para o céu para responder a um chamado prematuro que havia levado Obará para longe deste mundo, e que seu pai lhe disse que não era para ele partir deste mundo até uma árvore chamada Aro em yorúba e Uruaro em bini produzir folhas, e que até as raízes de uma planta parasita chamada Afuma em Yorúba e OSE em Bini tocassem o chão e deixassem cair suas folhas. Obará Meji coletou as três plantas e as deu a Tiokan, para dar ao Rei da Morte, quem mandara para ele no céu.
Quando o Tiokan entregou a mensagem no céu para o Rei da Morte, ele ordenou que Obara Meji se perdesse na terra sem conhecer seu caminho de volta para o céu. Este é o porque se diz que Obara Meji viveu na terra por 260 anos e no final teve que pedir para Deus aceitá-lo de volta no céu.
Se as crianças de Obara Meji são capazes de preparar seu Ono Ifá, eles poderão viver até a idade avançada.

OBARA MEJI TRANSFORMA PRETO EM BRANCO.

O último maior teste sofrido por Obara Meji antes vendo a ribalta ocorrida, quando seus companheiros Awo o engabelaram para tomar bebida no palácio do Rei. Isto explica porque os filhos de Obará são proibidos de beberem qualquer bebida alcoólica.
Após beber ele começou a fazer pronunciamentos os quais ele não poderia corresponder. No meio das proclamações ele fez em seu estado de embriaguez é que ele poderia servir a cabeça de Olofen, visto que foi proibido para algum Awo fazê-lo então.
Ele também se gabou de que poderia lavar um pano preto e torná-lo branco. As proclamações de Obara Meji foram rapidamente reportadas ao Rei que o convocou para executar as proezas em 7 dias, falhando seria executado.
Chegando em casa, ele contou a sua mãe o que aconteceu no palácio do Rei, sua mãe gritou e chorou em desgosto, por ousar fazer cada elogio vazio, os quais ninguém havia feito anteriormente.
Ele explicou que tinha bebido quando fez as proclamações. A única pessoa acostumada a servir a cabeça do Olofen era um homem chamado Okete, havia também um homem chamado Aro, que era o único capaz de lavar o preto e deixá-lo branco. A mãe de Obara Meji foi tratar como amiga o segundo deles.
No sétimo dia o Olofen expôs 10 peças de pano preto e deu-as a Obará para limpá-los no rio e torná-las brancas. Antes de seguir para o rio sua mãe já estava esperando por ele. O Rei enviou mensageiros para acompanhá-lo e para verificar a operação. Quando o grupo chegou à mãe de Obara estava cantando para invocar Aro para aparecer. Quando o peixe Aro ouviu a música, se moveu para onde Obara Meji estava lavando o pano preto, tornando-o dele, engoliu-o e vomitou-o fora e estava branco neve.
Assim que Obara viu que o pano tinha se tornado branco, ele trouxe para fora escorrendo e mostrou ás testemunhas enviados pelo Rei para verificar a operação de lavagem. Todos eles se moveram em conjunto para o palácio e todos inclusive o Rei estavam atônitos pelo milagre executado por Obará Meji.
A próxima atividade era a cerimônia para servir a cabeça do Rei Olofen, o homem acostumado a servir a cabeça do rei anualmente era chamado Ewu-okete. Ele tinha a tradição de ir a sua própria divinação e sacrifício antes de executar o sacrifício anual para a cabeça de Olofen. Neste ano em particular tinha ido a divinação e recomendado a dar um Bode a Èşu. Ele falhou em fazer o sacrifício.
Quando chegou o momento para ele servir a cabeça de Olofen como sempre, a cerimônia falhou em se manifestar. O ponto culminante do festival foi invariavelmente pela roupa com a qual a cerimônia foi feita para se transformar em branca.
Tendo em vista o sacrifício que Ewu-Okete se recusou de fazer para Èşu, a roupa preta se recusou a modificar a sua cor para branco. Estava claro que aquele festival foi um fracasso e o sacrifício para a cabeça não aconteceu. Normalmente o festival da cabeça de Olofen era invariavelmente seguido de paz, prosperidade e progresso para o Rei e o Reino. Mas após a cerimônia malograda da cabeça, as coisas naquele ano criaram dificuldades para o rei e o país.
Aquele foi o ano em que os filhos do rei estavam morrendo após jogar ayo com seus visitantes. Não haviam chuvas e comida, produtos agrícolas pegaram fogo. Houveram muitos casos de natimortos e mulheres grávidas que abortaram. Este era o resultado das coisas em Ifá, quando foi momento para outro festival. Ao passo que a procura era por uma nova pessoa para servir a cabeça do Olofen, Obara-Meji gabou-se de que poderia fazê-lo.
Antes de fazer alguma coisa a mãe foi à divinação e foi avisada a dar um bode a Èşu que foi feito imediatamente, subseqüentemente ela convidou Ewu-kete para ensinar seu filho o encantamento com o qual servir a cabeça do Olofen.

WONI KI OBA BORÍ OLOFEN
KORÍ OLOFEN FIN
KI OBARA BO AYA OLOFEN
KAYA OLOFEN GBA
KO FOWO KAN ALA
KO DI DUDU
OBARA BORÍ OLOFEN
ORÍ OLOFEN FIN
OBARA BOAYA OLOFEN
AYA OLOFEN GBA
OBARA FOWOKAN ALA
ALA DIDUN DUN.

Quando foi a hora de servir a cabeça do Rei, Obara o fez sem um transtorno acabando tocando o pano branco que ele trouxe do rio (Ala), e com auxílio invisível de Èşu, assim que Obara o tocou ele rapidamente se tornou preto. Aquilo foi o suficiente para indicar que os maus dias estavam no fim. O ano seguinte demonstrou ser muito próspero para o Rei e o País. Obara foi também amplamente recompensado.

OBARA - DEMONSTRA INGRATIDÃO PARA A MÃE.

Depois de ver Obará passar por todos estes processos e tribulações, ele acusou a mãe de estar flertando. A mãe ficou tão aborrecida que achou que era a hora de retornar para a casa de seus ancestrais. Antes de abandonar a sua vida ela declarou que desde então, a mão com a qual Okete serviu a cabeça de Olofen deveria ser utilizada para cavar a terra, o que o coelho faz até os dias de hoje. Ela proclamou que a roupa branca, a qual o de peixe Aro produziu, de hoje em diante, deveria ser usada para embrulhar o cadáver humano. Esta parte de Obara Meji é usada para causar grande devastação quando há justificação para tal.
Não é possível entrar em detalhes disso neste livro.

OBARA MEJI GANHA UM TÍTULO DE CHEFIA.

Seguindo a morte de sua mãe, ele tinha que aprender a tomar conta de si mesmo. Ele tinha paradode beber e já não estava tão em posição de fazer declarações e proclamações que o apanhassem em problemas.
Ele tinha aprendido de sua mãe as virtudes e sacrifício. Quando ele, entretanto descobriu que apesar de todas as suas façanhas, ainda era muito pobre, resolveu por fim aos seus problemas. Então convocou um Awo chamado Ishe toon shemi ko ni sha Alarin ni Ògún (Não há pobreza que não tenha fim), e foi recomendado de fazer sacrifício para seu Ifá, com uma cabra, obi, melão, sua capa e fazer um banquete de inhame pilado com a carne da cabra. Também era para ele dar um bode para Èşu. O Awo também avisou que não deveria ir a lugar algum no dia que era para fazer o sacrifício.
Neste ínterim, o rei convocou ele entre outros awo, para ir ao seu palácio para uma competição especial de divinação. O awo lhe disse para fazer o sacrifício naquele dia, mas não responder a convocação do rei.
Então ele fez o sacrifício para seu Ifá, mas não poderia achar um barril de Obi e Melão (elegede ou kakamisi em yorúba e eyen em bini). Ele também deu um bode a Èşu.
Quando os outros awo vieram para chamá-lo a responder a convocação do rei ele recusou-se a acompanhá-los porque estava fazendo um sacrifício especial para o seu Ifá.
Quando os awo chegaram ao palácio do Rei, pediu a cada um deles para revelar o conteúdo de uma sala, a qual ele tinha trancado no palácio. Um após o outro awo tentou, mas não puderam revelar o conteúdo da sala. Então veio um awo chamado Oguega que revelou que a sala tinha 201 pessoas que era a resposta correta.
O Rei então entrou e deu de presente uma cesta de obi e um melão para cada um dos awo. Ele também enviou a parte de Obará Meji apesar de sua ausência.
Os awo tinham esperado um longo tempo no palácio de Olofen sem terem nenhuma comida e bebida portanto estavam muito famintos. Em seu caminho para casa, decidiram chamar por Obara Meji, quem nesse ínterim, tinha colocado um enorme banquete na mesa, com inhame pilado e carne de cabra. Como se a refeição fosse a resposta de suas preces, todos sentaram, comeram, beberam
para a alegria de seus corações. Quando Obará Meji perguntou o que Olofen lhes deu, todos lhe responderam que receberam obi, melão e também lhes deu a sua própria parte, com o que ele ficou muito feliz, porque eles eram os dois materiais que faltavam para completar o sacrifício para seu Ifá.
Quando os outros perguntaram porque ele estava tão feliz, com tais presentes ostensivamente sem valor, ele replicou que eram os materiais usados para fazer o sacrifício para o seu próprio anjo guardião.
Com aquela observação, todos os awo entregaram seus próprios presentes de obi e melão para ele.
Tanto que poderia ter um bom estoque delas. Antes de deixá-lo, eles o informaram que Olofen queria a todos para visitá-lo mais uma vez em 8 dias. Após a partida dos awo ele serviu sua cabeça e seu ifá, com alguns dos melões e cestas de obi, mas quando os cortou abrindo com uma faca, ele descobriu que longe de conterem obi e sementes de melão, cada um delas estava repleto com os mais variáveis tipos de tesouros, indo do dinheiro para contas e etc. De jóias que ele juntou das cestas, foi capaz de costurar uma toga de contas, um par de sapatos de conta e um chapéu de contas para ele mesmo e um traje para um cavalo, que separou neste meio tempo para o seu próprio uso.
No oitavo dia quando haveriam de ver o Olofen mais uma vez, ele quis ter a certeza de que seria a
última pessoa a chegar no palácio do rei.
Antes do encontro, Olofen havia decorado o trono semelhante ao seu, para sentar o homem mais bem vestido na ocasião. Quando os awo começaram a chegar, nenhum deles teve coragem de ocupar o trono especial ao lado do rei. Todos tomaram seus assentos nas laterais da sala. Quando Oguega o vencedor da última disputa chegou à sala em sua roupa esfarrapada, ele se sentou no chão que é onde é feita a divinação até hoje.
Finalmente Obara-Meji chegou com uma comitiva de pajens acompanhando-o. Após oferecer o tradicional agradecimento ao Olofen, olhou em volta e viu o trono decorado ao lado do rei e foi direto para sentar nele. Tão logo todos estavam sentados, Olofen lhes perguntou o que eles fizeram com o melão e a cesta de obi que ele deu a cada um deles depois do último encontro.
Um após o outro responderam que visto que eles não eram dados a comer estas coisas, deram para Obara-Meji de quem era alimento básico.
Olofen então como Obara Meji veio com seu vestido real, o rei então retirou seu instrumento de autoridade Aşé, e chamou Oguega que a despeito de ser o vencedor do teste de Olofen de 8 dias antes, foi sua ignorância que o manteve na pobreza e o fez sentar no chão. Ele então amaldiçoou que Oguega que sempre viveria na pobreza e em trapos. Finalmente ordenou que Obara-Meji crescesse sempre acima de seus colegas e seria bem sucedido nos tronos e prosperidade.

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