quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

ELE TAMBÉM FEZ DIVINAÇÃO PARA DOIS PESCADORES:

COMO ÒGÚNDAMEJI RECEBE O CODNOME DE ÒGÚNDA-JA-MEJI

Havia dois amigos que eram sócios no negócio de lago artificial para peixes.Um deles chamado Oni tinha o lago enquanto o outro chamado Ooni tinha o instrumento ou a vara de pescar o peixe.
Oni Nubu, Enugha
OoniNugba, Enubu
Ambos foram à divinação com Ògúndameji e ele os avisou a dar um bode a Èşu. Eles o fizeram.
Depois disso, foram ao lago, mas capturaram um único peixe grande. Oni o proprietário do lago insistiu em ficar com o peixe porque ele possuía o lago. Ooni a proprietária da vara argumentou que sem seu instrumento, não teriam capturado o peixe. Ele também insistiu que se dava o direto de ficar com o peixe. Uma violenta discussão estava feita. Ao mesmo tempo, Ògúnda Meji foi alertado por Èşu a ir na direção do lago. Ele encontrou os dois amigos lutando e foi capaz de apaziguar a questão deles declarando que ambos tinham o direito a uma parte da caça.
Ele então usou um cutelo para repartir o peixe em duas metades iguais da cabeça ao rabo, dando uma metade para cada um deles, Ambos então ficaram satisfeitos. Assim foi aonde ele obteve seu codinome de Ògúnda ja eja meji em resumo, Ògúnda ja Meji, que é , Ògúnda que dividiu um peixe em duas metades iguais.

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

Foi um dos seus seguidores chamado Ala boun boun lofo kpiriri kparara, quem fez divinação para ÓGÚNDÀ - MEJI quando ele sem saber seduziu Epipayemi, a esposa clara do Rei da Morte. Ala boun boun era na realidade o marimbondo, que alertou Ógùndá meji para evitar ter alguma coisa a com a mulher amarela, que estava para ser a Rainha da Morte. Entretanto foi avisado a dar um bode a Èşu, o que se recusou a fazer porque não tinha intenção de ter nada a com a mulher amarela do Rei da Morte.
Não muito tempo depois, o Rei da Morte enviou sua esposa Epipayemi com uma bolsa de dinheiro para comprar um bode para ele no mercado de Oja-Ajigbomekon Akira. Ao mesmo tempo, Ógùndá meji, tinha pensado melhor, e resolveu fazer o sacrifício indo ao mercado para comprar ele mesmo o bode para uma oferecer a Èşu.
Quando Epipayemi chegou ao mercado, ela comprou um bode e uma quantidade de condimentos de cozinha, e deixou-os em sua barraca para olhar outra coisa no mercado.
Nesse ínterim, Ògúndá chegou ao mercado e descobriu que o único bode do mercado era o amarrado na barraca de Epipayemi. Ele não largou o bode com a determinação que o compraria de quem quer que fosse. Logo em seguida, Epipayemi chegou a sua barraca para encontrar um homem agarrado no seu bode. Ela estava irresistivelmente bela. Disse a Ògúndá que ela era a proprietária do bode, porque seu marido, o Rei da Morte, a tinha enviado ao mercado para comprá-lo.
A despeito desta revelação, Ògúndá forçadamente tomou o bode dela e o levou para sua casa.
Indomavelmente, a mulher não largou sua corda e combateu com Ògúndá até que chegaram a sua casa. Chegando a casa, ele usou o bode para fazer sacrifício para Èşu e declarou seu amor por Epipayemi. Agora estava anoitecendo e havia se tornado muito tarde para Epipayemi retornar para casa.
Ela não tinha opção a não ser passar a noite com Ògúndá que fez amor com ela durante a noite.
Contudo, ela o alertou das conseqüências de seus atos, porque estava certa de que Ògúndá não poderia suportar a fúria do seu marido.
Na manhã seguinte, quando Epipayemi fracassou em retornar para casa, Morte começou a questionar o povo que foi ao mercado no dia anterior, no porque sua esposa não retornara para casa.
Eles explicaram-lhe que a viram combatendo sobre o bode com um homem negro conhecido por ser um dos filhos de Ọrúnmilá.
Morte então enviou dois mensageiros a Ògúndá para alertá-lo que por seduzir sua esposa, estava indo dentro de sete dias para tratar com ele.
Foi naquele momento que ele se recordou o que o marimbondo lhe disse na divinação sobre o risco de seduzir a esposa do Rei da Morte. Sabendo que estava indefeso em face do castigo que o aguardava, decidiu resignar-se e a se lamentar parando de comer qualquer comida.
No quinto dia, Osonyin, o irmão divino de Ọrúnmilá decidiu visitar Ògúndá. Chegando a casa de Ógùndá meji, o encontrou recluso aguardando a morte. Osonyin lhe disse para arranjar coragem e firmar se.
Ele se ofereceu para ir e confrontar Morte.
Osonyin pediu a Ògúndá para se vestir com o que ele usava para se transfigurar, assim como seu bastão de divinação (Uroke) e seu boné. Ele vestiu a roupa e o boné, segurando o bastão em sua mão. Quando Osonyin chegou à casa de Morte, ele rapidamente reconheceu a casa porque era lavada diariamente com sangue humano.
Ao entrar na casa, sentou-se na sala de entrada e exigiu ver o Rei da Morte porque ele tinha vindo lhe prestar visita. Quando foi dada a descrição do visitante ao Rei da Morte, ele soube que fora Ógùndá meji quem enviara Osonyin para ir e provocá-lo. Irado, Morte deu instruções para o visitante ser preso, executado e esquartejado em pedaços pequenos.
Os seguidores da Morte pegaram Osonyin e surraram-no e cortaram-no em pequenos pedaços e peças. A pedido de Morte, os pedaços do corpo de Osonyin foram espalhados na encruzilhada.
Em tempo, seus executores voltaram para a casa e Osonyin estava sentado placidamente esperando por eles. Assim que o viram, ele insistiu que não desperdiçassem seu tempo porque ele veio ver o Rei da Morte. Estáticos com o susto e pasmos, os mensageiros reportaram a Morte que o visitante estava de volta na casa antes deles e depois que eles haviam matado-o e esquartejado em pedaços.
Morte ordenou-lhes para matá-lo novamente e atirar seus pedaços no rio para alimentar aos peixes.
Mais uma vez, eles mataram e esquartejaram seu corpo em vários pedaços pequenos e lançaram-nos no rio. Quando retornaram para casa para informar a realização da missão, encontraram Osonyin novamente na sala neste momento soltando fumaça porque era muito difícil ver o Rei da Morte. Ele indagou se o Feroz Morte estava com receio de ver uma divindade mais nova.
Quando informaram Morte de sua misteriosa ressurreição, ele lhes disse para cortá-lo mais uma vez, cozinhar os pedaços e jogá-los no incinerador para serem queimados até cinzas. Mas antes que eles retornassem para casa, Osonyin mais uma vez estava aguardando-os na sala esbravejando que entraria de penetra se Morte continuasse se recusando a vê-lo.
Sem saber exatamente o que fazer dele, Morte enviou seus mensageiros para pedir a Osonyin para dizer a seu irmão que ele havia cedido Epipayemi para ele em paz. Quando eles narraram a mensagem a Osonyin, ele berrou que para não criar uma confusão no céu, Morte deveria enviar um de seus mensageiros para acompanhá-lo a entregar a mensagem para seu irmão. Morte imediatamente concordou e enviou um de seus guarda-costas para acompanhar Osonyin e levar a mensagem a Ògúndá.

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

OS TRABALHOS CELESTES DE ÒGÚNDA-MEJI.

Ele fez divinação para o tigre com este encantamento – Onose muroko nijo to onlo oko ode - quando o tigre quis começar a caçar. Ele avisou ao tigre para fazer os seguintes sacrifícios, dar um bode a Èşu, e servir Ifá com 1 galinha, peixe e rato para que fosse capaz de caçar com sucesso. O sacrifício era necessário para evitar caçar em vão, ou sofrer um atraso chamado (amubo) em Yorùbá e osobonomasunu (em Bini). Ele se recusou a fazer o sacrifício e no dia seguinte partiu para a floresta para caçar. O tigre tinha dois aspectos. Quando algum objeto celeste caia atrás dele, ele instintivamente corria longe em pavor. Em segundo lugar, quando ele pula sobre algum animal que tenha matado, é proibido de comê-lo. Chegando a floresta, ele viu um antílope e matou-o bebendo o seu sangue. Assim que deixou o antílope cair no chão, ouviu o som de um galho de árvore que caiu sobre ele. Por esse susto ele saltou sobre o antílope e largou imediatamente.
Em seguida ele matou um antílope preto chamado em Yorùbá de Edu e Oguonziran em Bini. Mais uma vez, o pesado o conjunto de frutas maduras pendeu da árvore sobre ele que saltou sobre a presa, deixando-a para trás. Nesse momento, o tigre estava ficando cansado e com fome, não tendo comido nada desde manhã. Quando o sol estava para se por ele estava se preparando para ir para casa quando viu um veado. Ele novamente teve sucesso em matar o veado, mas justo antes de tentar pegá-lo, um monte de frutas de palmeira caiu no chão atrás dele e ele novamente pulou sobre o veado tendo que abandoná-lo. Ele ficou desesperadamente frustrado e foi para casa. Èşu era obviamente responsável por seu infortúnio incomum.
Em seu caminho para casa avistou um coelho e perseguiu-o até que o coelho entrou em seu buraco.
Quando o coelho estava entrando no buraco, o tigre segurou-o em sua cauda e começou a puxá-lo.
Mas o coelho prendeu suas garras no buraco com tanta firmeza que o tigre só conseguiu apenas esfolar a traseira exposta do coelho. O coelho então se arrastou livre em segurança para o buraco.
Este é o porquê à parte de trás do coelho é branca até hoje, o qual o distingue de todos os outros animais mamíferos do seu tamanho. Este último incidente levou o tigre a fazer relação entre seu fracasso em fazer sacrifício e sua expedição de caça frustrada. Chegando a casa, informou sua aventura infrutífera. Para determinar a veracidade da sua estória uma equipe de busca foi à floresta e realmente viu e trouxe para casa os três animais mortos pelo tigre. Os animais foram trazidos por Ògúnda-Meji. Foi então que ele foi a Ògúnda-Meji para fazer os sacrifícios.
Após fazer os sacrifícios ele foi à floresta no dia seguinte e matou um veado o qual trouxe para casa sem nenhum incidente. Desde então, o tigre se tornou um caçador habilidoso e foi expressar a sua gratidão a Ògúnda-Meji.


ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA A BOA.

Após criar as varias espécies das famílias das cobras, Deus distribuiu armas para cada uma delas em forma de veneno, mas esqueceu de dar alguma para a Boá, que é chamada em Yorùbá Oka e Aru em Bini. A Boá começou a se queixar porque ele carecia de armas com as quais capturar a comida. Ele então foi a Ògúnda-Meji para divinação para auxiliá-lo no que fazer para sobrepujar suas dificuldades. A flecha foi um dos sacerdotes empregados que moravam com Ògúndá-Meji e foi ele quem fez divinação para Boa. O nome completo da flecha era Okofi doo, Oko reyin ya bo olooko - Odafá fun oka, elewu - obobo, significando a flecha com a qual a Boá mata um animal envolvido pelo seu estômago. A Boa era descrita como um réptil de pele de veludo.
O Awo avisou-o para fazer sacrifício com três flechas minúsculas, obi, e 1 galinha. Ele trouxe os materiais no dia seguinte e o Awo usou a galinha para servir Ifá por ele. Com o sangue da galinha, folhas e Iyerosun, o Awo preparou uma poção medicinal para ele beber. Ele também foi avisado para ir com os obis e servir sua cabeça com eles na estrada. Ele foi deixar a parte dos obis num escondido na estrada e se escondeu em um arbusto próximo para espiar alguém que furtaria os obis.
Ele estava para pegar nas três flechas. Foi avisado pelo risco de seu temperamento incontrolável, o que explica o porquê a Boa permanece a cobra mais paciente até os dias de hoje. Aquele dia coincidiu com o dia em que Deus estava indo fazer parte de um encontro das divindades o qual tradicionalmente começava com a quebra de obi. Deus se esqueceu de trazer alguns obis quando ele saiu de casa. Ele estava acompanhado pelo seu servo favorito, o coelho que carregava sua sacola divina (Akpeminijekun ou Agbavboko). Quando Deus viu a parte na estrada ele pediu ao coelho para juntá-la. Foi auxiliado a ver que continha obi os quais ele se esqueceu de trazer de casa. Quando os obis estavam sendo colocados na sacola divina, a Boá saiu perguntou por que Deus também pegaria sua comida quando ele havia se esquecido de lhe dar algum veneno. Ele se queixou que tinha sido prejudicado porque carecia de armas com as quais capturar sua comida.
Deus imediatamente simpatizou com ele e explicou que não esqueceu. Avisou ao coelho para expor tudo o que resta se na sacola divina, e ele saiu com um aşe. A Boá tinha explicado que Ọrúnmilá preparou 3 flechas para ele e Deus pegou as 3 flechas e abençoou-as. Deus ordenou a Boá para abrir sua boca engoli-las e lhe disse que todas as vezes que ele visse alguma vítima, as flechas sairiam automaticamente para suas narinas e as lançaria em sua vítima. Não era para ele correr sobre sua vítima, mas aguardar no local, para se voltar para ele. Então engoliria a vítima e as flechas retornariam para seu estômago para uso posterior. Antes de partir, Deus apresentou o coelho para ela e advertiu para nunca usar suas armas no coelho. Quando Deus chegou à rua da conferência, descobriu que eles haviam deixado a sacola divina para trás no lugar aonde ele deu armas para Boá.
Deus ficou relutante em despachar o coelho para pegar a sacola, por medo que a Boá faminta talvez posse impulsionada a usar as novas armas adquiridas nele. Mas o coelho assegurou a Deus que ele coletaria discretamente a sacola sem provocar a Boá.
Quando o coelho chegou lá começou a provoca a Boá. Acusou-a de ser preguiçosa por aguardar no local, quando deveria estar se movendo ao redor para procurar por comida. O coelho provocou a Boá atormentando tanto que até mesmo começou a puxar a cauda da Boá, a qual era proibido.
Vencido pelo temperamento, as flechas em seu estômago se moveram para suas narinas e ele lançou-as à vontade para atingir o coelho, que então rapidamente removeu a sacola divina e correu de volta para encontrar Deus na conferência. Quando o coelho voltou para Deus informou que ele tinha sido atacado pela Boá. Deus disse ao coelho que ele tem provocado muito a Boá para ficar sujeito a sua fúria e avisou o coelho que sua real proclamação era que ele (o coelho) retornaria para a Boá para morrer. O coelho voltou com grande esforço para aquele local e morreu assim que chegou lá e a Boá o engoliu. Este incidente assegurou a Boá que a arma dada a ele por Deus era
efetivamente eficaz. Ele então ficou muito feliz.
No final do encontro, Deus teve que carregar sua sacola para casa ele mesmo. Chegando ao local aonde a Boá se assentava ela instantaneamente se prostrou para agradecer-lhe pela assistência dada.
Deus, entretanto perguntou-lhe por contrariar sua ordem de não atacar o coelho, seu servo, e a Boá explicou como provocada. Deus falou-lhe que estava preparado para perdoá-la naquela ocasião porque ela agiu sobre provocação.
Deus, entretanto proclamou que desde então, a própria Boá morreria no mesmo dia em que ele atacar-se e matar-se um coelho. Desde então nomeou o esquilo para estar narrando a localização da Boá como um sinal de aviso aos animais. Assim que Deus partiu, monte de esquilos cercou a Boá e começou a gritar para ela com estas palavras:
Okaa reeoo - Elewu obobo
Waa wooo - Elewu obobo
Desde aquele dia o esquilo tem se tornado o mais duro inimigo de Boá.

ITANS DE ÒGÚNDA-MEJI / ÒGÚNDA JA MEJI

Ògúnda Meji foi um dos mais poderosos divinadores, tanto no céu como na terra. Ele era considerado por ter a força de Ògún e a inteligência de Ọrúnmilá em seu trabalho. Foi ele quem revelou a estória da segunda tentativa de fazer as divindades colonizar a terra. Obara Bodi um dos discípulos de Ọrúnmilá revelará mais tarde os detalhes da primeira tentativa de colonizar a terra e como foi fundada.
ÒGÚNDA-MEJI
I      I
I      I
I      I
I I    I I
Ògún, a divindade do ferro e a mais velha das divindades criadas por Deus era também fisicamente mais forte que todas as 200 divindades. Ele freqüentemente era referido como o Desbravador de Caminhos, porque guiou a segunda missão de reconhecimento do céu para a terra. Diz Ògúnda- Meji, que foi por conta dos atributos físicos de Ògún que Deus apontou-o para abrir uma trilha para a segunda habitação na terra. Ele era conhecido por ser egocêntrico vaidoso e quase nunca consultava alguém para aconselhar-se.
Ele confiava quase que exclusivamente em suas habilidades produtivas e força física. O que explica o porquê não se incomodou em ir à divinação ou consultar alguém quando foi indicado por Deus para empreender a tarefa de estabelecer habitação na terra.
Assim que recebeu de Deus a ordem de prosseguir, ele o fez quase que imediatamente. Deus lhe deu 400 homens e mulheres para acompanhá-lo na missão. Chegando a terra, não demorou em descobrir as conseqüências de não fazer os preparativos adequados antes de virem do céu.
Seus seguidores mortais logo ficaram com fome, e exigiram comida. Já que vieram para o mundo sem nenhum suprimento, ele apenas poderia recomendar-lhes a cortar gravetos de uma floresta próxima para comer. O processo de se alimentar com gravetos não os satisfez e logo seus seguidores começaram a morrer de fome. Apreensivo por perder todos os seus seguidores por inanição decidiu retornar para o céu e comunicar o Pai Todo Poderoso que sua missão era impossível.
Em seguida Deus convocou Olokún, a divindade da água para guiar a segunda missão para a terra.
Ele também é igualmente orgulhoso e cheio de alto confiança. Também lhe foi dado 200 homens e 200 mulheres para acompanhá-lo. Ele também não fez nenhuma consulta nem divinação com os mais velhos celestes antes de vir para a terra. Chegando ele também não teve indício de como alimentar seus seguidores. Ele apenas pediu-lhes para beberem água quando ficassem com fome. Já que a água não podia alimentá-los com eficiência, começaram a morrer de fome. Logo em seguida, ele também retornou com seus seguidores que sobreviveram ao céu para informar o fracasso de sua missão. Deus então convocou Ọrúnmilá, acompanhado por 200 homens e 200 mulheres para
estabelecer uma habitação na terra. Ọrúnmilá ponderou se ele poderia ter sucesso na missão a qual tinha desafiado os esforços dos mais velhos e das divindades mais fortes como Ògún e Olokún.
Deus persuadiu-o a fazer o seu melhor, porque era necessário despovoar o céu, estabelecendo uma habitação satélite na terra. Seu servo fiel Okpele avisou Ọrúnmilá a não recusar a tarefa porque com as preparações adequadas, ele estava convencido que o sucesso o aguardava.
Com as palavras de persuasão de seu Okpele favorito, Ọrúnmilá concordou em partir na missão, mas apelou a Deus em lhe dar a indulgência para se preparar em alguns dias antes de partir.
Ọrúnmilá implorou as divindades mais velhas do céu para assisti-lo no planejamento de sua missão.
Eles lhe garantiram que ele teria sucesso em estabelecer uma habitação na terra. Ògúnda-Meji, um de seus próprios filhos pediu-lhe seis cawries e avisou-o para coletar um de cada dos animais e plantas comestíveis no céu, para a missão. Ele também avisou para dar um bode para Èşu e apelar para Èşu segui-lo para a terra na missão.
Após fazer todos os sacrifícios prescritos, ele foi finalmente liberado por Deus. Antes de partir implorou a Deus para permitir que Ule, (Owa em Bini) a divindade da habitação, fosse com ele.
Mas Deus lhe disse que não era Sua intenção divina despachar duas divindades para terra ao mesmo tempo, já que Ele pretendia mandá-las uma após outras. Deus, entretanto assegurou a Ọrúnmilá que ele teria sucesso na terra, e enviaria seu servo Okpele para voltar ao céu e buscar Ule (Owa), para auxiliá-lo. Ele então partiu para a terra.
Tão logo Ọrúnmilá partiu, Èşu foi contar a Ògún que Ọrúnmilá estava viajando para terra pela rota a qual ele (Ògún) estabeleceu. Ògún imediatamente foi bloquear a rota com uma espessa floresta.
Quando os partidários de Ọrúnmilá se aproximaram da floresta, não sabiam o que fazer. Ele enviou o rato para procurar um caminho através da floresta. Antes que o rato retorna-se, Ògún apareceu a Ọrúnmilá e interrogou-o pela ousadia em prosseguir para a terra sem informá-lo. Ele, entretanto explicou que havia enviado Èşu para informá-lo e quando Ògún relembrou que foi Èşu quem realmente avisou-o, imediatamente limpou a floresta para Ọrúnmilá prosseguir em sua jornada.
Antes de deixá-lo, Ògún avisou Ọrúnmilá que apenas outra obrigação ele lhe devia, era alimentar seus seguidores com os gravetos da mesma forma que ele fez, e então Òrúnmìlá prometeu fazer.
Nesse meio tempo, Èşu também informou a Olokún que Ọrúnmilá estava em seu caminho para a terra para ter sucesso aonde eles falharam. Olokún reagiu provocando um largo rio para bloquear o avanço. Quando Ọrúnmilá veio à margem do rio, despachou um peixe para procurar uma passagem através do rio. Enquanto aguardava pelo retorno do peixe, Olokún apareceu e interrogou-o porquê ele ousou embarcar em uma viagem para a terra sem obter sua permissão.
Ọrúnmilá explicou que longe de desdenhar Olokún, ele tinha na verdade enviado Èşu para informá-lo de sua missão na terra. Quando Olokún compreendeu que Èşu tinha vindo a ele, retirou a água para Ọrúnmilá prosseguir em sua jornada. Contudo alertou Ọrúnmilá que ele estava sob a obrigação divina de alimentar seus seguidores como ele (Olokún), com água. Ọrúnmilá prometeu acatar o conselho de Olokún. Sem mais obstáculos em seu caminho, Ọrúnmilá prosseguiu sua jornada.
Chegando ao mundo, ele rapidamente avisou a todos os seus seguidores masculinos para limpar o mato e construir cabanas temporárias cobertas com esteiras (Aghen). Quando aquela tarefa foi completada, retiraram os produtos agrícolas e sementes que ele trouxe para seus seguidores plantarem no mato que tinham limpado. Ao anoitecer todos eles se retiraram para dormir em suas cabanas. Èşu, que tinha recebido um bode antes da missão partir do céu, foi trabalhar nas sementes plantadas e nos animais. Quando eles levantaram ao amanhecer, descobriram que todos os produtos agrícolas tinham não apenas germinado, mas tinham produzido frutos, prontos para a colheita. Estes incluíam inhames, plantações, milho, vegetais, frutas, etc. Ao mesmo tempo toda a criação que eles trouxeram do céu tinham se multiplicado durante a noite. Aquele foi o primeiro milagre operado por Ọrúnmilá na terra, como uma manifestação direta dos sacrifícios que ele fez antes de vir do céu.
Quando seus seguidores então pediram por comida antes de se lançarem ao trabalho rotineiro do dia, ele lhes disse, em respeito à injunção de Ògún, para cortar gravetos do mato ao lado para comer. Eles fizeram como lhes foi dito. Após mastigarem os gravetos por um longo tempo, lhes disse para beberem água como ele foi advertido em fazer por Olokún. O processo de acatar as instruções dadas a ele por Olokún e Ògún é seguido até os dias de hoje por toda a humanidade, por meio da rotina de começar o dia com a mastigação de gravetos ou escovação dos dentes e enxaguando a boca com água.
Tendo atendido aos desejos de seus mais velhos, Ọrúnmilá disse ao seu povo para se alimentar com os animais e plantas que abundavam no povoado. Eles tinham sucesso em preparar o terreno para uma habitação permanente na terra. Satisfeito que nada então ficou em seu caminho para o sucesso na terra, Okpele propôs a Ọrúnmilá que era hora de enviá-lo para informar a Deus que a terra já estava adequadamente habitável o suficiente para Ule juntar-se a ele. Ọrúnmilá concordou, mas lhe disse que ele primeiro convocaria Èşu para acompanhá-lo na terra antes de pedir por Ule. Tendo prometido anteriormente acompanhá-lo assim que fosse convocado, Èşu imediatamente concordou
em acompanhar Okpele a terra.
Antes da chegada Ọrúnmilá pediu a seus seguidores para construir uma cabana para Èşu na entrada do povoado. Tão logo Èsù instalou-se em seus aposentos, Ọrúnmilá enviou um bode a ele. Ele ficou muito feliz em comer a sua comida preferida, a qual imaginou que não estaria disponível na terra.
Quando Okpele veio conferir se Èşu estava bem, o primeiro lhe disse-lhe para pedir a Ọrúnmilá para perdoá-lo por causa das dificuldades iniciais que criou antes do mesmo partir do céu, incitando Ògún e Olokún contra ele. Ọrúnmilá perdoou e implorou a Èşu para ficar na terra para ser seu posto de ouvinte, prometendo sempre alimentá-lo. Após aguardar em vão pelo fracasso de e retorno para o céu de Ọrúnmilá e seus seguidores, Olokún decidiu no céu retornar a terra para descobrir como a missão estava indo. Quando Olokún chegou a terra, encontrou Èşu que lhe disse que Ọrúnmilá tinha tido sucesso em tornar a terra habitável. Quando Olokún encontrou Ọrúnmilá, pediu-lhe para
perdoar por conta dos obstáculos iniciais criados por ele. Ọrúnmilá lhe disse que as desculpas não eram necessárias porque o sucesso não é gratificante sem dificuldades iniciais. Contudo Ọrúnmilá disse para Olokún concordar em viver com ele na terra. Ele então concordou em fazê-lo, mas insistiu que teria que ir ao céu para pedir ao Pai Todo Poderoso para permiti-lo retornar com seus seguidores. Olokún chegou ao céu e Deus permitiu-lhe retornar a terra com seus seguidores.
Quando Ògún ouviu que Olokún havia partido para acompanhar Ọrúnmilá na terra, ele também decidiu ir e ver as coisas por si mesmo. Quando Okpele viu Ògún partindo do céu para a terra, alertou Òrúnmìlá que imediatamente instruiu seus seguidores a dar outro bode a Èşu para evitar algum choque entre eles. Quando Ògún chegou, Èşu ainda estava comendo seu bode e estava muito ocupado para se incomodar. Ele simplesmente indicou a Ògún para seguir para onde Ọrúnmilá morava. Assim que Ọrúnmilá viu Ògún, se ajoelhou para cumprimentá-lo, sendo seu irmão mais velho. Ògún retribuiu a altura desculpando-se com Ọrúnmilá pelas dificuldades iniciais que criou para ele. Novamente Ọrúnmilá explicou que as desculpas eram desnecessárias porque sem aqueles problemas duros, provavelmente não teria tido indicio de como alimentar seus seguidores. Ọrúnmilá então persuadiu Ògún em ficar na terra com ele, porque sem ele (Ògún) era impossível para alguma tecnologia se desenvolver na terra. Ọrúnmilá explicou que sabia apenas fazer divinação, mas que não sabia como inventar ou fabricar. Sentindo-se lisonjeado, Ògún rapidamente concordou em retornar ao céu para ter permissão de Deus para voltar com seus seguidores para a terra. Ògún por fim retornou com seus seguidores.
Foi naquele estágio que Ọrúnmilá finalmente enviou Okpele para trazer Ule do céu. Quando Okpele narrou a mensagem de Ọrúnmilá para Deus, o Pai Todo Poderoso, instantaneamente convocou Ule para seguir para a terra para auxiliar Ọrúnmilá. Èşu foi novamente o primeiro agente que Ule encontrou chegando a terra. Èşu encaminhou-o para encontrar Ọrúnmilá em sua cabana. Longe de desafiar Ule como fez com Olokún e Ògún, Èşu implorou a Ule que ele sempre seria mais bem sucedido que seus irmãos mais velhos e sem ele ninguém teria satisfação completa na terra, porque ele era caracteristicamente paciente e inofensivo. Quando Ule encontrou Ọrúnmilá, prestou-lhe
respeito, fazendo-o capaz de vir e auxiliá-lo na terra. Ọrúnmilá retrucou proclamando com seu instrumento de autoridade (Aşe) que:
Se respeito lhe fosse prestado, seria sempre estendido a terra; Olokún sempre moraria na água tendo em vista o rio que usou para bloquear sua aproximação a terra, mas que ele seria o distribuidor de riquezas e prosperidade para a espécie humana; Ògún sempre seria usado para produzir grandes feitos, mas que ele próprio sempre trabalharia
agitadamente noite e dia e não teria paz de mente.
Ele então disse aos três para seguirem em seus caminhos em separado. Os três deixaram os aposentos de Ọrúnmilá. Eles mal haviam se movido para fora do aposento, quando subitamente Ule desfaleceu morto. Assim que caiu morto seu corpo desapareceu da vista e em seu lugar uma constelação de casas, prédios, e residências surgiram no chão. Desta forma, Ule tinha se transfigurado em casas respeitáveis para todos os habitantes existentes e futuros morarem. Ọrúnmilá rapidamente deixou sua cabana coberta de esteiras e foi para ficar no melhor e mais agradável aposento produzido para ele por Ule. Ògún ficou aborrecido e se recusou a ficar em qualquer um dos aposentos providenciados por Ule. Então construiu sua própria casa caindo aos pedaços, chamada izegede, a qual onde ele está até hoje.
O Olokún também se sentiu provocado e voltou-se para a água para constituir-se nos oceanos, mares e rios dessa terra. Os homens e as mulheres trazidos para a terra por Ọrúnmilá, Olokún e Ògún, logo começaram a casar entre si e multiplicar-se pelos quatro ventos desta terra. É importante relembrar que o fim da vida e reencarnação posterior dos seguidores que inicialmente vieram com Ọrúnmilá, Ògún, Olokún, e outras divindades tornaram-se os sacerdotes e filhos destas divindades até hoje e para a eternidade. Aqueles que desviaram o caminho do rebanho, ou que não foram privilegiados em descobrir sua família, são os homens e mulheres que passam por todos os tipos de
dificuldades na terra.
Neste estágio Okpele partiu para o céu, mas avisou a Ọrúnmilá para procurar por ele depois de algum tempo no caminho para a fazenda. Por fim transformou-se em uma árvore cujos frutos são usados até hoje para preparar o instrumento divinatório Okpele. Ele disse a Ọrúnmilá como usar as sementes que ele traria dali em diante para divinação.

ITANS DE OKONRON - MEJI

OKONRON MEJI TORNA-SE O GRANDE CHEFE DE ILAYE OKO.

Chegando a Ilaye Oko, ele desenvolveu uma sociedade secreta com os mais velhos sacerdotes da cidade, para fazer por ela o que eles não puderam fazer por anos de tentativas. Um daqueles Awo era chamado Ojikutu Ogbede Sorun - Orín gbere gbere kaaye.
O homem recomendou-o a fazer sacrifício com um bode para Eşu, 1 cabra para Ifá, 1 coelho para a noite e 1 galo para sua cabeça porque ele estava provavelmente para receber uma promoção. Foi avisado para tocar um tambor e dançar fora da sua casa. O Momento era véspera de escolha do chefe da cidade. Sendo um visitante ele nunca aspirou à chefia da cidade, mas ele fez sacrifícios mesmo assim.
Após executar o sacrifício, ele mandou as pessoas tocarem sinos e tambores, deu Uroke para suas esposas e todos eles dançaram até o raiar do dia. Todos os sacerdotes divinos da cidade levantaram se para participar da dança.
Na manhã, foi concluído que ele estava para ser o próximo grande chefe de Ilaye Oko e houve regozijo e júbilos gerais. Depois disso ele recrutou um número de subordinados sacerdotes de Ifá, que praticaram arte de Ifá em seu nome.

ELE FEZ DIVINAÇÃO PARA AKPON PARA SER POSSÍVEL TRAZER PAZ A IFÉ QUANDO ESTAVA EM GRANDE CONFUSÃO.

Novamente Ifé estava passando por uma carestia severa. Houve uma grande seca e todos os fazedores de chuva da redondeza tinham tentado em vão, procurar nuvens de chuva. Enquanto isso eles ficaram sabendo de Okonron Meji e foram a ele. Por outro lado ele era um fazendeiro e não ampliou a arte de Ifá. Antes de responder ao convite ele foi à divinação e foi recomendado de fazer sacrifício antes de partir para Ifé.
Chegando a Ifé, ele viu realmente a devastação provocada pela estiagem. Tendo recebido sua parte dos sacrifícios, Eşu que era o responsável pelas estiagens desatarraxou a rolha da chuva do céu e bem na hora de sua chegada, após simplesmente usar iyerosun e o encantamento apropriado, a chuva começou a cair. Choveu continuamente por três dias e o povo de Ifé começou a agradecer em louvor de Okonron meji, que executou o milagre.
O encantamento usado por Okonron meji foi:

A batalha do calor nunca conquista a colher, e a colher nunca quebra dentro da sopa.

A SALVAÇÃO DE AKERIWAYE.

Dois dos seus sacerdotes subordinados eram Shekutu Molagua, Ojo okpa akiko iyere re odidi, que fez divinação para a mãe de Akeriwaye, quando inimigos estavam desejando a morte da garota.
A mãe foi avisada a fazer o sacrifício de dois galos e ela o fez rapidamente. Os galos foram usados para fazer sacrifício para Ògún e Eşu. Enquanto isso, Akeriwaye estava adormecida em uma noite, quando um mau espírito veio em forma de cobra para entrar no quarto enquanto ela estava dormindo. Quando a cobra estava quase para atravessar a porta, Èşu rapidamente soltou a barra de ferro que suportava a porta e caiu na cobra esmagando-a até a morte. O barulho da queda do objeto de ferro pesado acordou a mãe e quando ela viu o que aconteceu se ajoelhou e cantou em louvor de Okonron meji que fez o sacrifício dela. Quando este Odu surge normalmente na divinação, à pessoa será avisada que seu pai ou sua mãe tinham feito sacrifício justamente para ele ou ela e que tinha
manifestado agora.
Se surge irregularmente a pessoa deverá ser avisada a falar para sua mãe fazer sacrifício que corre perigo iminente de morte.

O MAU DESTINO DA COROAÇÃO DE ADEGUAYE.

ETI LAWO MORUGE. ITA AARE RIJE ATA ONO; foram os sacerdotes que fizeram divinação para Adeguaye, o único filho do rei, que nasceu quando seu pai já era muito velho. O sacerdote recomendou a Adeguaye tão logo seu pai morreu para fazer sacrifício as mais velhas da noite com uma cabra e oferecer um bode a Èşu, afim de que talvez sobrevivesse a cerimônia de coroação.
Sendo jovem ele não gostou do resultado das oferendas sacrificais, logo ele não entendeu porque deveria fazer o sacrifício para uma mera cerimônia tradicional.
Depois disso, após o funeral de seu pai, os ministros convocaram-no a providência para suceder no trono. A cerimônia estava para começar com uma reclusão em isolamento em um conclave secreta por 14 dias.
Numa noite as feiticeiras, que normalmente não golpeavam sem dar a próxima vítima antecipar, prevenindo-se, visitaram-no e esfregou seu corpo com suas mãos. Na manhã seguinte ele ficou doente. A despeito de sua indisposição ele ainda não estava convencido de que deveria executar o sacrifício.
Sua mãe foi a única a avisá-lo que já era muito tarde para fazer alguma coisa. No sétimo dia do
conclave ele morreu, mas sua morte não foi anunciada formalmente.
Sob a proteção de um toque de recolher (ORO) seu corpo foi levado para casa e a cerimônia de coroação foi completada após o funeral pelo seu filho menor que foi feito rei.
Quando este Odu surge na divinação para uma pessoa que está planejando tomar um novo compromisso, ele deverá ser avisado que há sucesso o aguardando, mas que a morte está entre ele e a realização de seu sucesso. Ele deverá, contudo fazer sacrifício para as mais velhas da noite e para Èşu a fim de remover o perigo de morte de seu caminho.

ITANS DE OKONRON - MEJI

OKONRON MEJI PARTE DO CÉU PARA O MUNDO.

Relembrando que seus colegas tinham partido para a terra, ele também resolveu obter permissão de Deus para emigrar do céu. Ele foi ao divinador Awo chamado: Asokon deji, que lhe recomendou a fazer sacrifício antes de ir receber seus instrumentos de autoridade (Aşé) de Deus. Foi recomendado para fazer sacrifício com um rato, um peixe, uma galinha, uma cabra, um bode e um pombo. Ele fez o sacrifício de acordo e foi ao palácio Divino para fazer seus pedidos para a terra.
Seu plano original era viajar em companhia da cabaça e do pote de barro, mas o awo lhe recomendou viajar sozinho por uma rota diferente. Em seu caminho para o mundo, ele veio a atravessar uma fazenda na fronteira. Na fazenda estava uma armadilha a qual capturou um antílope, que estava começando a se decompor, ele removeu o antílope da armadilha e matou-o, e começou a preparar fogo na fazenda para secar a carne do antílope.
Quando ele estava arrumando a carne no secador, o dono da fazenda veio e provocou-o. Ele, entretanto explicou que fez para prevenir a decomposição total da carne. Quando o fazendeiro compreendeu o gesto de Okonron meji, agradeceu-lhe e lhe deu uma pata do antílope que é à parte do animal cujo sacerdote de Ifá que sacrificou um animal pega até hoje.
Este é porque Okonron meji é descrito como o Ifá que foi dado à mão livre para prosperar na vida. Por esta razão os filhos de Okonron meji são recomendados a gostar da lavoura, porque ele veio através do campo. Quando em seguida ele nasceu no mundo, cresceu para ser um fazendeiro, mas no início foi muito desafortunado. Ele decidiu ir ao divinador, aonde foi avisado para fazer um traje para si mesmo tendo todos os bolsos sobre ela, preenchendo com um obi e um orogbo. Ele esfregaria seu corpo com um frango e para ter uma bengala chamada okparere em Yorúba ou Osogan em bini. Ele deveria coletar materiais do topo de duas colinas próximas uma da outra, assim
como das duas calhas finais da casa, tudo para ser usado para invocar Eşu, para afugentar os animais intrusos de sua fazenda. Ele fez o sacrifício de acordo.
Depois de ser apaziguado Eşu plantou armadilhas invisíveis ao redor da fazenda de Okonron-meji, que capturou os animais um após o outro. Tendo se livrado dos animais intrusos, sua fazenda começou a frutificar. Ele também fez muito dinheiro revendendo a carne dos animais nas armadilhas preparadas por Eşu.
Com o dinheiro lucrado ele resolveu casar. Após o casamento sua esposa não teve filhos por um longo tempo. Contudo a esposa sonhou com Okonron meji dançando pela cidade com uma multidão seguindo-o.
Ele decidiu ir ao divinador para desvendar ao significado do sonho. O awo lhe avisou para preparar dois bastões com ponteiras agudas e pegar uma parcela de pimenta (Otawewe em yorúba akpokotan em bini), eles foram usados para fazer sacrifício para Eşu implorando-lhe para transformá-la sortuda para boa fortuna. Ele rapidamente fez o sacrifício e as coisas começaram a mudar para melhor em todas as facetas de esforços humanos.
Mas a mulher não conseguiu ficar grávida, aos poucos fez ele saber que a mulher era destrutiva e maléfica feiticeira. Estes fatos foram subseqüentemente revelados a ele em um sonho pelo seu anjo
guardião e descobriu que o anjo era responsável por tornar impossível sua esposa ter um filho. O anjo lhe informou em um poema que uma cobra gera uma cobra, como uma feiticeira gera uma feiticeira, do útero de sua mãe. A cobra herda a bolsa de veneno, justamente tal qual a feiticeira, feitiçaria das mães dos intestinos.
A mulher por fim o deixou, e logo depois, seus pais também morreram. Quando este Odu surge na divinação de ikin, o inquisidor deverá ser questionado se há um membro falecido de sua família que não teve o funeral final. Ele ou ela, também deverão ser questionados se há uma mulher em sua família que não está tendo crianças.
Se o homem tinha uma esposa infértil, ele será avisado que a mulher certamente o deixará porque seu casamento para ela não foi autorizado por seu anjo guardião.
Após a perda de sua primeira esposa e de seus pais ele decidiu mudar de residência temporariamente e foi a um sacerdote de Ifá chamado: Kponrinkpon abidi tirigi, para a divinação.
Foi avisado a fazer sacrifício a fim de evitar se perder na floresta com um bode a Eşu, e 1 porco ao seu Ifá, e levar 16 embrulhos de ẹkọ e àkarà para a sua viagem. Também deveria viajar com dois cachorros, ele fez o sacrifício e deixou Ilaye Ule, sua residência fixa para Ilaye Oko, aonde procurou se recuperar temporariamente, antes, porém, e sem sabê-lo a viagem entre os dois lugares se tornou um tortuoso pesadelo. Aqueles viajantes entre os dois lugares um tanto misteriosamente nunca chegavam aos seus destinos e ninguém sabia com exatidão o que acontecia com eles.
Na metade de sua jornada para Ilaye Oko, seus dois cães ficaram famintos e ele lhes deu uma porção de ẹkọ e àkarà para comer. Quando os cães estavam comendo, uma misteriosa Boá (cobra),
surgiu do nada atacou os dois cães e os engoliu.
Tendo engolido os dois cães a Boá ficou desamparada e Okonron Meji deu uma forte estocada e matou-a. Ele deixou a serpente lá e foi para Ilaye Oko. Quando ele lhes contou o que tinha passado, foi então que todos compreenderam que foi Boá, que estava engolindo os viajantes entre as duas cidades.
O povo seguiu-o até o local para matar a Boá, ele apenas pegou a pequena pedra estabelecida no estômago da cobra (Iyn Osunmale) e o óleo, levando a carne para as pessoas da cidade.
Aquela experiência singular projetou-o em uma fama de popularidade como sacerdote de Ifá, ao passo de que na cidade lhe foram dadas muitas mulheres em casamento

ITANS DE OKONRON - MEJI

OKONRON- MEJI.
I I   I I
I I   I I
I I   I I
I     I
Okonron meji realizou uma série de trabalhos importantes no céu antes de vir para a terra. Ele era chamado Okonron kon lon Okonron kon nihin - Ele fez divinação para Araba (Obadan em bini), e para Irókò (Uloko em bini), antes de eles virem para o mundo.
Araba e Irókò, sempre foram gatos e cachorros e nunca concordavam em nenhum ponto. Naquele tempo Irókò era tão forte e poderoso que todos o temiam.
O divinador avisou para ambos para prestarem homenagem para Eşu, com 1bode, 1 galo, 1 machado e um cutelo. Araba fez o sacrifício, mas Irókò se recusou a fazê-lo, pois se considerava forte o suficiente para ser invulnerável.
Após se banquetear com as oferendas feitas para ele Èşu, foi comunicar aos seres humanos, como o poderoso Irókò estava procurando lucros. Então antes, a árvore Irókò parecia tão feroz que ninguém pensou atacando-o no caminho. Em primeiro lugar ele é fisicamente muito forte e enorme para outro, sua casa é no jardim da reunião das mais velhas da noite. A intervenção de Èşu, foi para destruir o mito envolvendo a imagem de Irókò e fazê-lo parecer tão normal quanto qualquer outra árvore. Èşu até mesmo se ofereceu para conduzir os seres humanos para casa de Irókò, dando-lhes um machado com o qual cortá-lo.
As pessoas ficaram primeiro relutantes em usar o machado em Irókò, mas com o encorajamento dado a eles por Eşu, o atacaram violentamente. A queda de Irókò foi tão grande que reverberou através de toda a floresta. Quando Araba ouviu a queda, se perguntou o que estava acontecendo e foi informado que o grande Irókò tinha caído pelo ataque do machado humano. Compreendendo o acontecido com Irókò, foi o resultado de fazer o sacrifício, Araba se felicitou por ter atendido a recomendação de Okonron Meji.
Araba então cantou ao divinador que jogou para ele para vencer a ameaça de Irókò que de outro modo como um espinho nesta carne.
Quando surge na divinação, o inquisidor será avisado que ele ou ela tem um forte e alto inimigo que está procurando derrubá-lo (a). Para sobrepujar seus problemas apresentados pelo inimigo será recomendado de fazer oferenda com 1 bode, 1 galo, 1 machado e 1 cutelo para Eşu.
Okonron meji realizou uma série de trabalhos importantes no céu antes de vir para a terra. Ele era chamado Okonron kon lon Okonron kon nihin - Ele fez divinação para Araba (Obadan em bini), e para Irókò (Uloko em bini), antes de eles virem para o mundo.
Araba e Irókò, sempre foram gatos e cachorros e nunca concordavam em nenhum ponto. Naquele tempo Irókò era tão forte e poderoso que todos o temiam.
O divinador avisou para ambos para prestarem homenagem para Eşu, com 1bode, 1 galo, 1 machado e um cutelo. Araba fez o sacrifício, mas Irókò se recusou a fazê-lo, pois se considerava forte o suficiente para ser invulnerável.
Após se banquetear com as oferendas feitas para ele Èşu, foi comunicar aos seres humanos, como o poderoso Irókò estava procurando lucros. Então antes, a árvore Irókò parecia tão feroz que ninguém pensou atacando-o no caminho. Em primeiro lugar ele é fisicamente muito forte e enorme para outro, sua casa é no jardim da reunião das mais velhas da noite. A intervenção de Èşu, foi para destruir o mito envolvendo a imagem de Irókò e fazê-lo parecer tão normal quanto qualquer outra árvore. Èşu até mesmo se ofereceu para conduzir os seres humanos para casa de Irókò, dando-lhes um machado com o qual cortá-lo.
As pessoas ficaram primeiro relutantes em usar o machado em Irókò, mas com o encorajamento dado a eles por Eşu, o atacaram violentamente. A queda de Irókò foi tão grande que reverberou através de toda a floresta. Quando Araba ouviu a queda, se perguntou o que estava acontecendo e foi informado que o grande Irókò tinha caído pelo ataque do machado humano. Compreendendo o acontecido com Irókò, foi o resultado de fazer o sacrifício, Araba se felicitou por ter atendido a recomendação de Okonron Meji.
Araba então cantou ao divinador que jogou para ele para vencer a ameaça de Irókò que de outro modo como um espinho nesta carne.
Quando surge na divinação, o inquisidor será avisado que ele ou ela tem um forte e alto inimigo que está procurando derrubá-lo (a). Para sobrepujar seus problemas apresentados pelo inimigo será recomendado de fazer oferenda com 1 bode, 1 galo, 1 machado e 1 cutelo para Eşu.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ITANS DE OBARÁ - MEJI

COMO OBARA MEJI PERSEVEROU EM SUA PROSPERIDADE.

Tendo obtido todos os desejos para mais um dia, Obara-Meji recebeu um visitante chamado Efun yemi aborí bebele, que o avisou a fazer sacrifício, afim de que sua prosperidade recém chegada durasse até o final de sua vida.
Ele foi avisado a fazer o sacrifício com uma vaca, tendo as cores preta, marrom e branca e uma cabra da mesma cor, para seu Ifá. Ele também deveria oferecer um bode a Èşu com as mesmas cores. Ele fez os sacrifícios.
Este é o porquê Obara Meji, viveu tanto tempo em opulência e como viu todos os seus filhos se tornarem velhos. O cabelo grisalho em sua cabeça e seu corpo veio a ser tão branco como algodão, a sua riqueza se sustentou até o final de sua vida. Este é o último maior sacrifício especial (OnoIfa ou Odiha) para o qual toda pessoa nascida por Obara Meji, deve fazer, a fim de ter longa vida na prosperidade.

O ÚLTIMO GRANDE MILAGRE EXECUTADO POR OBARA MEJI.

Houve 3 pântanos do céu, os quais amedrontavam todas as principais cidades Yorúba. Eles eram
chamados :
1 - Obuko omo lubebe - o bode.
2 - Ejo omoni rongo - a cobra.
3 - Ekuku ale, Omonimene - o pombo.
Ota loon ba aye ati orun jaa - Eles estavam vindo para devastar a terra pelo rei das feiticeiras do céu. Ocasionaram a morte de muitos homens e mulheres em vários lugares e havia pandemônio em todo redor. Os três saqueadores celestes apanhavam suas vítimas em circunstâncias misteriosas e quase sempre parecendo estar colhendo nas personalidades importantes para serem cidadãos úteis das cidades. Eventualmente, eles pareciam ter sido dados o principal desígnio de trazer Obara-Meji de volta ao céu.
Quando por fim eles partiram no rastro de Obara-Meji, seu próprio guardião apareceu-lhe em sonho e alertou-o do perigo iminente da morte.
Ele não se preocupou injustamente sobre a morte, no entanto estava ainda desfrutando de sua prosperidade ganha com muito esforço. Então decidiram consultar seu Ifá, por meio da divinação com Ikin, seus subalternos domésticos chamados Uroke e Oroke lhe disseram rapidamente para fazer sacrifício com um galo, um coelho e inhame amassado (Obobo em bini e erwo em yorúba), o qual ele iria carregar por si mesmo a uma encruzilhada. Ele também deu um bode a Èşu. Ele fez os sacrifícios profundamente.
Quando ele carregava as oferendas sacrificais para a encruzilhada, Èşu levantou-se e disse aos 3 mensageiros do céu que Obara- meji que eles estavam buscando, estava na encruzilhada. Os três homens rapidamente se direcionaram para encontrá-lo, enquanto Obara Meji estava oferecendo preces depois de colocar o sacrifício na posição. Èşu também o alertou da aproximação dos assassinos do céu. Com o que Obara Meji se pôs em pé e correu em segurança para sua cassa. Obuko, omo olubebe tinha proibição de galo, ejo omoni rogonti tinha proibição de inhame amassado (obobo), enquanto omoni mene tinha proibição de coelho. Aqueles foram os materiais com que Obara Meji fez sacrifício na encruzilhada. Quando os três homens maus chegaram à encruzilhada, Èşu apareceu de novo para eles, dizendo-lhes que a refeição do chão era o banquete que Obara Meji estava enviando para as 200 divindades. (Ihanuri em bini e ugba urumole em Yoruba).
Èşu convenceu-os a comê-la porque Obara abandonou a comida quando os viu se aproximando.
Após comerem, eles continuaram determinados a perseguir Obara Meji até sua casa para capturá-lo.
Nesse ínterim no caminho, as porções de comida proibida tinham começado a reagir neles. Em sua aproximação para a casa de Obara Meji, eles começaram a caírem mortos uns após o outro. Tudo isso acontecendo de noite. Na manhã seguinte Obara Meji saiu apenas para descobrir que os 3 homens maus estavam mortos. Ele então enviou mensagem aos 16 monarcas das cidades que tinham estado sob muito medo pelos terroristas celestes. Tão logo eles se reuniram no palácio de Olofen, Obara informou como ele conseguiu a morte dos homens maus e todos eles se alegraram e agradeceram a Ọrúnm. lá em profusão por protegê-los da ameaça.

ITANS DE OBARÁ - MEJI

O ENCONTRO DE OBARA MEJI COM INIMIGOS.

Após aquele incidente, Obara Meji tornou-se naturalmente muito famoso, sua popularidade logo começou a provocar inveja e inimizade, e ele percebeu logo que o sucesso provocava inveja e provocava animosidade, a qual gerava inimizade.
Geralmente as pessoas não gostam daqueles que os excedem. Os mais velhos sacerdotes divinos para quem Obara apareceu, para haver roubado a exibição não perderiam tempo em conspirar sua queda. Nesse meio tempo o anjo guardião surgiu para ele em sonhos e deu-lhe uma previsão das maquinações dos conspiradores.
Quando se levantou convocou 2 awo para fazer divinação para ele. Seus nomes eram.
Oni bara, ola bara, Eshishi bara, Eeku ooku ku so otin (Eye bara, kii ku si asi (Uho em Bini) )
1 - O vôo que não atinge a ambição, nunca morre dentro de uma garrafa de vinho e,
2 - O vôo o qual voa alto no ar, e que não é seduzido pelos engodos do nível mais baixo, não é apanhado em uma armadilha grudada.
Eles avisaram Obara Meji para fazer sacrifício com um galo e 1 galinha, ele fez o sacrifício
conforme explicado. Ele triunfou sobre seus inimigos, depois que haviam tentado na terra e falhado.
Eles também denunciaram para os mais velhos do céu. Neste meio tempo um sacerdote de Ifá andarilho estava visitando Ifá, e ele parou pela casa de Obara Meji, que ofereceu elaborada hospitalidade para o visitante.
O nome do Awo era Eroke Ule Abiditirigi, quando o homem fez a libação divinatória, alertou Obará que um mensageiro estava sendo enviado do céu para buscá-lo, foi avisado para dar um bode para Èşu e 1 cabra para Ifá. Não apenas fez o awo fazer os sacrifícios para Obara, mas fez também a tradicional marcação (Ono Ifá em yorúba e Odiha em Bini) para ele.
Ele preparou um remédio para ele tomar diariamente, durante cinco dias. Tiokan veio do céu para prender Obará Meji. Quando Tiokan voou no topo da casa de Obará, chamou-o para ir para o céu.
Em uma resposta encantacional Obara, lhe disse que seu pai antes de sua morte, estava partindo para o céu para responder a um chamado prematuro que havia levado Obará para longe deste mundo, e que seu pai lhe disse que não era para ele partir deste mundo até uma árvore chamada Aro em yorúba e Uruaro em bini produzir folhas, e que até as raízes de uma planta parasita chamada Afuma em Yorúba e OSE em Bini tocassem o chão e deixassem cair suas folhas. Obará Meji coletou as três plantas e as deu a Tiokan, para dar ao Rei da Morte, quem mandara para ele no céu.
Quando o Tiokan entregou a mensagem no céu para o Rei da Morte, ele ordenou que Obara Meji se perdesse na terra sem conhecer seu caminho de volta para o céu. Este é o porque se diz que Obara Meji viveu na terra por 260 anos e no final teve que pedir para Deus aceitá-lo de volta no céu.
Se as crianças de Obara Meji são capazes de preparar seu Ono Ifá, eles poderão viver até a idade avançada.

OBARA MEJI TRANSFORMA PRETO EM BRANCO.

O último maior teste sofrido por Obara Meji antes vendo a ribalta ocorrida, quando seus companheiros Awo o engabelaram para tomar bebida no palácio do Rei. Isto explica porque os filhos de Obará são proibidos de beberem qualquer bebida alcoólica.
Após beber ele começou a fazer pronunciamentos os quais ele não poderia corresponder. No meio das proclamações ele fez em seu estado de embriaguez é que ele poderia servir a cabeça de Olofen, visto que foi proibido para algum Awo fazê-lo então.
Ele também se gabou de que poderia lavar um pano preto e torná-lo branco. As proclamações de Obara Meji foram rapidamente reportadas ao Rei que o convocou para executar as proezas em 7 dias, falhando seria executado.
Chegando em casa, ele contou a sua mãe o que aconteceu no palácio do Rei, sua mãe gritou e chorou em desgosto, por ousar fazer cada elogio vazio, os quais ninguém havia feito anteriormente.
Ele explicou que tinha bebido quando fez as proclamações. A única pessoa acostumada a servir a cabeça do Olofen era um homem chamado Okete, havia também um homem chamado Aro, que era o único capaz de lavar o preto e deixá-lo branco. A mãe de Obara Meji foi tratar como amiga o segundo deles.
No sétimo dia o Olofen expôs 10 peças de pano preto e deu-as a Obará para limpá-los no rio e torná-las brancas. Antes de seguir para o rio sua mãe já estava esperando por ele. O Rei enviou mensageiros para acompanhá-lo e para verificar a operação. Quando o grupo chegou à mãe de Obara estava cantando para invocar Aro para aparecer. Quando o peixe Aro ouviu a música, se moveu para onde Obara Meji estava lavando o pano preto, tornando-o dele, engoliu-o e vomitou-o fora e estava branco neve.
Assim que Obara viu que o pano tinha se tornado branco, ele trouxe para fora escorrendo e mostrou ás testemunhas enviados pelo Rei para verificar a operação de lavagem. Todos eles se moveram em conjunto para o palácio e todos inclusive o Rei estavam atônitos pelo milagre executado por Obará Meji.
A próxima atividade era a cerimônia para servir a cabeça do Rei Olofen, o homem acostumado a servir a cabeça do rei anualmente era chamado Ewu-okete. Ele tinha a tradição de ir a sua própria divinação e sacrifício antes de executar o sacrifício anual para a cabeça de Olofen. Neste ano em particular tinha ido a divinação e recomendado a dar um Bode a Èşu. Ele falhou em fazer o sacrifício.
Quando chegou o momento para ele servir a cabeça de Olofen como sempre, a cerimônia falhou em se manifestar. O ponto culminante do festival foi invariavelmente pela roupa com a qual a cerimônia foi feita para se transformar em branca.
Tendo em vista o sacrifício que Ewu-Okete se recusou de fazer para Èşu, a roupa preta se recusou a modificar a sua cor para branco. Estava claro que aquele festival foi um fracasso e o sacrifício para a cabeça não aconteceu. Normalmente o festival da cabeça de Olofen era invariavelmente seguido de paz, prosperidade e progresso para o Rei e o Reino. Mas após a cerimônia malograda da cabeça, as coisas naquele ano criaram dificuldades para o rei e o país.
Aquele foi o ano em que os filhos do rei estavam morrendo após jogar ayo com seus visitantes. Não haviam chuvas e comida, produtos agrícolas pegaram fogo. Houveram muitos casos de natimortos e mulheres grávidas que abortaram. Este era o resultado das coisas em Ifá, quando foi momento para outro festival. Ao passo que a procura era por uma nova pessoa para servir a cabeça do Olofen, Obara-Meji gabou-se de que poderia fazê-lo.
Antes de fazer alguma coisa a mãe foi à divinação e foi avisada a dar um bode a Èşu que foi feito imediatamente, subseqüentemente ela convidou Ewu-kete para ensinar seu filho o encantamento com o qual servir a cabeça do Olofen.

WONI KI OBA BORÍ OLOFEN
KORÍ OLOFEN FIN
KI OBARA BO AYA OLOFEN
KAYA OLOFEN GBA
KO FOWO KAN ALA
KO DI DUDU
OBARA BORÍ OLOFEN
ORÍ OLOFEN FIN
OBARA BOAYA OLOFEN
AYA OLOFEN GBA
OBARA FOWOKAN ALA
ALA DIDUN DUN.

Quando foi a hora de servir a cabeça do Rei, Obara o fez sem um transtorno acabando tocando o pano branco que ele trouxe do rio (Ala), e com auxílio invisível de Èşu, assim que Obara o tocou ele rapidamente se tornou preto. Aquilo foi o suficiente para indicar que os maus dias estavam no fim. O ano seguinte demonstrou ser muito próspero para o Rei e o País. Obara foi também amplamente recompensado.

OBARA - DEMONSTRA INGRATIDÃO PARA A MÃE.

Depois de ver Obará passar por todos estes processos e tribulações, ele acusou a mãe de estar flertando. A mãe ficou tão aborrecida que achou que era a hora de retornar para a casa de seus ancestrais. Antes de abandonar a sua vida ela declarou que desde então, a mão com a qual Okete serviu a cabeça de Olofen deveria ser utilizada para cavar a terra, o que o coelho faz até os dias de hoje. Ela proclamou que a roupa branca, a qual o de peixe Aro produziu, de hoje em diante, deveria ser usada para embrulhar o cadáver humano. Esta parte de Obara Meji é usada para causar grande devastação quando há justificação para tal.
Não é possível entrar em detalhes disso neste livro.

OBARA MEJI GANHA UM TÍTULO DE CHEFIA.

Seguindo a morte de sua mãe, ele tinha que aprender a tomar conta de si mesmo. Ele tinha paradode beber e já não estava tão em posição de fazer declarações e proclamações que o apanhassem em problemas.
Ele tinha aprendido de sua mãe as virtudes e sacrifício. Quando ele, entretanto descobriu que apesar de todas as suas façanhas, ainda era muito pobre, resolveu por fim aos seus problemas. Então convocou um Awo chamado Ishe toon shemi ko ni sha Alarin ni Ògún (Não há pobreza que não tenha fim), e foi recomendado de fazer sacrifício para seu Ifá, com uma cabra, obi, melão, sua capa e fazer um banquete de inhame pilado com a carne da cabra. Também era para ele dar um bode para Èşu. O Awo também avisou que não deveria ir a lugar algum no dia que era para fazer o sacrifício.
Neste ínterim, o rei convocou ele entre outros awo, para ir ao seu palácio para uma competição especial de divinação. O awo lhe disse para fazer o sacrifício naquele dia, mas não responder a convocação do rei.
Então ele fez o sacrifício para seu Ifá, mas não poderia achar um barril de Obi e Melão (elegede ou kakamisi em yorúba e eyen em bini). Ele também deu um bode a Èşu.
Quando os outros awo vieram para chamá-lo a responder a convocação do rei ele recusou-se a acompanhá-los porque estava fazendo um sacrifício especial para o seu Ifá.
Quando os awo chegaram ao palácio do Rei, pediu a cada um deles para revelar o conteúdo de uma sala, a qual ele tinha trancado no palácio. Um após o outro awo tentou, mas não puderam revelar o conteúdo da sala. Então veio um awo chamado Oguega que revelou que a sala tinha 201 pessoas que era a resposta correta.
O Rei então entrou e deu de presente uma cesta de obi e um melão para cada um dos awo. Ele também enviou a parte de Obará Meji apesar de sua ausência.
Os awo tinham esperado um longo tempo no palácio de Olofen sem terem nenhuma comida e bebida portanto estavam muito famintos. Em seu caminho para casa, decidiram chamar por Obara Meji, quem nesse ínterim, tinha colocado um enorme banquete na mesa, com inhame pilado e carne de cabra. Como se a refeição fosse a resposta de suas preces, todos sentaram, comeram, beberam
para a alegria de seus corações. Quando Obará Meji perguntou o que Olofen lhes deu, todos lhe responderam que receberam obi, melão e também lhes deu a sua própria parte, com o que ele ficou muito feliz, porque eles eram os dois materiais que faltavam para completar o sacrifício para seu Ifá.
Quando os outros perguntaram porque ele estava tão feliz, com tais presentes ostensivamente sem valor, ele replicou que eram os materiais usados para fazer o sacrifício para o seu próprio anjo guardião.
Com aquela observação, todos os awo entregaram seus próprios presentes de obi e melão para ele.
Tanto que poderia ter um bom estoque delas. Antes de deixá-lo, eles o informaram que Olofen queria a todos para visitá-lo mais uma vez em 8 dias. Após a partida dos awo ele serviu sua cabeça e seu ifá, com alguns dos melões e cestas de obi, mas quando os cortou abrindo com uma faca, ele descobriu que longe de conterem obi e sementes de melão, cada um delas estava repleto com os mais variáveis tipos de tesouros, indo do dinheiro para contas e etc. De jóias que ele juntou das cestas, foi capaz de costurar uma toga de contas, um par de sapatos de conta e um chapéu de contas para ele mesmo e um traje para um cavalo, que separou neste meio tempo para o seu próprio uso.
No oitavo dia quando haveriam de ver o Olofen mais uma vez, ele quis ter a certeza de que seria a
última pessoa a chegar no palácio do rei.
Antes do encontro, Olofen havia decorado o trono semelhante ao seu, para sentar o homem mais bem vestido na ocasião. Quando os awo começaram a chegar, nenhum deles teve coragem de ocupar o trono especial ao lado do rei. Todos tomaram seus assentos nas laterais da sala. Quando Oguega o vencedor da última disputa chegou à sala em sua roupa esfarrapada, ele se sentou no chão que é onde é feita a divinação até hoje.
Finalmente Obara-Meji chegou com uma comitiva de pajens acompanhando-o. Após oferecer o tradicional agradecimento ao Olofen, olhou em volta e viu o trono decorado ao lado do rei e foi direto para sentar nele. Tão logo todos estavam sentados, Olofen lhes perguntou o que eles fizeram com o melão e a cesta de obi que ele deu a cada um deles depois do último encontro.
Um após o outro responderam que visto que eles não eram dados a comer estas coisas, deram para Obara-Meji de quem era alimento básico.
Olofen então como Obara Meji veio com seu vestido real, o rei então retirou seu instrumento de autoridade Aşé, e chamou Oguega que a despeito de ser o vencedor do teste de Olofen de 8 dias antes, foi sua ignorância que o manteve na pobreza e o fez sentar no chão. Ele então amaldiçoou que Oguega que sempre viveria na pobreza e em trapos. Finalmente ordenou que Obara-Meji crescesse sempre acima de seus colegas e seria bem sucedido nos tronos e prosperidade.