terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ITANS DE OWANRIN - MEJI

OWANRIN-MEJI TESTA SUAS MÃOS NA AGRICULTURA.

Ele foi um fazendeiro de sucesso. Comparando sua experiência no comércio, ele registrou uma colheita impressionante. Um ano ele teve uma colheita de inhame muito produtiva e quando os inhames estavam sendo estocados, teve um desacordo com sua mãe. Quando ela dividiu o celeiro de inhame entre suas duas esposas e sua mãe, a última reclamou do tamanho do celeiro repartido para as esposas. Ele tinha duas esposas, que desconhecido dele, eram ambas feiticeiras. Sua mãe tinha freqüentemente acusado-o de dar mais atenção para suas esposas do que para a mãe que o trouxe ao mundo. A repartição do celeiro de inhame reacendeu os ressentimentos da mãe e ela novamente queixou-se dolorosamente.
Na desordem resultante, ele empurrou sua mãe que irrompeu em lágrimas acusando-o de bater nela.
Ela deixou a fazenda e chorou todo o caminho para casa.
Quando ela chegou à cidade, encontrou a reunião das mais velhas na sala da cidade. Elas perguntaram-lhe porque estava chorando e ela explicou que seu filho tinha batido nela na fazenda por causa de suas esposas. Entre as mais velhas da cidade estavam alguns dos inimigos mortais de Owanrin-Meji, que também pertenciam ao culto das feiticeiras. Elas vinham procurando em vão encontrar falha com ele como desculpa para condená-lo na associação das feiticeiras.
Normalmente, a norma da associação é que nenhuma vítima é punida sem o benefício de julgamento justo e sentença.
Na verdade é bom saber que não importa, entretanto quantas feiticeiras talvez odeiem uma pessoa, elas não desferirão ataque até que a pessoa tenha sido julgada e estabelecida a culpa. Enquanto a pessoa não pode ser acusada e condenada, elas não tocarão nele. Neste caso, sua própria mãe tinha fornecido a questão prima facie contra ele.
Desconhecido dele, suas duas esposa a muito trabalhavam em conjunto com seus inimigos no clube das feiticeiras para destruí-lo, mas ele havia se abstido de propiciar-lhes alguma justificativa para fazê-lo.
A seguir a queixa pública levantada contra ele por sua mãe - o que se esclarece porque é importante para as pessoas resistir à urgência de tornar público seu ressentimento doméstico, por recear que algum ouvinte mal intencionado talvez os ampliasse no mundo das feiticeiras - a questão foi apresentada na próxima reunião.
Durante as deliberações, suas duas esposas confirmaram a alegação de sua mãe e ele foi
sumariamente julgado e condenado. Alvejado na ausência, porque ele mesmo não era um feiticeiro.
Ele foi apontado para ser morto. Naquela noite, entretanto, seu Ifá deu-lhe em seus sonhos, uma visão esotérica de seu julgamento e sentenciamento. Apavorado pelo sonho ele consultou Ifá na manhã seguinte, se o sonho assinalava a aproximação de perigo, e então foi confirmado. Ele foi avisado a dar um bode a Èşu imediatamente e abster-se de ir à fazenda no dia do descanso e culto, até nova ordem, para evitar cair vítima em uma conspiração desleal. Ele fez o sacrifício.
Nesse meio tempo, uma de suas esposas sugeriu que eles fossem à fazenda no próximo dia de descanso, porque não havia gêneros alimentícios em casa. Aquele era o dia em que ele estava se propondo a fazer o sacrifício.
Ele disse à esposa que ele não estava em condições de deixar a casa naquele dia, porque estava indo fazer um sacrifício. Quando aquela trama cambaleou, imediatamente seus inimigos adotaram outra estratégia. Eles convocaram-no e disseram que já que ele freqüentemente ia a floresta para apanhar folhas para sua prática de Ifá, deveria ser iniciado no culto secreto (ORO) da floresta. Ele concordou em ser iniciado e foi avisado a ir juntamente com um galo, giz branco, pena de papagaio e pimenta, na floresta para a cerimônia de iniciação. Era para ele ser conduzido vendado ao altar de culto de Oro. Ele imediatamente consultou Ifá por um conselho e ele foi avisado a das outro bode a Èşu, quem impediria a mórbida trama da cidade e ele já estava pronto para a cerimônia e iniciação ao culto de Oro.
No dia indicado, o sacerdote chefe do culto conduziu-o em uma procissão noturna da cidade em direção ao altar da floresta, no meio de um toque de recolher em toda cidade. Logo que eles deixaram os sacerdotes da cidade, foi lhe dito para parar e sua venda foi removida. Eles avisaram no para esticar suas mãos para tocar o céu. Ele respondeu que as mãos de uma criança não podiam
esticar para tocar o céu. Depois foi lhe dito para fechar seu punho e colocá-lo na boca de uma cabaça. Ele respondeu novamente que o punho de um adulto não poderia entrar na boca de uma cabaça.
Foi então lhe dito que nenhum neófito para o culto, que falhou em executar as duas proezas, jamais retornou para casa vivo. Ele foi imediatamente empurrado para frente aparentemente para ser sacrificado ao altar. Nesse meio tempo, Èşu estava posicionado para intervir, tendo instalado um obstáculo invisível no chão contra o qual ele bateu seu pé, machucando-se, e desapareceu invisivelmente. Ele miraculosamente se encontrou em sua casa.
Enquanto ele estava cuidando o ferimento, observou que os homens do altar, seguiram-no até sua casa, aonde encontraram sua mãe e perguntaram-lhe pelo seu paradeiro. Ela lhes disse que ele estava indisposto. Eles a pressionaram e ordenaram-lhe apresentar seu filho, porque foi ela quem precipitou a retaliação, queixando-se na cidade que ele tinha batido nela na fazenda. Eles lhe disseram que como resultado de sua acusação, o filho tinha sido apontado para a execução ritual.
Ela então se ajoelhou para implorar-lhes para não executar seu filho, porque ela o tinha perdoado.
Em vista de seus apelos apaixonados, eles lhe disseram para convencer o filho a apresentar uma cabra para ser sacrificada na sala da cidade para um banquete para os mais velhos. Após o banquete, eles até insistiram que Owanrin-Meji deveria ser apropriadamente iniciado na Floresta de Culto, já que ele tinha visto parte dos segredos do altar. A cerimônia foi completada em seguida, sem nenhum incidente e lhes deram uma pena de papagaio para usar de tempos em tempos, como um status de associação.
Por fim, eles revelaram-lhes que suas duas esposas foram às cúmplices que instigaram o culto de feiticeiras contra ele, apesar de que o catalisador foi à denúncia de sua mãe.
No entanto, foi sua mãe quem também apelou por sua vida.
Os feiticeiros então pegaram uma de suas esposas, na sua própria mentira e a mulher conseqüentemente morreu em seu sono. Ele por fim fez o mesmo com a segunda esposa.
Quando este Odu surge durante uma cerimônia de iniciação, a pessoa será alertada a nunca maltratar sua mãe e tomar cuidado com suas duas primeiras esposas, se ele é casado, ou seus dois primeiros casamentos, porque as mulheres são provavelmente feiticeiras. Ele também deverá ser avisado a não se permitir ser iniciado em nenhum culto secreto, a menos que ele faça o sacrifício solicitado.

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O Culto Tradicional Yorùbá, vem resgatar nossa cultura milenar, guardada na cabaça do tempo.